Aberta ao público, a atividade segue até 31 de agosto no Fórum Trabalhista de Manaus e reúne livros, artigos e teses de magistrados, servidores e advogados

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Com o objetivo de valorizar a produção intelectual, com livros, artigos, pesquisas e reflexões que têm o potencial de transformar práticas, inspirar ações e gerar impacto social, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), por meio da Escola Judicial (Ejud-11), abriu, nesta sexta-feira (14), a segunda edição da exposição “Conhecimento e Movimento”, que segue aberta ao público até o dia 31 de agosto, das 9h às 14h, no Espaço Cultural e Multimídia da Ejud-11, localizado no 3º andar do Fórum Trabalhista de Manaus (FMT), e reúne a produção intelectual de magistrados, servidores e advogados, com obras que abordam temas ligados à Justiça do Trabalho, além de assuntos diversos.

A diretora da Ejud-11, desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, pontuou a relevância de dar visibilidade à divulgação da produção intelectual em um cenário no qual a média de livros inteiros lidos por pessoa é de apenas 0,82, segundo a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" (2024), do Instituto Pró-Livro. "Esta exposição não é apenas uma vitrine de livros, é um movimento de resistência cultural. Ao abrirmos este espaço para que magistrados, servidores, estagiários, terceirizados e advogados compartilhem suas produções, estamos dizendo que o conhecimento ainda é a ferramenta mais poderosa para transformar a sociedade. Cada obra aqui exposta representa horas de dedicação, reflexão e coragem de pensar. Essa troca de ideias é a construção de um pensamento crítico que nos fortalece como instituição e como cidadãos", disse a desembargadora.

O corregedor do TRT-11, desembargador Alberto Bezerra de Melo, ressaltou que a exposição foi concebida para acolher todos os agentes do sistema de Justiça, sem distinção de cargo ou função. "A produção intelectual requer muito: a pessoa tem que se inteirar, tem que saber o que vai falar. E esse espaço não é só para desembargadores, nem só para magistrados, é para servidores, é para advogados. Se vocês tiverem uma ideia, mesmo que pequenininha, aqui vai ter um espaço dedicado a todos. É um espaço plural, aberto", afirmou.

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O juiz do Trabalho Gabriel Cesar Fernandes Coelho, membro do Conselho Consultivo da Ejud-11, também salientou a força transformadora da iniciativa ao promover, na prática, a igualdade entre todos os participantes. Para o magistrado, a exposição materializa um ambiente democrático, no qual o que realmente importa são as ideias, e não os cargos ou posições hierárquicas. "O conhecimento ultrapassa cargos, ultrapassa a condição econômica e social. Aqui, independentemente do cargo, por meio da produção acadêmica, nós somos iguais. Nós, estagiários, aprendizes, terceirizados, juízes, desembargadores, advogados, estamos ali na mesma prateleira, sendo representados pelas nossas ideias".

Importância

Representando a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), a secretária-geral da OAB-AM, advogada Omara Gusmão, prestigiou a abertura da exposição e falou sobre o caráter inovador da iniciativa, especialmente em um momento marcado pela superficialidade do conhecimento impulsionado pela inteligência artificial e pelo uso excessivo da internet. "O tribunal está realmente sendo inovador ao trazer essa possibilidade de incentivar servidores, magistrados, advogados e até a sociedade em geral na produção acadêmica, o que é valioso no momento em que lidamos com inteligência artificial e questões da internet, em que muitas vezes o pensamento e o conhecimento acabam sendo rasos. Então, iniciativas como essa vão estimular a produção de pessoas que efetivamente contribuem para a sociedade".

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A presidente da Associação Amazonense da Advocacia Trabalhista (AAMAT), advogada Juliana Chaves Coimbra Garcia, enfatizou a importância de um espaço que valoriza a produção intelectual sem restrições de público. "Sabemos da dificuldade de construir e estruturar uma obra, e ter esse espaço para divulgar e promover o conhecimento é sensacional. Saber que a exposição não se limita a magistrados e servidores já é um grande estímulo. De pronto, convido os advogados e advogadas que tiverem material para trazer e participar, porque todos nós compomos o sistema de Justiça. Tragam suas obras literárias, que dessa forma terão amplitude e divulgação para todos que vierem conhecer a exposição".

Sobre a exposição

O acervo da exposição “Conhecimento e Movimento” reúne livros, artigos, teses jurídicas e outras produções acadêmicas e culturais, oferecendo material de estudo para pesquisadores, estudantes e docentes da área do direito. De acordo com a diretora da Biblioteca Donaldo Jaña do TRT-11, Clarice Braga, a iniciativa é essencial por valorizar e dar visibilidade à produção intelectual da Justiça do Trabalho. "A mostra está aberta a qualquer pessoa que queira conhecer o que estamos produzindo. O conhecimento não pode ficar trancado em estantes, ele precisa circular, ser compartilhado e debatido. A proposta é essa, abrir as portas para que a sociedade participe e se aproprie dessa produção intelectual."

Confira o álbum de fotos da abertura da exposição “Conhecimento e Movimento” AQUI.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Carlos Andrade

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