Evento reuniu especialistas para debater práticas consensuais, apresentou resultados da conciliação no TRT-11 e homenageou advogados pela atuação na pacificação de conflitos trabalhistas

254O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) promoveu, na tarde desta terça-feira (28/4), o “Café com Cejusc-JT em Boa Vista”, iniciativa voltada ao fortalecimento da cultura da conciliação e em preparação para a Semana Nacional da Conciliação Trabalhista 2026, que será realizada de 25 a 29 de maio. O evento, promovido pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Nupemec-JT) e Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT) do TRT-11, reuniu magistrados, advogados, membros de instituições parceiras e servidores.

A abertura do encontro foi conduzida pela desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, coordenadora do Nupemec e do Cejusc-JT de 2º grau do TRT-11. Ela destacou o significado do evento como espaço de diálogo e transformação no âmbito da Justiça do Trabalho. Em seu discurso, enfatizou o caráter humano dos conflitos e a importância de uma atuação mais sensível por parte de todos os envolvidos. “Conciliar nos Cejuscs-JT é devolver às partes o protagonismo de suas próprias vidas. É permitir que deixem de ser meras espectadoras de uma decisão imposta e passem a ser autoras da solução construída”, afirmou. A magistrada também ressaltou que a consolidação dessa cultura exige não apenas técnicas, mas empatia e compromisso institucional com o diálogo. “O futuro do Judiciário passa, inevitavelmente, pela consolidação da cultura da conciliação, construída com disposição de ouvir, sensibilidade e a coragem de transformar”, concluiu.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Roraima, Ednaldo Gomes Vidal, destacou a importância da conciliação como instrumento de fortalecimento do sistema de Justiça e de valorização da advocacia. Ressaltou que o diálogo é essencial para a solução mais célere e efetiva dos conflitos, além de contribuir para a redução da judicialização. “A conciliação não retira direitos, ela constrói soluções mais rápidas, equilibradas e satisfatórias para todos os envolvidos”, afirmou. Ele enfatizou o papel estratégico da advocacia na mediação de interesses e na promoção de uma cultura de consenso.

Painéis debatem papel da conciliação

260A programação contou com quatro painéis temáticos, abordando diferentes perspectivas sobre a conciliação no contexto trabalhista. No primeiro painel, a juíza do trabalho Selma Thury Vieira Sá Hauache apresentou a visão do Judiciário sobre o impacto da conciliação e a relevância da Semana Nacional da Conciliação Trabalhista. Ela destacou o impacto direto da conciliação na celeridade processual e na efetividade da Justiça do Trabalho, contrapondo o modelo tradicional, mais demorado e oneroso, ao novo paradigma baseado no diálogo e na construção conjunta de soluções. Ao apresentar dados expressivos de acordos e valores movimentados no âmbito do TRT-11, ressaltou também os benefícios socioeconômicos da conciliação, como a liberação de créditos e a arrecadação de tributos. A magistrada enfatizou ainda o papel dos Cejuscs-JT como espaços de escuta qualificada e humanização dos conflitos. “Um acordo muda o jogo porque transforma o conflito em oportunidade de diálogo e permite que as próprias partes construam soluções mais rápidas, eficazes e satisfatórias”, afirmou fazendo referência ao slogan da Semana de Conciliação de 2026: “Um acorda muda o jogo”, uma referência à Copa do Mundo de futebol que acontece em junho deste ano.

Em seguida, o juiz do trabalho Sandro Nahmias Melo, coordenador do Cejusc-JT de 1º grau em Manaus,apresentou a Reclamação Pré-Processual (RPP) como instrumento central para a mudança de paradigma na Justiça do Trabalho, com base na Resolução CSJT nº 415/2025. Ele destacou que o modelo busca enfrentar a hiperjudicialização ao priorizar a solução dos conflitos antes do ajuizamento, por meio da mediação nos Cejuscs-JT com segurança jurídica e supervisão judicial. Ao detalhar o funcionamento simples e acessível do procedimento, enfatizou as vantagens como celeridade, redução de litígios e preservação de direitos, além do novo papel da advocacia na construção de soluções consensuais. “Se o conflito pode ser resolvido antes de virar processo, insistir em litigar é escolha, não necessidade”, afirmou.

Os debates também contemplaram o papel da advocacia na construção do consenso, com o defensor público Oleno Matos, e os desafios e oportunidades para a consolidação da cultura do diálogo em disputas trabalhistas, com o advogado Antônio Oneildo Ferreira, reforçando a necessidade de atuação colaborativa entre todos os atores do sistema de justiça.

Reconhecimento à advocacia

Durante o evento, foi realizada a entrega da premiação “Conciliação Ouro”, com a concessão de portarias de elogio e troféus a advogadas e advogados que se destacaram pela atuação comprometida com a cultura da conciliação no âmbito do Cejusc-JTem Boa Vista. A homenagem reconhece a contribuição da advocacia para a pacificação social e a efetividade da prestação jurisdicional.

O juiz do trabalho Gleydson Ney Silva da Rocha, coordenador do Cejusc-JT de 1º grau em Boa Vista, destacou o papel fundamental dos servidores e da advocacia para os resultados alcançados pelo Cejusc-JT em Roraima, ressaltando que o desempenho da unidade é fruto de um esforço coletivo e contínuo de fortalecimento da cultura da conciliação. Ao reconhecer o trabalho da equipe, enfatizou o engajamento dos conciliadores e o espírito de colaboração que tem garantido destaque nacional. “Sem o engajamento de cada um, esses resultados não seriam possíveis”, afirmou.

Ele também valorizou a atuação dos advogados e advogadas, apontando-os como protagonistas na construção de soluções consensuais e na efetividade dos acordos. Segundo o magistrado, a advocacia local tem perfil conciliador e contribui diretamente para resultados mais rápidos e vantajosos para todas as partes envolvidas. Em tom de reconhecimento, declarou que os profissionais homenageados representam uma advocacia comprometida com o diálogo e com a pacificação social.

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Condução humanizada

Um dos advogados homenageados, Firas Salhah Alhamed, falou sobre a qualidade da atuação do juiz do Trabalho Ney Rocha, ressaltando o comprometimento do magistrado com a conciliação e a condução das audiências. Para ele, mesmo acumulando atribuições, o juiz mantém postura ativa e empenhada na busca por acordos equilibrados para as partes. “É um magistrado que exerce um trabalho de excelência, sempre buscando a melhor solução para ambos os lados”, afirmou, ao elogiar a dedicação e a condução humanizada das sessões.

