Os valores arrecadados com o leilão serão destinados à quitação de dívidas trabalhistas

311Arco e flecha, embarcação, bicicleta, terreno e aeronave serão leiloados em 29 de maio pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR). O evento ocorrerá exclusivamente online, no site do WR Leilões (www.wrleiloes.com.br), a partir das 9h30 (horário de Manaus).

Entre os itens disponíveis, há uma casa e apartamentos localizados em Manaus, além de um terreno em Maués e um lote de terra em Presidente Figueiredo, ambos no interior do Amazonas, bem como um lote de terra em Rio Branco, no Acre. Os valores arrecadados com o certame serão destinados à quitação de dívidas trabalhistas em processos já julgados, cujos devedores não cumpriram as decisões da Justiça.

Qualquer pessoa maior de idade e com seus direitos civis em dia, assim como empresas regularmente registradas, pode participar do leilão e dar lances. Para isso, basta fazer um cadastro online no site do WR Leilões. No caso das empresas, a participação deve ser feita por um representante legal, que precisa apresentar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e os documentos atualizados que comprovem a constituição e o funcionamento da empresa.

Imóveis

Em Manaus, dois apartamentos fazem parte deste leilão. O primeiro está situado no Conjunto Residencial Yael, no bairro Parque das Laranjeiras. Possui dois quartos, sala, varanda, cozinha, hall, banheiro social e área privativa de 51,93 m², avaliado em R$ 120 mil. O segundo fica no Splendore Confort Residence, no bairro São Jorge, com área privativa de 92,50 m², sala de estar/jantar, lavabo, varanda, cozinha, área de serviço e três quartos, avaliado em R$ 550 mil. Além deles, há um terreno de 357,05 m² com uma casa construída, localizado no Centro da cidade, avaliado em R$ 800 mil.

310No interior do Amazonas, em Presidente Figueiredo, será leiloado um imóvel urbano localizado no Residencial Resort das Cachoeiras, na BR-174, km 101, com área de 410,19 m² e avaliação de R$ 110 mil. Em Maués, será ofertado um terreno com diversas construções, incluindo auditório, salas de aula, pátio com brinquedos infantis, quadra esportiva, piscina e refeitório, avaliado em R$ 450 mil. O último imóvel é um lote de terra no Loteamento Santo Afonso I, em Rio Branco (AC), com área total de 1.250,00 m² e avaliação de R$ 275 mil.

Móveis309

Já entre os bens móveis, os itens de maior valor são três aeronaves cargueiras inoperantes, modelos B707 e DC-8, avaliadas em R$ 330 mil, e a embarcação “Príncipe da Floresta”, com capacidade para 100 passageiros e motor de 406 HP, avaliada em R$ 500 mil. Também estão disponíveis um Chevrolet Prisma 2012, avaliado em R$ 23 mil, e uma mesa de sinuca profissional, avaliada em R$ 8 mil. 

O leilão inclui ainda diversas bicicletas: cinco da marca Caloi (modelo Explore 10, aro 24); uma Snake (modelo Redstone, aro 700); três Audax (modelo Havok SK, aro 29); uma Audax (modelo TX, aro 29); uma MIB Twitter (modelo Storm 2.0, aro 29); e uma TSW (modelo TSW 29, aro 29).

Outro destaque é um lote tático composto por cinco rifles de airsoft das marcas Maddox Armory e G&G Armament, além de um arco composto da marca Man Kung, com avaliação total de R$ 10,9 mil. Por se tratarem de armas de pressão (airsoft) e arco composto, a aquisição exige o cumprimento dos requisitos legais para produtos controlados, incluindo a comprovação de maioridade dos arrematantes e as devidas guias de transporte para a retirada segura dos itens do depósito do leiloeiro.

Visita aos bens

Os bens poderão ser visitados antes da data marcada para o leilão, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Para os processos com execução no Amazonas, a visitação aos bens móveis será realizada na Rodovia Manoel Urbano, nº 7, Zona Rural de Iranduba (AM). Para os processos com execução em Roraima, a visitação ocorrerá na Rua Três Marias, nº 139, Bairro Raiar do Sol, em Boa Vista (RR). Já para a visita aos imóveis, os interessados deverão entrar em contato com o leiloeiro oficial pelos telefones (92) 98159-7859 e (95) 99127-6061.

