Encontro avaliou resultados parciais do Plano de Gestão da Presidência e definiu próximos passos para a conclusão das entregas do biênio 2024-2026

568Na manhã desta sexta-feira (14/8), gestores e gestoras de unidades administrativas do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) se reuniram para avaliar o andamento dos projetos do Plano de Gestão da Presidência (PGP) 2024-2026. Durante a 2ª Reunião de Análise da Estratégia (RAE) de 2026, foram apresentados os resultados e os próximos passos para a conclusão das entregas previstas para o biênio.

Atualmente, o PGP reúne 52 projetos, organizados em programas alinhados aos objetivos do Plano Estratégico Institucional (PEI). Desse total, 28 têm execução igual ou superior a 90%, dos quais 23 já alcançaram 100% de execução. Realizada periodicamente, a RAE permite acompanhar a execução do planejamento estratégico com base em indicadores, metas e projetos, identificar desafios e ajustar as ações necessárias para a conclusão das entregas. As iniciativas desenvolvidas no biênio reúnem projetos voltados à ampliação do acesso à Justiça, melhoria da prestação jurisdicional, valorização de pessoas, fortalecimento da governança, modernização administrativa e inovação.

Participaram da reunião: o presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes; a diretora da Escola Judicial (Ejud11), desembargadora Ruth Barbosa Sampaio; a juíza auxiliar da Presidência, Carla Priscilla Silva Nobre; o diretor-geral, Ildefonso Rocha de Souza e demais diretores responsáveis pelos projetos. A condução técnica das apresentações ficou a cargo da diretora da Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (Seggest), Mônica Sobreira Leite.

569Obras e Justiça Itinerante avançam

Entre os projetos em execução constam duas entregas que serão de grande impacto para a prestação jurisdicional: a Construção do Novo Fórum Trabalhista de Manaus e a Expansão da Justiça Itinerante.

A fase da licitação do novo Fórum Trabalhista foi concluída. A previsão é que a obra comece ainda em agosto, com prazo estimado de 30 meses para conclusão. A nova estrutura deverá ampliar e qualificar as condições de atendimento ao público e de funcionamento das unidades da Justiça do Trabalho em Manaus.

Também está em andamento o projeto Expansão da Justiça Itinerante, idealizado pela Presidência. A proposta é fortalecer e aprimorar as ações do TRT-11 em localidades com maior dificuldade de acesso aos serviços da Justiça do Trabalho.

A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Justiça Itinerante e Inclusão Digital da Justiça do Trabalho (PNJIID), instituída pela Resolução CSJT nº 428/2025. Em maio, a Resolução Administrativa nº 115/2026 do TRT-11 atualizou pontos da regulamentação interna. Também está em tramitação matéria de iniciativa da Corregedoria Regional para consolidar, em um único normativo, as regras sobre Justiça Itinerante e Pontos de Inclusão Digital (PIDs). A proposta prevê ainda maior integração com programas nacionais, como o Trabalho Seguro, as ações de combate ao trabalho infantil e as iniciativas de promoção da equidade.

570Entregas concluídas

Entre os projetos concluídos está o Painel de Segurança da Informação, de responsabilidade da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações (Setic), por meio da Divisão de Segurança da Informação (Divinf). O projeto foi integralmente executado em 2025 e não possui desdobramentos previstos para 2026.

Outro projeto concluído é o Alô Manu Interior, da Diretoria-Geral, que reúne ações de manutenção preventiva e corretiva nas Varas do Trabalho do interior do Amazonas e de Boa Vista. Entre os resultados estão o Plano de Gestão da Manutenção Predial do TRT-11, elaborado pelo Núcleo de Engenharia e Arquitetura (Nuea), e a Política de Manutenção Predial, elaborada pela Coordenadoria de Governança de Contratações e Obras (Cogco).

Pela Secretaria-Geral Judiciária (SGJ), o Conecta Cidadão foi concluído com a finalização da Carta de Serviços do tribunal. A ferramenta reúne informações sobre os serviços oferecidos pelo TRT-11 e facilita o acesso de cidadãos, advogados, peritos e demais jurisdicionados.

A Coordenadoria de Comunicação Social (Coordcom) concluiu dois projetos. O Construindo Pontes: Justiça e Sociedade ampliou as ações de aproximação com a sociedade, com calendário editorial integrado e a série “Me Explica Direito”, que apresenta conteúdos sobre direitos trabalhistas nas redes sociais. Também foi concluída a Nova Intranet, desenvolvida em parceria com a Setic. Lançada em 22 de julho, a plataforma reúne conteúdos e serviços destinados ao público interno em um único ambiente.