O advogado também fez questão de reconhecer o trabalho dos servidores do Cejusc-JT, enfatizando o acolhimento e a postura colaborativa da equipe nas audiências. Ele destacou que o ambiente favorece o diálogo e transmite confiança aos profissionais, independentemente da experiência. “Se for um advogado recém-formado, em primeira audiência, ou se for um advogado que já tem 30 anos de carreira, eles tratam da mesma forma”, disse. Em tom de gratidão, ressaltou a agilidade da Justiça do Trabalho em Roraima e a eficiência na solução dos conflitos, afirmando que o atendimento humanizado faz diferença na prática: “Nada é melhor do que se sentir acolhido. É isso que encontramos aqui, um trabalho realmente diferenciado”.

 Confira a relação de advogadas e advogados homenageados com portaria de elogio durante o evento:

Anna Carolina Carvalho de Souza
Andressa Vieira Feitosa
Carina Melo Botelho
Firas Salhah Alhamed
Ivone Araújo de Almeida
Joel Garcia Madureira
Jorge de Sousa Oliveira
Jose Demontie Soares Leite
Kaue Felipe Sousa Silva
Marilza Kelly Pessoa Freire
Mauricio Henrique Rodrigues Santos
Natalia Paiva de Oliveira
Pablo Ramon da Silva Maciel
Paula Rafaela Palha de Souza
Poliana Demétrio Costa
Ricardo Gomes de Moraes
Rômulo Mangabeira de Oliveira
Silvino Coelho Guedes Correia Gondim
Thayná Pinheiro Câmara
Uelliton da Silva Lacerda
Victoria de Assis Tajuja
Winston Régis Valois Júnior
Yasmin Fernandes Estevão dos Santos

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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda, com colaboração de Lorena Machado e Renard Batista
Fotos: Renard Batista

Decisão da 10ª Vara do Trabalho de Manaus, mantida pelo TRT-11, reconheceu negligência na cadeia produtiva e fixou indenização superior a R$ 1,1 milhão

267A 10ª Vara do Trabalho de Manaus condenou, de forma solidária, empresas e responsáveis por subcontratações ao pagamento de indenizações a um trabalhador que sofreu grave acidente durante a execução de serviços em prédio empresarial na capital amazonense. A sentença, proferida pela juíza titular Gisele Araújo Loureiro de Lima, já transitou em julgado. As partes celebraram acordo para pagamento integral do valor fixado na condenação.

O trabalhador foi contratado em regime de empreitada, na condição de autônomo, para prestação de serviço com pessoalidade, na instalação de vidros e esquadrias. Ele tinha 32 anos quando o acidente ocorreu, em outubro de 2021.

Durante a montagem de andaime, em área próxima à rede de alta tensão, o trabalhador sofreu um choque elétrico de grandes proporções. Em decorrência do acidente, teve amputação do antebraço esquerdo e de três dedos da mão direita, além de graves lesões na perna direita. Conforme consta no processo, ele passou por nove cirurgias, necessárias para a recuperação da perna, e longo período de internação hospitalar.

Perícia confirmou incapacidade permanente

Para apurar o nexo causal entre o acidente e as atividades exercidas, foi determinada uma perícia médica. O laudo pericial concluiu que o trabalhador apresenta “incapacidade laboral total e permanente para a função habitual (instalador de vidros e esquadrias) e incapacidade laboral parcial acentuada e permanente para atividades gerais”, sendo possível a readaptação como Pessoa com Deficiência, em atividades administrativas, sem esforço físico ou manipulação de cargas.

Negligência e ausência de proteção

Na sentença, a magistrada afastou a tese de culpa exclusiva da vítima e reconheceu a responsabilidade civil dos integrantes da cadeia produtiva. Ao analisar as circunstâncias do caso, a juíza destacou que, pela dinâmica do acidente, “conclui-se que ao reclamante não foram fornecidos equipamentos de proteção adequados para que desempenhasse as suas funções com segurança”.

A decisão registra ainda que não houve comprovação de medidas de proteção contra choques elétricos, embora o trabalho fosse realizado em andaime instalado na calçada do prédio, próximo a fios de alta tensão. Em outro trecho, a magistrada foi categórica ao afirmar: “Fica evidenciado que os tomadores de serviço não adotaram qualquer medida protetiva para impedir a ocorrência do grave acidente noticiado nestes autos”.

Responsabilidade da cadeia produtiva

Ela também ressaltou que a forma de contratação não afasta o dever de cuidado: “O fato de o reclamante ter sido contratado após uma sucessão de subcontratações não altera a circunstância de que todos os integrantes da cadeia, ao fazerem as contratações, tinham o dever de garantir condições de segurança para a ponta final do serviço”, defende.

Segundo a sentença, ficou “notória e suficientemente demonstrada a negligência de todos os integrantes da cadeia quanto ao serviço prestado pelo trabalhador, sem comprovação de condições mínimas de segurança”. Na decisão, a juíza Gisele de Lima ressaltou que “a manutenção de um meio ambiente de trabalho sadio é responsabilidade do tomador de serviços, devendo arcar com os danos derivados da inobservância desse dever”.

Indenizações fixadas

Diante da gravidade das lesões e das repercussões permanentes na vida pessoal e profissional do trabalhador, a condenação de primeira instância foi fixada de forma solidária entre as empresas envolvidas na contratação, totalizando mais de R$ 1,1 milhão, divididos em:

  • R$ 200 mil de danos morais, considerando a extensão do dano, o sofrimento físico e psicológico e a alteração definitiva na condição de vida do trabalhador;
  • R$ 401 mil de danos materiais, calculados com base no salário mínimo vigente à época do acidente, na expectativa de vida segundo dados do IBGE e com aplicação de redutor de 30%, conforme jurisprudência do TST;
  • R$ 91 mil para custeio de prótese, correspondentes ao valor do orçamento apresentado para aquisição de próteses necessárias à reabilitação funcional;
  • R$ 350 mil de danos estéticos, em razão das amputações e das cicatrizes permanentes decorrentes do acidente.