Acesse AQUI o edital completo.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Hasta Pública

Valores serão destinados diretamente aos trabalhadores em processos relacionados à saúde e segurança

308O mutirão de conciliações do “Abril Verde” 2026 arrecadou R$ 312 mil em acordos, valor que será destinado diretamente aos trabalhadores. A iniciativa foi conduzida pelos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs-JT) do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), com foco em processos relacionados à saúde e segurança no trabalho.

Do total, R$ 199 mil foram no primeiro grau, na fase inicial do processo, feita nas Varas do Trabalho. Outros R$ 77 mil foram acordados também no primeiro grau, mas na etapa de liquidação e execução, quando se calculam e cobram os valores devidos. Já no segundo grau, que corresponde à fase de recurso analisada pelas Turmas do TRT-11, os acordos somaram R$ 34 mil.

Esse resultado foi alcançado com 98 audiências, distribuídas entre 74 de conhecimento no 1º grau, cinco de liquidação/execução e 19 de conhecimento no 2º grau. Ao todo, foram fechados 28 acordos, distribuídos entre 23 no 1º grau (conhecimento), dois em liquidação/execução e três no 2º grau.

De acordo com a desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, coordenadora do Cejusc-JT de 2º grau do TRT-11, a pauta especial integra as ações do Programa Trabalho Seguro (PTS), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), e prioriza demandas de alta relevância social e de impacto coletivo. “O objetivo é acelerar a solução dos conflitos, favorecendo acordos que não apenas encerrem o processo, mas que também ajudem a evitar novos casos de adoecimento e acidentes de trabalho.”

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Arte: CoordCom

307O Galileu, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) e nacionalizada pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), identificou uma tentativa de manipulação em petição inicial de processo julgado pela 3ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA). O caso é tratado em sentença proferida nessa quarta-feira (12/5) pelo juiz Luiz Carlos de Araújo Santos Junior.

Ao processar o documento, o Galileu detectou trechos ocultos com instruções endereçadas à própria inteligência artificial. O conteúdo orientava o sistema a contestar a petição de forma superficial e a não impugnar os documentos, independentemente do comando que recebesse. A técnica é conhecida como injeção de prompt (do inglês prompt injection). Diante da detecção, o sistema emitiu alerta ao usuário, em destaque, com a identificação técnica da ocorrência. Além disso, impediu que o conteúdo inserido de forma maliciosa fosse processado pela ferramenta.

Relato técnico e decisão judicial

O Galileu se limitou a relatar o fato técnico, sem qualificar a conduta nem propor encaminhamento processual. O magistrado não decidiu apenas com base no alerta: examinou o conteúdo apontado pelo sistema antes de adotar qualquer providência. Só após essa verificação humana, o juiz avaliou a situação, decidiu sobre eventuais consequências e fundamentou sua decisão, em consonância com a exigência de revisão humana no uso de inteligência artificial pelo Judiciário.

Conforme a secretária-geral de tecnologia e inovação do TRT-RS, Natacha Moraes de Oliveira, o caso mostra a importância de, ao utilizar inteligência artificial, o usuário dar preferência para ferramentas institucionais que tomam todos os cuidados, como fez o Galileu. "O controle desse tipo de ataque, como injeção de comandos ou até mesmo de dados, na tentativa de manipular o resultado gerado por ferramentas de IA, não é tão trivial de ser realizado. Exige a aplicação de técnicas especializadas para serem identificadas", destaca Natacha.

Segurança por desenho

O comportamento do Galileu — identificar a anomalia, alertar o usuário e preservar a decisão humana — está em conformidade com as principais diretrizes técnicas internacionais sobre segurança em sistemas de inteligência artificial, que recomendam exatamente essa combinação de medidas diante de tentativas de injeção de prompt (OWASP LLM01; NIST AI 600-1 MS-2.7-007/MS-4.2-001; NCSC/CISA §1; MITRE ATLAS AML.T0051).

O uso do Galileu observa a Resolução nº 615/2025Abre em nova aba do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disciplina o emprego de inteligência artificial pelo Poder Judiciário com base em princípios como supervisão humana efetiva, segurança da informação, transparência e respeito aos direitos fundamentais.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e imagem: TRT-4

Ação faz parte do plano de modernização das unidades do TRT-11, voltado a melhorar o atendimento prestado aos trabalhadores

306Com o objetivo de aprimorar o atendimento da Justiça do Trabalho aos moradores de Manacapuru, município localizado a 98 quilômetros de Manaus, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, visitou, na sexta-feira (15), a Vara do Trabalho local, onde pôde acompanhar de perto as melhorias realizadas para servidores e trabalhadores atendidos.