571Iniciativas em execução

Entre os projetos em curso, o Armazenamento 360°, da Coordenadoria de Operação e Suporte (Cosup), chegou a aproximadamente 98% de execução. A iniciativa já promoveu a migração da maior parte dos documentos das unidades administrativas e judiciárias para o armazenamento institucional em nuvem.

Já o RIMA – Rede de Inteligência para Magistrados do TRT-11, sob responsabilidade do Centro de Inteligência/Coordenadoria de Precedentes e Ações Coletivas (Cipac), alcançou 95% de implementação. A plataforma foi integralmente migrada para a nova intranet , onde já dispõe de ambiente próprio, com estrutura de navegação, layout e arquitetura das informações finalizados.

Na área orçamentária, o Orçamento em Foco, da Secretaria de Orçamento e Finanças (SOF), apresenta 70% de execução física em 2026. O projeto inclui painéis de Business Intelligence (BI) e Power BI integrados ao Sistema de Gestão Orçamentária e Financeira da Justiça do Trabalho (Sigeo-JT), que facilitam o acompanhamento da execução orçamentária e apoiam a tomada de decisão.

SIGPRO, da Divisão de Projetos e Iniciativas Nacionais (Dipin), está com 50% de conclusão. O projeto contempla um sistema voltado à gestão de projetos e ao acompanhamento do planejamento estratégico do tribunal.

Próximos passos

Após as apresentações, o presidente do TRT-11 reconheceu o empenho das unidades envolvidas, parabenizou as equipes responsáveis pelos projetos já concluídos e reforçou o compromisso da gestão 2024–2026 com a entrega de resultados à sociedade.

No encerramento da reunião, a diretora da Seggest informou que o planejamento estratégico do TRT-11, revisado em abril, será novamente atualizado para adequá-lo às diretrizes da Resolução CSJT nº 444/2026, publicada em 1º de junho.

A próxima RAE está marcada para 4 de dezembro e será a última de 2026. O encontro deverá consolidar os resultados do ciclo de acompanhamento dos projetos e os principais resultados deste biênio.


Veja as imagens da reunião.

 

 


Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Paula Monteiro
Fotos: Renard Batista

Iniciativa incentiva soluções consensuais em processos relacionados aos direitos das pessoas com deficiência

564O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) participará da segunda edição da Semana Temática “Conciliar e Incluir”, pauta temática nacional que ocorre de 24 a 28 de agosto. A mobilização nacional busca ampliar a solução consensual de processos relacionados aos direitos das pessoas com deficiência e fortalecer a prestação de um serviço mais acessível, inclusivo e acolhedor.

No âmbito do TRT-11, a ação é coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). As audiências acontecerão nos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs-JT) de 1º e 2º graus em Manaus e no Cejusc-JT de 1º grau em Boa Vista.

Como participar
Além da seleção interna, feita pelo TRT-11, dos processos relacionados aos temas da iniciativa, os interessados em participar da pauta temática podem se inscrever diretamente no portal do TRT-11 através do link: Portal TRT11 - Solicite uma Audiência. A ideia é ampliar a participação da sociedade e permitir que outras demandas relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência sejam submetidas à tentativa de solução consensual.

De acordo com a coordenadora do Cejusc-JT de 2o grau do TRT-11, desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, a Semana Conciliar e Incluir representa uma oportunidade de aproximar ainda mais a Justiça do Trabalho das pessoas com deficiência, garantindo que o diálogo e a busca pelo consenso também sejam instrumentos de promoção da acessibilidade e da inclusão. “Mais do que buscar acordos, queremos assegurar que essas audiências sejam conduzidas de forma acolhedora, respeitosa e acessível, considerando as necessidades de cada pessoa. Dessa forma, contribuímos para uma Justiça mais inclusiva, na qual todas as pessoas possam participar efetivamente da construção de soluções para suas demandas”, afirmou a magistrada.

A iniciativa busca envolver magistrados e servidores do TRT-11, profissionais da advocacia, integrantes do Ministério Público do Trabalho, sindicatos, empresas e outros participantes do sistema de Justiça.