Após recurso, a 2ª instância do TRT-11 manteve a sentença em todos os termos, inclusive quanto aos valores indenizatórios. Com o trânsito em julgado da decisão, as partes voltaram à Justiça do Trabalho para firmar acordo quanto ao parcelamento do valor da condenação.

O acordo prevê o pagamento mensal de 55 parcelas iguais no valor de R$ 23 mil, iniciando em abril de 2026 e terminando em outubro de 2030. O acordo prevê multa em caso de inadimplência e atraso. Após a quitação integral do valor da condenação, o processo será encerrado.

 

* Esta matéria integra a Campanha Abril Verde do TRT-11, que durante o mês de abril repercute acordos, decisões e temas relacionados à saúde e segurança no trabalho.

#ParaTodosVerem: Trabalhador de uniforme com faixas refletivas está caído no chão de concreto, aparentemente desacordado. Um capacete branco está ao lado, fora de uso. A mão estendida em primeiro plano destaca um possível acidente de trabalho.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Imagem: Freepik

Nova estrutura moderniza a unidade, amplia o conforto e reforça a atuação da Justiça do Trabalho no interior do Amazonas.

263Localizado a cerca de 1.159 km de Manaus em linha reta, o município de Eirunepé passou a contar com as novas instalações da Vara do Trabalho, inauguradas em solenidade realizada na última quarta (29/4) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR). A cerimônia foi conduzida pelo vice-presidente do TRT-11, desembargador David Alves de Mello Júnior, e contou com a presença de autoridades locais, entre elas a prefeita Áurea Maria Ester Marques.

Durante o evento, foi realizado o descerramento da placa alusiva à entrega do novo espaço, marcando oficialmente a modernização da estrutura da Vara do Trabalho de Eirunepé. Em seus pronunciamentos, as autoridades destacaram a importância da iniciativa para o fortalecimento da Justiça do Trabalho na região e para a melhoria das condições de atendimento à população.

O vice-presidente do TRT-11, desembargador David Alves de Mello Júnior, destacou a satisfação em retornar ao município após mais de uma década e ver o prédio renovado e acolhedor para a população local, elogiando o trabalho da equipe de engenharia do tribunal, na figura do arquiteto Marcelo Tupinambá. Em tom afetivo, afirmou que deixa uma mensagem de amor, de carinho e de atenção da Justiça do Trabalho à comunidade local, ressaltando seu vínculo com o interior do estado. O magistrado também enfatizou o orgulho do TRT-11 pela Vara do Trabalho de Eirunepé e relembrou sua atuação em defesa da permanência da unidade, incentivando a população a valorizá-la e divulgá-la como patrimônio da cidade: “trabalhem para que a Justiça do Trabalho não saia daqui, quando passarem aqui na frente, mostrem e tenham orgulho de dizer que aqui é a Justiça do Trabalho da minha cidade”.

Em discurso, a prefeita de Eirunepé, Áurea Maria Ester Marques, ressaltou a importância da atuação da Justiça do Trabalho no interior, destacando que “apoiar o Judiciário na garantia de direitos da população, é mais do que um dever, é uma obrigação da gestão municipal”. Ela afirmou que o TRT-11 e a vara local podem contar integralmente com o apoio da prefeitura para assegurar um atendimento digno e eficiente aos cidadãos, reforçando que uma população com direitos respeitados “certamente será um povo mais feliz e com condições de evoluir”. A gestora também chamou atenção para os desafios impostos pelo isolamento geográfico da região, que impactam diretamente a vida dos moradores, e defendeu maior sensibilidade das autoridades para essa realidade. Ao final, agradeceu pela entrega de uma estrutura digna para servidores e jurisdicionados, destacando que iniciativas como essa representam cuidado, respeito e compromisso com a população local.

Sobre a unidade

Criada pela Lei nº 7.729/1989 e instalada em 14 de novembro de 1990, a Vara do Trabalho de Eirunepé atua há 35 anos na solução de conflitos decorrentes das relações de trabalho. A unidade possui jurisdição sobre os municípios de Envira, Ipixuna, Guajará, Itamarati e Carauari, desempenhando papel essencial na promoção do equilíbrio nas relações laborais e na pacificação social.

Como parte do processo de modernização, a unidade passou por uma ampla reforma, que incluiu a recuperação da cobertura, a substituição de revestimentos de paredes e pisos, a troca de forros e a reforma completa das instalações elétricas, hidrossanitárias, de climatização e de rede lógica. Também foram realizados serviços de pintura geral e revitalização da fachada do prédio.

Atualmente, a juíza do trabalho Gisele Araújo Loureiro de Lima é responsável pela condução das atividades jurisdicionais na Vara do Trabalho de Eirunepé. A entrega das novas instalações representa um avanço na infraestrutura do TRT-11 no interior, proporcionando melhores condições de trabalho a magistrados, servidores e colaboradores, além de um atendimento mais adequado, confortável e eficiente aos jurisdicionados da região.

Autoridades presentes

Também prestigiaram a solenidade o juiz do Trabalho do TRT-11 André dos Anjos, servidores da VT de Eirunepé, além de representantes das seguintes instituições: pela Justiça Estadual, Ella Amorim; pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Breno Travasso; pelo Instituto Federal do Amazonas (Ifam) Luan Alcântara; pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Tamires Henriques; pela Fazenda Pública, Samira Pinheiro de França; pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Rosana Félix; pela Procuradoria do Município, procurador Antônio Klevnildo Gomes; pela Secretaria Municipal de Administração, Vivaldo Mariano; pela paróquia local, o diácono Wilker Monteiro; pelo Banco do Brasil, Marcos Tardeli; pela Marinha do Brasil, sargento Sampaio; pelo Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Eirunepé (DTCEA-EI), tenente Anderson; e pelo Destacamento de Aeronáutica de Eirunepé (DESTAE-EI), o tenente Gil César.