A ação está alinhada à gestão do biênio 2024-2026, em especial ao Eixo 2 - Revitalização da Infraestrutura Predial, Qualidade de Vida e Sustentabilidade, que tem como foco estratégico promover o trabalho decente e fortalecer a sustentabilidade. Entre as melhorias, a Vara passou por serviços de pintura, substituição do forro de gesso e reforma do telhado.

O presidente do TRT-11 ressaltou a importância de estar presente nas unidades do interior do Amazonas. Para o magistrado, o contato direto com servidores, magistrados e jurisdicionados é essencial para entender suas necessidades e fortalecer o atendimento da Justiça do Trabalho na região.

“Visitar a Vara do Trabalho de Manacapuru é uma atribuição essencial da nossa administração. Se não estivermos presentes junto ao jurisdicionado, aos servidores e ao magistrado que atua distante da capital, não conseguiremos compreender plenamente a realidade, muitas vezes difícil, que eles enfrentam. Esse é um trabalho natural da presidência do Tribunal: ir onde houver questões a serem resolvidas, para fortalecer e melhorar o atendimento da Justiça do Trabalho nessa imensa Amazônia."

Estiveram presentes na visita o juiz titular da Vara de Manacapuru, Jander Roosevelt Romano Tavares; o diretor da unidade, Marcelo Nery; a diretora da Secretaria-Geral da Presidência, Gesla Lima Silva; a servidora Devane Batista Costa, representando a Diretoria Geral; e o diretor da Coordenadoria de Manutenção e Projetos, Jurandir da Conceição Santos Filho, além de outros servidores.

Além das melhorias em Manacapuru, a atual gestão do TRT-11 já promoveu obras em outras Varas do Trabalho do Amazonas. Em Eirunepé, a 1.159 km de Manaus, novas instalações foram inauguradas em 29 de abril. Já em Lábrea, a 705 km da capital, desde março a unidade passou a contar com melhorias de infraestrutura e comunicação. Outras obras seguem em andamento, como em Itacoatiara, a 270 km de Manaus, entre diversas iniciativas voltadas à modernização e revitalização das unidades.

Confira o álbum de fotos AQUI.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Carlos Andrade

Iniciativa voltada à saúde mental de mediadores e conciliadores foi reconhecida pela Comissão Nacional da Conciliação em evento no TST

303Ministro Guilherme Caputo, servidora do TRT-11 Lorena Machado, e ministro Alexandre RamosO projeto “Acolhendo para Acolher”, desenvolvido pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT) da Justiça do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), recebeu reconhecimento nacional durante evento realizado na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. A iniciativa foi premiada pela Comissão Nacional de Promoção à Conciliação (Conaproc), vinculada à Vice-Presidência do TST, em concurso de boas práticas promovido entre Nupemecs-JT e Cejuscs-JT de toda a Justiça do Trabalho.

A diretora da Coordenadoria de apoio ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Disputas (Nupemec-JT) do TRT-11, servidora Lorena Machado, representou o Regional na cerimônia de premiação e recebeu o reconhecimento em nome da equipe. A entrega da premiação integrou a programação do 3º Encontro de servidores dos Nupemecs e dos Cejuscs da Justiça do Trabalho, realizado entre 13 e 14 de maio, no TST.

Presente no evento, o coordenador nacional da Conaproc e vice-presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Guilherme Caputo Bastos, ressaltou que o encontro proporcionou uma maior aproximação com as servidoras e servidores envolvidos no dia a dia da conciliação. Ainda durante o evento, foram entregues os certificados aos conciliadores que participaram do Conexão Cejusc, realizado entre os dias 16 e 20 de março. A iniciativa contabilizou 545 audiências e resultou em 150 acordos que totalizaram mais de R$ 26,8 milhões em conciliações trabalhistas.

Sobre o projeto premiado

Voltado à promoção da saúde mental e do acolhimento institucional, o projeto “Acolhendo para Acolher” foi iniciado em março de 2024, com encontros virtuais conduzidos pela psicóloga do TRT-11, Carolina Pinheiro. Ocorridos mensalmente, os encontros reúnem servidores e estagiários do Cejusc-JT de Manaus, Cejusc-JT de Boa Vista e do Nupemec-JT.