Capacitação prepara equipes para audiências acessíveis
Como parte da preparação para a semana temática, será realizada, em 21 de agosto, das 9h às 12h, a capacitação telepresencial “Conciliar e Incluir: Acessibilidade e Inclusão nas Audiências de Conciliação”.
O treinamento é destinado a magistrados e magistradas, conciliadores e conciliadoras, servidores e servidoras que atuarão nas audiências. A programação terá enfoque prático e abordará acessibilidade, barreiras, capacitismo, comunicação inclusiva e boas práticas de acolhimento e condução de audiências envolvendo pessoas com deficiência.
O objetivo é preparar as equipes para planejar e conduzir audiências acessíveis, inclusivas e centradas na pessoa, considerando especialmente a realidade dos Cejuscs.
As inscrições para a capacitação poderão ser feitas até 19 de agosto, por meio de formulário eletrônico

Mobilização nacional
A edição de 2026 pretende reforçar a atuação integrada dos Nupemecs e dos Cejuscs de todo o país na promoção dos direitos das pessoas com deficiência e na eliminação de barreiras de acesso à Justiça.

Evento: Semana “Conciliar e Incluir”
Data: 24 a 28 de agosto de 2026
Local: Justiça do Trabalho da 11ª Região (AM/RR)
Inscrição de processos: https://portal.trt11.jus.br/index.php/inscricao-de-processos-em-conciliacao

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron
Artes: Thais Mannala

O juiz entendeu que a empresa não ofereceu a acessibilidade necessária para garantir a comunicação do trabalhador com deficiência auditiva

Resumo:

• O trabalhador surdo entrou com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo o reconhecimento de que sua demissão foi discriminatória, além do pagamento de indenização por danos morais.
• Segundo o trabalhador, a empresa deixou de adotar medidas de inclusão e o dispensou, em uma conduta que considera discriminatória e contrária aos seus direitos.
• O juiz não reconheceu a dispensa como discriminatória. Por outro lado, determinou o pagamento de R$ 12 mil de indenização por danos morais, por entender que a empresa não ofereceu os recursos de acessibilidade necessários para garantir a comunicação do trabalhador com deficiência auditiva total durante o contrato.

563A 5ª Vara do Trabalho de Manaus do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) julgou procedente o pedido de indenização por danos morais de funcionário do Polo Industrial, em Manaus. A empresa foi condenada ao pagamento de R$ 12 mil por dano moral.

Na avaliação do juiz do Trabalho Dhiancarlos Picini, ficou comprovado que a empregadora não promoveu a integração do trabalhador de forma adequada durante o contrato. Por isso, o magistrado determinou o pagamento de indenização por danos morais.

Relato dos fatos

O empregado deficiente auditivo total trabalhou para a empresa de fabricação e comercialização de produtos de higiene, limpeza e cuidados pessoais, como auxiliar de produção, de março de 2023 a fevereiro de 2025. Relatou que, desde o início do contrato de trabalho, enfrentou dificuldades para se comunicar e se integrar ao ambiente de trabalho.

Segundo o trabalhador, a empresa não disponibilizou intérprete de Libras nem outros recursos de acessibilidade que lhe permitissem compreender as orientações, participar de reuniões ou se comunicar com colegas e gestores. Ele narrou que essa falta de acessibilidade o colocou em situações de constrangimento e exclusão.

Também afirmou que a ausência de medidas de inclusão dificultou o exercício de seus direitos no ambiente de trabalho e comprometeu sua participação em condições de igualdade com os demais trabalhadores. Ainda, conforme ele, a dispensa foi discriminatória por conta da deficiência auditiva.

A empresa em sua defesa negou os fatos narrados pelo funcionário e rebateu os pedidos dele. Alegou ausência de provas a demonstrar tratamento discriminatório, nulidade da dispensa e dano moral indenizável em favor do trabalhador.

Dano moral

Apesar de não reconhecer que a demissão tenha ocorrido por motivo discriminatório, o juiz concluiu que houve violação aos direitos do trabalhador durante o contrato de trabalho. Por esse motivo, a empresa foi condenada a indenizá-lo por danos morais.

O dano moral foi reconhecido porque, segundo o entendimento do magistrado, a empresa não disponibilizou recursos suficientes para garantir a comunicação e a inclusão do trabalhador no ambiente de trabalho. A decisão destaca que a falta de acessibilidade comprometeu sua participação em igualdade de condições com os demais empregados, o que justificou o pagamento de indenização.