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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda, com colaboração de Luane Batalha e Carlos Andrade
Fotos: Carlos Andrade

Magistrado integrou a programação do evento promovido pela SRTE/AM e destacou a importância da prevenção de acidentes e dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho

252O desembargador do Trabalho Audaliphal Hildebrando da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), participou, nesta terça-feira (28/4), do 3º Encontro Estadual de Segurança e Saúde no Trabalho – Canpat 2026, realizado no auditório do Senai, no Distrito Industrial de Manaus. Promovido pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE/AM), com apoio de instituições parceiras, o evento reuniu representantes de órgãos públicos, especialistas e profissionais da área para discutir a prevenção de riscos psicossociais no ambiente laboral.

Além do desembargador do TRT-11, também participaram do evento as juízas do Trabalho Andrezza Vieira e Bárbara Silveira, gestoras regionais do Programa Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho- Programa Trabalho Seguro (PTS) na Justiça do Trabalho da 11ª Região. O evento fez parte da programação especial da Campanha Abril Verde. 

Palestra

O magistrado Audaliphal Hildebrando, coordenador do Programa Trabalho Seguro no âmbito do TRT-11, integrou a mesa de abertura e também atuou como palestrante na programação oficial. Ele proferiu a palestra “Um dia em memória às vítimas de acidentes do trabalho”, em alusão ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado dia 28 de abril, destacando a importância da conscientização e da adoção de medidas efetivas de prevenção.

253Durante sua participação, o desembargador ressaltou o papel da Justiça do Trabalho na promoção de ambientes laborais seguros e saudáveis, enfatizou a necessidade de atuação conjunta entre empregadores, trabalhadores e instituições públicas. Ele também chamou atenção para os impactos dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais, não apenas no âmbito individual, mas em toda a sociedade.

Com o tema “Pela prevenção dos riscos psicossociais no trabalho”, o encontro buscou fomentar o debate qualificado sobre saúde mental, organização do trabalho e responsabilidade institucional na garantia de condições dignas de trabalho. A programação incluiu ainda palestras sobre gestão de riscos ocupacionais, liderança em segurança e saúde no trabalho e espaço para perguntas e debates.

O evento foi voltado a trabalhadores, empregadores, profissionais de saúde e segurança do trabalho, integrantes de CIPA e SESMT, além de representantes sindicais, estudantes e sociedade civil, reforçando o compromisso coletivo com a promoção da saúde e segurança no ambiente laboral.

 

 

 

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Coordcom
Fotos: Liliane Diniz/SRTE-AM

Evento ocorre na Sede Administrativa do Tribunal e busca valorizar o trabalho de artesãs locais

246Presentear com afeto e originalidade é a proposta do Bazar do Dia das Mães do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), que vai acontecer nos dias 4, 5, 7 a 8 de maio, no salão de entrada da Sede Administrativa. Integrantes do TRT-11 e o público externo estão convidados a prestigiar o bazar.

A iniciativa está alinhada ao propósito de valorizar o trabalho de artesãs locais, que terão a oportunidade de expor e comercializar suas criações. Os espaços irão reunir dezenas de expositoras com uma variedade de produtos artesanais — entre eles taças pintadas à mão, peças de decoração, bordados e acessórios.

Autorizado pela Secretaria-Geral da Presidência, o tradicional Bazar do Dia das Mães é organizado pela Coordenadoria de Cerimonial. O evento conta com o apoio da Coordenadoria de Comunicação Social, responsável pela produção do material gráfico e divulgação, assim como da Coordenadoria de Polícia Judicial, que atuará garantindo a segurança do espaço. A realização de mais uma edição do bazar representa o compromisso institucional do TRT-11 com o fomento ao empreendedorismo feminino e à economia criativa.

 

Evento: Bazar do Dia das Mães
Local: salão de entrada da Sede Administrativa do TRT-11
Endereço: Av. Tefé, 930 – Praça 14 de Janeiro, Manaus/AM
Data: 4, 5, 7 e 8 de maio de 2025
Horário: 8h às 14h

#PraTodosVerem: Arte com fundo em tom roxo vibrante, com textura suave e elementos decorativos como corações e sacolas de compras em transparência. No centro, em letras grandes e brancas, está escrito “Bazar dia das Mães”, com destaque para a palavra “Mães” em fonte maior.

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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron
Artes: Danilo Moutinho

Evento voltado a pessoas em situação de rua ocorre no dia 5/5, como parte da programação do PopRuaJud

212O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), através da Ouvidoria Regional, participará, no dia 5 de maio, de um mutirão social no Centro Pop de Manaus, localizado na Avenida Joaquim Nabuco. Coordenada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a ação interinstitucional visa ampliar o acesso à justiça, à cidadania e a serviços básicos para pessoas em situação de vulnerabilidade social, contando com a participação de vários órgãos parceiros.

Durante a ação, a Justiça do Trabalho oferecerá orientação e esclarecimento de dúvidas sobre direitos trabalhistas; explicação sobre os serviços da Justiça do Trabalho e distribuição de materiais informativos sobre as atividades da Ouvidoria do Tribunal.

Sobre a ação
O PopRuaJud – Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas Interseccionalidades – é voltado à promoção da dignidade, proteção de direitos e inclusão social das pessoas em situação de rua, aproximando o Judiciário das populações mais vulneráveis de Manaus. No TRT-11, o PopRuaJud é gerido pelo Comitê Multinível e Multissetorial de Atenção às Pessoas em Situação de Rua, presidido pela desembargadora Ormy da Conceição Dias Bentes, ouvidora regional.

A desembargadora ouvidora explica que o PopRuaJud tem como propósito nos lembrar que a justiça só é plena quando alcança a todos, sem distinção. “A população em situação de rua é diversa, plural e marcada por diferentes trajetórias na vida. Crianças, idosos, migrantes, indígenas, pessoas com deficiência, egressos do sistema prisional - todos merecem ser vistos, ouvidos e respeitados em sua integralidade”, afirma a magistrada.

Centro Pop
O Centro Pop, localizado próximo à Feira da Banana e à Praça dos Remédios, é um órgão da Prefeitura Municipal inaugurado em outubro de 2025, com o objetivo de acolher pessoas em situação de rua. Além do TRT-11, também estarão presentes no local: Tribunal Regional Federal (TRF); Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM); Defensoria Pública da União; Defensoria Itinerante; dez cartórios; Cruz Vermelha, entre outros órgãos.