Idealizado pela equipe do Cejusc-JT de 1º Grau de Manaus, por iniciativa dos servidores Gildemar Bittencourt e Creycianne Benjamim, o projeto surgiu da percepção da necessidade de oferecer suporte emocional aos mediadores e conciliadores, profissionais que atuam diariamente em ambientes de alta carga emocional e tensão decorrentes dos conflitos trabalhistas.

De acordo com a proposta, o projeto institui um espaço seguro de diálogo, escuta ativa e reflexão, permitindo que os mediadores desenvolvam suas atividades de forma mais empática, equilibrada e saudável. As reuniões ocorrem preferencialmente às sextas-feiras, via Google Meet, com duração média de uma a duas horas.

Desde a criação, já foram realizados 19 encontros abordando temas como: saúde mental no trabalho, ansiedade, estresse, fadiga da compaixão, comunicação não violenta (CNV), motivação, autocompaixão, relaxamento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Além dos encontros coletivos, o projeto incorporou ferramentas práticas ao cotidiano da equipe, como exercícios de mindfulness, técnicas de respiração diafragmática, escuta ativa e o chamado “baú de estratégias”, voltado ao fortalecimento da resiliência emocional dos mediadores.

Espaço de escuta e fortalecimento emocional

Segundo a psicóloga do TRT-11, Carolina Pinheiro, responsável pela condução dos encontros mensais, o projeto tem origem em uma iniciativa anterior chamada “Mediador em Foco”, criada em 2018 em parceria com o servidor Lucas Vidal, atualmente diretor da 9ª Vara do Trabalho de Manaus. Ela explica que, em 2024, a proposta foi retomada e ampliada a partir de uma demanda apresentada pelos próprios servidores do Cejusc e do Nupemec por um espaço coletivo de escuta e diálogo. “O projeto preservou sua essência de acolhimento emocional, mas foi atualizado para atender necessidades identificadas atualmente no cotidiano das equipes”, destacou.

De acordo com Carolina Pinheiro, a iniciativa busca oferecer suporte emocional aos profissionais que atuam diretamente com conflitos e situações de elevada carga emocional. “Quando os mediadores encontram um espaço seguro para compartilhar experiências, elaborar dificuldades e construir soluções coletivamente, desenvolvem mais empatia, melhor manejo do estresse e maior segurança na condução dos conflitos”, afirmou. A psicóloga ressaltou ainda que os encontros têm contribuído não apenas para o bem-estar das equipes, mas também para uma atuação mais humanizada, equilibrada e eficiente nas mediações e conciliações.

304Lorena Machado, diretora do Coonupemec, apresentou o projeto "Acolhendo para acolher", em evento no TST. Resultados

Os resultados aferidos por meio de pesquisa interna demonstraram impactos positivos na rotina dos participantes. Segundo levantamento realizado com a equipe, 100% dos participantes afirmaram que o projeto criou um espaço seguro de diálogo e contribuiu para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável e empático. Já 85,7% relataram que os encontros auxiliaram no suporte emocional e na prevenção de riscos de estresse e burnout.

Para a servidora Lorena Machado, a iniciativa também fortaleceu os vínculos entre servidores e mediadores dos Cejuscs-JT de Manaus e Boa Vista, ampliando a troca de experiências e criando uma rede institucional de apoio diante da alta demanda de trabalho e do número reduzido de servidores. “Na prática profissional, os participantes destacaram melhorias na condução das mediações e conciliações, especialmente pela aplicação de técnicas de Comunicação Não Violenta (CNV), escuta ativa e autorregulação emocional durante as audiências”, afirmou.

A magistrada coordenadora do Nupemec-JT do TRT-11, desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, reforça que o projeto “Acolhendo para Acolher” está alinhado às diretrizes institucionais de promoção da saúde e bem-estar no serviço público e fortalece a política de humanização adotada pelo TRT-11 no âmbito da conciliação trabalhista. “A qualidade dos acordos está diretamente relacionada ao cuidado com aqueles que promovem o diálogo e a pacificação social”, destacou a desembargadora.

 

305Além do TRT-11, também foram premiadas boas práticas em conciliação do TRT-3 (MG) e do TRT-8 (PA/AM).

 

Confira mais fotos do evento no Flickr do CSJT.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda, com informações do Nupemec
Fotos: CSJT

 

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