Ao analisar o caso, o juiz observou que o apoio oferecido pela empresa era insuficiente e ocorria de forma improvisada, com o auxílio de colegas e de recursos incapazes de garantir uma comunicação adequada e a participação plena do empregado no local de trabalho. Para o magistrado, houve apenas uma inclusão formal, sem a adoção de medidas de acessibilidade que assegurassem ao trabalhador condições iguais às dos demais empregados para exercer suas atividades.

Acessibilidade

De acordo com o juiz, a empresa não comprovou a disponibilidade regular de intérprete de Libras no ambiente de trabalho, nem demonstrou que seus gestores possuíam capacitação suficiente na língua de sinais para se comunicar com o empregado.

A sentença destaca ainda que a empresa tinha conhecimento da deficiência auditiva do trabalhador desde sua contratação, realizada por meio da política de cotas para pessoas com deficiência. Para o juiz, isso demonstra que a necessidade de oferecer recursos de acessibilidade era conhecida desde o início da relação de trabalho.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado lembrou que a legislação brasileira e os tratados internacionais garantem às pessoas com deficiência o direito à igualdade de oportunidades, à acessibilidade e à participação plena no ambiente de trabalho. Segundo ele, a ausência de medidas efetivas de inclusão viola esses direitos e compromete a dignidade do trabalhador.

Na avaliação do magistrado, as iniciativas adotadas pela empresa foram pontuais e insuficientes para assegurar uma inclusão efetiva e garantir a participação do empregado em igualdade de condições no ambiente de trabalho. A decisão também reforça que cabe ao empregador garantir um ambiente de trabalho respeitoso, seguro e inclusivo, com a adoção de medidas que eliminem barreiras e assegurem igualdade de condições a todos os empregados.

O trabalhador e a empresa apresentaram recursos contra a decisão, que ainda serão analisados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR).

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Mônica Armond de Melo
Foto: Banco de Imagens

Evento ocorre no próximo dia 28 e reunirá especialistas para debater temas relacionados ao trabalho escravo, tráfico de pessoas e direitos humanos

561Com o objetivo de promover reflexões sobre os desafios contemporâneos relacionados ao mundo do trabalho e aos direitos humanos, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizará, no dia 28 de agosto, das 8h30 às 12h30, o Seminário "Trabalho Decente e a Dignidade da Pessoa Humana". O evento ocorrerá no auditório do prédio administrativo do TRT-11, em Manaus, e é voltado a magistrados, servidores, operadores do Direito e demais interessados.

Promovido pelo Programa Trabalho Decente do TRT-11, o seminário contará com a participação de representantes do Poder Judiciário, do Executivo Estadual e da Auditoria Fiscal do Trabalho, que abordarão temas relacionados ao combate ao trabalho escravo, ao tráfico de pessoas, às novas formas de trabalho e à promoção da dignidade da pessoa humana. O evento tem apoio do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria Regional do Trabalho e Emprego, da Universidade do Estado do Amazonas e da Escola Judicial do TRT-11.

De acordo com o presidente do Comitê Regional do Programa Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e Trabalho Seguro do TRT-11, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva, a promoção do trabalho decente é um compromisso permanente da Justiça do Trabalho. "Ao reunir especialistas de diferentes áreas, ampliamos o debate sobre temas que desafiam a sociedade contemporânea e reafirmamos a importância da atuação integrada das instituições na defesa da dignidade da pessoa humana e dos direitos fundamentais nas relações de trabalho."

Programação
A primeira palestra será proferida pelo desembargador Audaliphal Hildebrando, com o tema "Desconstrução da Natureza Humana". Em seguida, o desembargador do TRT-8 (PA/AP) Paulo Alcântara abordará o tema "Uma Nova Ordem Internacional no Horizonte".

O ciclo de palestras segue com o controlador-geral do Estado do Amazonas, Jeibson dos Santos Justiniano, que falará sobre "A Atuação da Universidade Estadual do Amazonas no Combate ao Trabalho Escravo". Em seguida, o auditor fiscal do Trabalho Emerson Victor Hugo Costa de Sá abordará o tema "Trabalho em Plataformas". Encerrando o ciclo de palestras, a escritora Denise Abreu Cavalcanti apresentará o tema "Tráfico de Crianças no Brasil e no Mundo". Ao final do seminário haverá o lançamento do livro “O Tráfico de Crianças: Os exemplos entre Brasil, Espanha e Itália”, de autoria da palestrante. A obra estará disponível para venda seguida de uma sessão de autógrafos.