Serviço: Mutirão PopRuaJud
Data: 5 de maio (terça-feira)
Local: Centro Pop (Av. Joaquim Nabuco, 144 - Centro).
Horário: 8h às 17h

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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron, com informações da Ouvidoria
Arte: Thais Mannala
Foto: Semcom / PMM

Com a atualização da norma, empresas passam a ter obrigação legal de prevenir riscos psicossociais, como sobrecarga de trabalho e assédio, sob pena de fiscalização e multa

243A campanha Abril Verde do Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região (AM/RR) chama atenção para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, desencadeadas ou agravadas pelo exercício do trabalho. Em 2026, o foco é a saúde mental, reforçando que cuidar da mente é tão importante quanto prevenir acidentes físicos. Nesse contexto, ganha destaque a atualização da Norma Regulamentadora n.º 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que entra em vigor em maio e estabelece que as empresas têm a obrigação legal de enfrentar riscos como estresse, burnout e assédio, sob pena de fiscalização e multa.

De acordo com o Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho, do MTE, os “outros transtornos ansiosos” (CID F41) representaram 3,78% dos casos em 2022, ocupando a terceira posição, atrás apenas da dorsalgia (CID M54) e das lesões de ombro (CID M75). Já os episódios depressivos (CID F32) e as reações ao estresse grave e transtornos de adaptação (CID F43) corresponderam a 2,32% e 2,25%, respectivamente. Somados, esses transtornos mentais alcançaram 8,35% dos adoecimentos ocupacionais, ocupando o segundo lugar no ranking.

O juiz do Trabalho Sandro Nahmias Melo ressalta que o mundo do trabalho mudou e já não é o mesmo de décadas atrás. Segundo o magistrado, os riscos deixaram de se concentrar apenas em aspectos físicos, como acidentes que reduzem a capacidade laborativa ou lesões por esforços repetitivos, e passaram também a envolver fatores psicossociais que impactam diretamente a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

“Há uma preocupação crescente com a nossa saúde mental. Essa preocupação, entre outras razões, é refletida na nova redação da NR-1. Essa norma regulamentadora trata da obrigação das empresas em relação ao meio ambiente de trabalho, garantindo uma sadia qualidade, com foco nos riscos psicossociais. As pessoas precisam estar em um ambiente adequado não apenas do ponto de vista ergonômico, de iluminação e estrutura física, mas também psicológico. Os trabalhadores não podem ser assediados moralmente nem sofrer agressões de ordem moral. Essa é a diretriz da NR-1”, explica.

Mudanças

Com relação à atualização da norma, ela trouxe três mudanças principais. Primeiro, passou a incluir os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), colocando no inventário situações como sobrecarga de trabalho e assédio, que precisam ser avaliadas e controladas. Segundo, determinou que esses fatores sejam considerados em todas as etapas do GRO, em sintonia com a NR-17, que trata das condições de trabalho. E, em terceiro, classificou os riscos psicossociais dentro dos fatores ergonômicos, estabelecendo que a análise da chance de lesões ou problemas de saúde deve levar em conta os estressores da atividade e a eficácia das medidas de prevenção.

Riscos psicossociais

O guia do MTE sobre os fatores de risco psicossociais no trabalho mostra que não são apenas os perigos físicos que afetam os trabalhadores. O ambiente e a forma como o trabalho é organizado têm grande impacto na saúde. Situações como assédio, excesso de tarefas, falta de reconhecimento, má gestão de mudanças, ausência de apoio ou até o isolamento no trabalho remoto podem gerar transtornos mentais, fadiga e até problemas físicos, como lesões por esforço repetitivo.

“Estamos caminhando para não apenas cobrar isso das empresas, mas também para que aquelas que não implementarem práticas voltadas à proteção do meio ambiente de trabalho, especialmente no aspecto psicossocial, sejam punidas administrativamente com multas. Isso vai acontecer, pois os prazos estão passando. Todas as empresas devem implementar essas medidas, já que saúde e segurança precisam ser prioridade no ambiente de trabalho”, enfatiza o juiz Sandro Nahmias.

O que fazer?

O guia do MTE apresenta recomendações para iniciar o processo de avaliação dos riscos psicossociais nas empresas. Entre elas estão a verificação da necessidade de ajuda especializada, especialmente quando não há experiência no tema; o envolvimento de todos os atores relevantes, como profissionais de saúde e segurança, gestores e trabalhadores; a definição clara das responsabilidades em cada etapa; e a manutenção de uma comunicação transparente com os empregados, explicando antecipadamente os objetivos e a importância da avaliação.

Na preparação, devem ser levantadas informações sobre processos, postos de trabalho, saúde dos empregados e registros de acidentes. O planejamento precisa abranger todas as atividades, conforme a NR-1 e a NR-17, e pode ser conduzido por observação, questionários, oficinas ou com apoio de especialistas. Conforme o documento, criar um ambiente de confiança e garantir anonimato nas pesquisas, para que os trabalhadores possam relatar suas dificuldades com segurança.

A implementação começa com a avaliação ergonômica preliminar (AEP), sempre com participação dos empregados. Caso sejam identificados riscos, eles devem ser avaliados e classificados, com definição de medidas de prevenção, cronograma e responsáveis. Todas as etapas precisam ser registradas nos documentos exigidos pela NR-1, assegurando transparência e acompanhamento dos resultados.

* Esta matéria integra a Campanha Abril Verde do TRT-11, que durante o mês de abril repercute acordos, decisões e temas relacionados à saúde e segurança no trabalho.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Foto: Banco de imagens

“Trabalho mais saudável e seguro para todos” é o slogan de 2026 da campanha Abril Verde da Justiça do Trabalho

242Hoje, 28 de abril, é o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. No ano passado, o Brasil registrou um recorde negativo nesse quesito: foram mais de 806 mil acidentes de trabalho e 3.644 mortes - o maior número de ocorrências e mortes na última década. Um dos destaques desses números foi o aumento de 15% dos afastamentos por saúde mental, que atingiram 543 mil pessoas.

Trabalho decente é mais que emprego e salário

Enfrentar esse cenário exige mudanças estruturais, porque vai além da garantia de renda. Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, o trabalho decente é o que respeita direitos fundamentais, garante segurança e proteção social, promove igualdade e oferece oportunidade de crescimento pessoal e coletivo. No mundo do trabalho do século XXI, essa ainda não é a realidade de uma parcela de trabalhadoras e trabalhadores. 

Em 2025, a Justiça do Trabalho e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram um acordo para criar o Observatório do Trabalho Decente do Poder Judiciário e desenvolver uma política judiciária  voltada ao tema. Segundo Vieira de Mello Filho, a proposta é induzir políticas públicas capazes de tornar realidade esse conceito, indo além das decisões individuais e contribuindo para a transformação social. “Infelizmente, ainda nos deparamos com uma situação socioeconômica em que muitas situações violam o trabalho decente.” 

A primeira reunião do Observatório do Trabalho Decente foi realizada em março deste ano. Na pauta estava a importância de se viabilizar o trabalho de cuidado e garantir emprego às pessoas LGBTQIAPN+. “Devemos garantir acesso da população trans ao mercado de trabalho e que esse acesso seja realizado com garantia de direitos”, afirmou.

Podcast fala de desafios e garantias 

Ampliar o debate sobre a necessidade de políticas públicas para a promoção do trabalho decente e os desafios para garantir dignidade, proteção social e desenvolvimento econômico no Brasil é o tema do terceiro episódio do podcast “Do Oiapoque ao Chuí – A gente tá aqui!”, produzido pela Justiça do Trabalho. Participaram da conversa  os juízes do trabalho Gabriela Lenz de Lacerda e Jônatas dos Santos Andrade, auxiliares da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Entre os temas abordados estão a origem do conceito de trabalho decente, formalizado pela OIT, e sua construção histórica desde o início do século XX até os dias atuais. Também estão em destaque alguns dos principais desafios contemporâneos, como a informalidade, a precarização de direitos e a desigualdade nas relações de trabalho.

Política Nacional 

A Justiça do Trabalho conta com quatro programas que compõem a Política Nacional do Trabalho Decente: o de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem e o Trabalho Seguro já existiam desde 2012. Em 2023, duas novas iniciativas foram criadas: o Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante e o Programa de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade.

Monitor de Trabalho Decente 

Para organizar e disponibilizar dados e informações de processos trabalhistas que tratam desse tema, a Justiça do Trabalho desenvolveu o Monitor do Trabalho Decente, que utiliza inteligência artificial para analisar sentenças, decisões e acórdãos proferidos em 1º e 2º grau. Atualmente, os assuntos monitorados são trabalho infantil e contratos de aprendizagem, assédio sexual e trabalho análogo ao escravo.

 
Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e imagem: TST

Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho: precarização, riscos psicossociais e desigualdade são os novos desafios

“Trabalho mais saudável e seguro para todos” é o slogan de 2026 da campanha Abril Verde da Justiça do Trabalho

 

Hoje, 28 de abril, é o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. No ano passado, o Brasil registrou um recorde negativo nesse quesito: foram mais de 806 mil acidentes de trabalho e 3.644 mortes - o maior número de ocorrências e mortes na última década. Um dos destaques desses números foi o aumento de 15% dos afastamentos por saúde mental, que atingiram 543 mil pessoas.

 

Trabalho decente é mais que emprego e salário

Enfrentar esse cenário exige mudanças estruturais, porque vai além da garantia de renda. Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, o trabalho decente é o que respeita direitos fundamentais, garante segurança e proteção social, promove igualdade e oferece oportunidade de crescimento pessoal e coletivo. No mundo do trabalho do século XXI, essa ainda não é a realidade de uma parcela de trabalhadoras e trabalhadores.

 

Em 2025, a Justiça do Trabalho e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram um acordo para criar o Observatório do Trabalho Decente do Poder Judiciário e desenvolver uma política judiciária  voltada ao tema. Segundo Vieira de Mello Filho, a proposta é induzir políticas públicas capazes de tornar realidade esse conceito, indo além das decisões individuais e contribuindo para a transformação social. “Infelizmente, ainda nos deparamos com uma situação socioeconômica em que muitas situações violam o trabalho decente.”

 

A primeira reunião do Observatório do Trabalho Decente foi realizada em março deste ano. Na pauta estava a importância de se viabilizar o trabalho de cuidado e garantir emprego às pessoas LGBTQIAPN+. “Devemos garantir acesso da população trans ao mercado de trabalho e que esse acesso seja realizado com garantia de direitos”, afirmou.

 

Podcast fala de desafios e garantias

Ampliar o debate sobre a necessidade de políticas públicas para a promoção do trabalho decente e os desafios para garantir dignidade, proteção social e desenvolvimento econômico no Brasil é o tema do terceiro episódio do podcast “Do Oiapoque ao Chuí – A gente tá aqui!”, produzido pela Justiça do Trabalho. Participaram da conversa  os juízes do trabalho Gabriela Lenz de Lacerda e Jônatas dos Santos Andrade, auxiliares da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Entre os temas abordados estão a origem do conceito de trabalho decente, formalizado pela OIT, e sua construção histórica desde o início do século XX até os dias atuais. Também estão em destaque alguns dos principais desafios contemporâneos, como a informalidade, a precarização de direitos e a desigualdade nas relações de trabalho.

 

Política Nacional

A Justiça do Trabalho conta com quatro programas que compõem a Política Nacional do Trabalho Decente: o de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem e o Trabalho Seguro já existiam desde 2012. Em 2023, duas novas iniciativas foram criadas: o Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante e o Programa de Equidade, Raça, Gênero e Diversidade.

 

Monitor de Trabalho Decente

Para organizar e disponibilizar dados e informações de processos trabalhistas que tratam desse tema, a Justiça do Trabalho desenvolveu o Monitor do Trabalho Decente, que utiliza inteligência artificial para analisar sentenças, decisões e acórdãos proferidos em 1º e 2º grau. Atualmente, os assuntos monitorados são trabalho infantil e contratos de aprendizagem, assédio sexual e trabalho análogo ao escravo.

Justiça Itinerante estará presente nas localidades para esclarecer dúvidas e orientar a população sobre seus direitos como trabalhador

168O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizará atendimentos em 21 municípios do interior do Amazonas e de Roraima no decorrer do mês de maio. A iniciativa, organizada pela Corregedoria Regional do TRT-11, integra a política de interiorização dos serviços da Justiça do Trabalho, com o objetivo de garantir que direitos trabalhistas cheguem em localidades distantes das sedes das Varas.