Inscrições
O evento é aberto para a participação de todos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no dia e local do evento, ou antecipadamente por meio do sistema SisEjud: https://ejud.trt11.jus.br/ejud/. Os inscritos terão direito a certificado de participação de 4h.

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Evento: Seminário “Trabalho Decente e a Dignidade da Pessoa Humana”
Data: 28 de agosto
Horário: 8h30
Local: Auditório do prédio administrativo do TRT-11 
End: Av. Tefé n° 930, Praça 14 de Janeiro

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron
Artes: Renard Batista

Ação integra o Projeto Justiça Verde e a programação anual de sustentabilidade, com compensação ambiental de mais de mil mudas por ano

253Com o objetivo de promover a recuperação ambiental e a conscientização da população sobre a preservação do bioma amazônico, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizou, na última sexta-feira (7), o plantio de mudas de espécies nativas da Amazônia no Parque Rio Negro, situado em uma área de recuperação ambiental, urbanística e habitacional no Bairro São Raimundo, em Manaus, com a participação do ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ao todo, 50 mudas foram plantadas, entre elas andiroba, cumarú, mogno, orelha-de-macaco, ipê-branco e ipê-roxo.

A iniciativa faz parte do Projeto Justiça Verde, coordenado pelo Comitê de Sustentabilidade do TRT-11, e integra a programação permanente de ações ambientais desenvolvidas pelo Tribunal ao longo do ano. A compensação ambiental é realizada com aproximadamente 1.083 mudas por ano, distribuídas em ações de plantio e recuperação ambiental para neutralização das emissões de carbono mapeadas neste ano.

Idealizado pelo juiz do trabalho Sandro Nahmias Melo, o Projeto Justiça Verde tem como objetivo, de forma inédita, quantificar o custo ambiental da tramitação de processos e, de forma colaborativa, compensá-los. “Nós temos esta preocupação não só com o presente. O TRT-11 tem uma preocupação com o futuro. O projeto Justiça Verde hoje conta com a presença ilustre do ministro do TST Caputo Bastos, que veio fazer a sua semeadura na Amazônia, indicando uma proposta para o futuro. O futuro da Justiça também tem a ver com o passado, que é a conciliação, esta sempre foi a essência da Justiça do Trabalho. Hoje tivemos a semeadura não só em conciliação com o meio ambiente, mas conciliando o passado da Justiça do Trabalho com a proposta para o futuro, e o futuro é a conciliação”, afirmou o juiz do Trabalho Sandro Nahmias.

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O ministro do TST, Guilherme Caputo, também relacionou a conciliação trabalhista à necessidade de conciliação com o meio ambiente. Criado em área rural, o magistrado pontuou sobre o descaso cotidiano com a natureza e a importância de atos simbólicos, como o plantio de mudas. "Talvez a conciliação mais difícil seja com a natureza, seja do homem com o meio ambiente. E se isso servir para que a gente pare e pense, ainda que rapidamente, sobre a importância de um ato dessa natureza, eu já fico satisfeito e terei colaborado com a minha vida enquanto aqui na Terra. Essa conciliação é nossa. E, que difícil hoje! Os exemplos são ruins, são exemplos que a gente está vendo. Enfim, não é uma realidade fácil para nós, mas nós temos que tomar e cometer atos como esse agora."

Para o corregedor do TRT-11, desembargador Alberto Bezerra de Melo, o plantio de mudas no Parque Rio Negro simboliza mais do que uma ação ambiental, representa um compromisso com a vida e com a sociedade amazonense. "Aqui, plantamos vidas. Muitas vezes, ao buscar comodidade e tranquilidade em casa, esquecemos da natureza que nos envolve. O ato de plantar, em benefício da sociedade amazonense, é um lembrete essencial de que nosso bem-estar depende do equilíbrio com o meio ambiente."

Balanço

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Em 2026, as ações do Projeto Justiça Verde já passaram por Manacapuru e pelo Parque Rio Negro, em Manaus. Também em agosto está prevista uma nova atividade, com o plantio de 350 mudas em uma comunidade ribeirinha do Amazonas, na região do Puraquequara. Todas as ações são direcionadas à conscientização sobre a importância da preservação da Amazônia.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Michael Dantas

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