Durante as ações, uma equipe da Justiça do Trabalho fica disponível para oferecer orientações e esclarecer dúvidas sobre os direitos do trabalhador. Os cidadãos também podem verificar a situação de processos em andamento, ingressar com ações na Justiça do Trabalho e fazer atermações, serviço que permite o início de processos trabalhistas sem a necessidade de um advogado.

As atividades da Justiça Itinerante envolvem a realização de atermações e de audiências, conforme a programação da vara responsável. O TRT-11 se desloca com servidores e, quando previsto, com a presença de um juiz do Trabalho, permitindo tanto o atendimento inicial à população — com orientação e auxílio no início de processos trabalhistas — quanto à realização de audiências entre trabalhadores e empregadores.

 

Municípios atendidos no Amazonas:

Benjamin Constant
Atendimento: 04 e 05/05/2026
Local: Câmara Municipal
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Tabatinga

Caapiranga
Atendimento: 06/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

Atalaia do Norte
Atendimento: 06/05/2026 e 07/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Tabatinga

Barreirinha
Atendimento: 11/05/2026 a 13/06/2026
Local: Vara Única da Comarca de Barreirinha
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Parintins

Silves
Atendimento: 12/05/2026
Local: Cartório Eleitoral do Município de Silves
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Itacoatiara

Uarini
Atendimento: 12 e 13/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Tefé

Barcelos
Atendimento: 13/05/2026 a 15/06/2026
Local: Cartório da 18ª Zona Eleitoral da comarca de Barcelos/AM
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo

Itapiranga
Atendimento: 15/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Itacoatiara

Itamarati
Atendimento: 19/05/2026 a 21/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Eirunepé

Tapauá
Atendimento: 19/05/2026 a 22/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Lábrea

Amaturá
Atendimento: 19/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Tabatinga

Manaquiri
Atendimento: 20/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

São Paulo de Olivença
Atendimento: 21 e 22/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Tabatinga

Canutama
Atendimento: 26/05/2026 a 29/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Lábrea

Anori
Atendimento: 27/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

Beruri
Atendimento: 29/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

Municípios atendidos em Roraima

Mucajaí
Atendimento: 11/05/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: 2ª Vara do Trabalho de Boa Vista

Iracema
Atendimento: 13 e 14/05/2026
Local: Câmara Municipal de Iracema
Unidade responsável: 2ª Vara do Trabalho de Boa Vista

Normandia
Atendimento: 18 a 21/05/2026
Local: Câmara Municipal de Normandia
Unidade responsável: 3ª Vara do Trabalho de Boa Vista

Amajarí
Atendimento: 19 a 21/05/2026
Local: Câmara Municipal de Amajarí
Unidade responsável: 2ª Vara do Trabalho de Boa Vista

Cantá (incluindo a Vila Félix Pinto)
Atendimento: 26 a 28/05/2026
Local: Sede da Defensoria Pública do Município de Cantá
Unidade responsável: 2ª Vara do Trabalho de Boa Vista

Como ser atendido

Para receber atendimento, o interessado deve comparecer ao local indicado, nas datas programadas, em horário de 7h30 às 14h30, portando os seguintes documentos: Cadastro de Pessoas Física (CPF), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Carteira de Identidade (RG) e o Número de Inscrição do Trabalhador (NIT), que pode ser substituído pelo número do PIS.

Não é necessário estar acompanhado de advogado para ajuizar reclamação trabalhista. Caso já possua advogado, a parte poderá comparecer acompanhada do profissional. Também não é necessário fazer agendamento prévio.

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 #ParaTodosVerem: Barco branco e vermelho "Barco Escola" navega com pessoas a bordo. Texto em fundo verde: "Justiça Itinerante do TRT-11 – A Justiça do Trabalho mais perto de você!".

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron, com informações da Corregedoria
Artes: Thais Mannala

Evento alusivo ao Dia Internacional do Aprendiz reuniu autoridades que abordaram conquistas da política de aprendizagem, alertaram para riscos de retrocesso e reforçaram a necessidade de ampliar vagas para jovens no interior do Amazonas

237O Amazonas está entre os estados que mais cumprem a cota de aprendizagem no Brasil, chegando a 82% das vagas previstas, segundo o Relatório Nacional da Aprendizagem Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, são 29,8 mil oportunidades, das quais 21,7 mil já estão preenchidas, mas ainda faltam mais de 8,4 mil contratos. No estado, Manaus concentra 95% dos aprendizes ativos, com 10,1 mil jovens contratados, enquanto o interior apresenta déficit elevado, com 64,7% das vagas sem preenchimento.

Os dados foram divulgados no Dia Internacional do Aprendiz, na sexta-feira (24), durante o evento “Lei do Aprendiz: política pública de enfrentamento ao trabalho infantil no Brasil”, realizado no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM). O Encontro Alusivo ao Dia do Aprendiz foi promovido pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil no Amazonas (Fepeti/AM), em parceria com o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Secretaria Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE/AM).

Na ocasião, a coordenadora do Comitê de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT-11, desembargadora Joicilene Jeronimo Portela, destacou que a aprendizagem profissional não deve ser vista como mera burocracia trabalhista. “É uma das únicas políticas públicas brasileiras que consegue, num único instrumento, garantir emprego, renda, formação profissional e permanência escolar para jovens que, sem esse programa, não teriam nenhuma dessas quatro conquistas ao mesmo tempo.”

Ameaça de retrocesso

Também ressaltou a necessidade de união para evitar um possível retrocesso na política de aprendizagem. Para a magistrada, o Estatuto do Aprendiz (PL 6.461/2019), que atualmente tramita na Câmara dos Deputados, enfrenta uma ameaça séria: destaques que propõem retirar das cotas as funções consideradas perigosas, insalubres ou penosas. Caso sejam aprovados, setores inteiros, como transporte, segurança patrimonial, conservação e limpeza, teleinformática e prestação de serviços, deixariam de ser obrigados a contratar jovens aprendizes.

“Um retrocesso que é inadmissível. O Brasil precisa da aprovação do Estatuto do Aprendiz, sem os destaques que esvaziam seu conteúdo. É preciso que todos compreendam: este não é um debate técnico sobre base de cálculo. É um debate sobre o tipo de país que queremos ser. Um país que amplia oportunidades para sua juventude, ou um país que as restringe para proteger interesses de quem já dispõe de proteção suficiente”, destaca a desembargadora.238

Em seguida, o presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, enfatizou a importância da educação e do trabalho como pilares para a construção de uma sociedade mais justa. “É preciso reconhecer que, sem esse suporte, especialmente para os mais pobres, a memória e a esperança de um futuro melhor ficam enfraquecidas. Por isso, a reflexão sobre o papel das instituições e daqueles que estão no comando da sociedade é extremamente sensível. Cabe a nós viabilizar a construção de uma sociedade mais justa e melhor em um futuro próximo. Esse é o meu pensamento e o que desejo realizar em meu dia de trabalho.”

Já o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Alberto Bastos Balazeiro, coordenador-geral do Comitê Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho, participou do evento de forma online e salientou a importância da aproximação entre empresas, instituições e jovens, reforçando o papel transformador da aprendizagem. “Que possamos realizar uma aproximação entre aqueles que têm a capacidade de contratar, as instituições que fazem a mediação e aqueles que precisam ser contratados, valorizando a aprendizagem como uma forma de transformação da vida. A aprendizagem é justamente o trabalho que desenvolvemos hoje.”

Rompendo o ciclo da pobreza

A procuradora do Trabalho do MPT, Érika Masin Emediato, detalhou que a aprendizagem é uma ferramenta estruturada que garante inclusão segura no mercado de trabalho, com contrato formal, remuneração justa e fiscalização das condições, permitindo que adolescentes e jovens rompam o ciclo da pobreza e alcancem melhores oportunidades na vida adulta. “O trabalho precoce prejudica, expõe crianças e adolescentes a riscos, compromete a saúde, o desenvolvimento físico e mental, além de afastá-los da escola, gerando evasão escolar e falta de capacitação. Com isso, quando chegam à vida adulta, muitos não estão preparados para ocupar postos de trabalho dignos, ficando restritos a atividades informais, sem carteira assinada e sem garantias.”

A vice-coordenadora do Comitê de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT-11, juíza do Trabalho Yone Silva Gurgel Cardoso, também acrescentou que, além de a aprendizagem ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho, ela é como um bilhete de viagem, uma passagem para um futuro diferente. “Para muitos jovens, representa a primeira vez em que o futuro se apresenta não como uma promessa distante, mas como uma possibilidade concreta. Nessa jornada, o jovem aprendiz não caminha sozinho. Ele leva consigo não apenas seus próprios objetivos, mas também os sonhos daqueles que estão ao seu redor, especialmente sua família.”

O representante do Fepeti no Amazonas, Jean Maximynno Lopes, realçou que a entidade busca integrar diferentes órgãos, públicos e civis, com o objetivo de fortalecer as ações e ampliar sua presença em todo o Estado, não apenas em Manaus.

Oportunidade

239A jovem aprendiz em Presidente Figueiredo (a 126 quilômetros de Manaus), Natália Rodrigues, 19 anos, participou do evento e destacou que o programa representa uma grande oportunidade de inserção no mercado de trabalho, aliada à qualificação e à proteção garantidas aos aprendizes. “É a primeira vez que atuo como jovem aprendiz. Sinto-me honrada e feliz por estar aqui, representando os jovens de Presidente Figueiredo que precisam dessa oportunidade. Para mim, isso é motivo de grande orgulho e satisfação.”

O aprendiz Mateus Barreto de Oliveira, que atua em Manaus, ainda acrescentou que o curso tem sido muito proveitoso para a vida dele, com experiência e conhecimentos conquistados ao longo da carreira. “O curso tem sido de grande importância para mim. Aquilo que aprendo nas aulas consigo aplicar na prática, tanto em relação ao conhecimento técnico quanto no atendimento ao cliente na unidade em que trabalho. Essa experiência tem sido desafiadora no início, mas agora que peguei o ritmo, está sendo muito gratificante.”

Mapa de oportunidades

Durante o evento, o auditor-fiscal do Trabalho Emerson Costa de Sá apresentou o mapa de oportunidades, elaborado para ampliar os índices de aprendizagem em Manaus e no interior do Estado. Os dados mostram que setores como indústrias de transformação (96%) e transporte, armazenagem e correio (81%) já estão próximos de cumprir integralmente a cota de aprendizagem.

Em contrapartida, atividades administrativas e serviços (52%), construção (64%) e comércio e reparação (75%) ainda têm espaço significativo para expandir as contratações, representando o maior potencial de crescimento. Esses segmentos devem ser priorizados nas estratégias de fiscalização e qualificação, pois podem gerar rapidamente novas vagas para aprendizes.

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O mapa também identifica os bairros com maior potencial de novas contratações, onde há empresas que precisam cumprir a cota de aprendizagem, como Adrianópolis, Nossa Senhora das Graças, Novo Aleixo, Distrito Industrial, Parque 10 de Novembro, Zumbi e Dom Pedro. A estratégia é fortalecer a capacitação com cursos voltados para os setores que mais demandam profissionais e, ao mesmo tempo, priorizar aprendizes que já residem nessas regiões. Com isso, o fluxo de contratação se torna mais eficiente e os jovens conseguem acessar sua primeira oportunidade de emprego sem precisar se deslocar para bairros distantes.

Ampliação da fiscalização

Para melhorar os índices de contratação de aprendizes no Amazonas, além de fortalecer a qualificação por meio de empresas formadoras e cursos direcionados aos setores que mais demandam profissionais, o auditor-fiscal do Trabalho Emerson Costa de Sá anunciou a criação do Fórum Estadual da Aprendizagem Profissional no Amazonas, previsto para ser instituído até junho.

A iniciativa busca ampliar o acompanhamento da aprendizagem, garantir a qualidade dos contratos e notificar empresas que estejam descumprindo a cota. Segundo ele, mais de 100 empresas serão notificadas por não cumprirem a Lei da Aprendizagem. “Essas companhias têm potencial para contratar entre 500 e 600 aprendizes até o fim de maio ou junho e, caso não regularizem a situação, os casos serão encaminhados ao Ministério Público do Trabalho e, se necessário, à Justiça do Trabalho.”

Acesse a galeria de imagens.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Roumen Koynov

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