Atividade reuniu cerca de 200 alunos e integrou prestação jurisdicional, educação em direitos e promoção da inclusão no interior do Amazonas
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizou, no dia 25 de setembro, em Manicoré, mais uma edição da campanha “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo”. A iniciativa, voltada à promoção da inclusão, da acessibilidade e do respeito às diferenças, reuniu cerca de 200 estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Municipal de Tempo Integral Aristeu da Cunha Virgolino. A atividade ocorreu no contexto da Justiça Itinerante da Vara do Trabalho de Humaitá, que também realizou audiências e outros atos de prestação jurisdicional no município.
A programação foi organizada em três etapas: compreender, reconhecer e agir, com o objetivo de aproximar os estudantes de situações relacionadas ao assédio, à discriminação, ao preconceito e ao capacitismo no ambiente escolar e estimular atitudes de respeito e inclusão. Iniciando os trabalhos, a juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira, titular da Vara do Trabalho de Coari e vice-coordenadora do Comitê Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TRT da 11ª Região (CPAI), conversou com os estudantes sobre atitudes capazes de transformar a convivência escolar. Entre os temas abordados estiveram o respeito à autonomia das pessoas com deficiência, a superação da infantilização e da presunção de incapacidade, o uso de linguagem inclusiva e a acessibilidade como prática cotidiana.
Na sequência, o técnico judiciário Felipe dos Santos Schwarz apresentou a palestra “Conviver é respeitar: assédio, discriminação e respeito às diferenças no ambiente escolar”. A defensora pública Patrícia Sousa Barros Leal também participou da programação com a palestra “Capacitismo não é brincadeira: como identificar e combater o assédio e a discriminação na escola”. As exposições abordaram temas como bullying, assédio, discriminação, preconceito, estereótipos, exclusão, barreiras atitudinais e a importância da rede de apoio e proteção.
Dinâmica interativa
Um dos momentos de maior interação com os estudantes ocorreu com a utilização do jogo UNO como ferramenta pedagógica. As cartas foram associadas a situações do cotidiano: a carta block representou situações de exclusão; a inverter, a necessidade de mudar o olhar sobre a deficiência; e as cartas +2 e +4, o acúmulo de preconceitos, apelidos, exclusões e outras barreiras.
“No jogo, cada carta muda a partida. Na vida, cada atitude muda a convivência. A proposta é justamente mostrar aos estudantes que pequenas escolhas do dia a dia podem excluir ou incluir, reforçar barreiras ou ajudar a derrubá-las”, destacou a juíza do trabalho Sâmara Nogueira. Ao final, os alunos receberam jogos UNO como lembrança da atividade.
Materiais de combate ao trabalho infantil são entregues em escolas
A atuação em Manicoré também incluiu a entrega de materiais educativos a duas escolas públicas do município: a Escola Municipal Professora Maria do Carmo Souza da Rocha e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Pastor João Batista Lopes de Souza. Os conteúdos foram disponibilizados pela procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho no Amazonas e em Roraima (MPT), Joali Ingrácia Santos de Oliveira.
Cada unidade recebeu cartazes de combate ao trabalho infantil, cartazes da campanha “Um dia sem... Um dia com... trabalho infantil” além de 200 gibis educativos. A proposta é que os materiais permaneçam nas escolas para utilização posterior por professores e estudantes em atividades de conscientização.
Justiça Itinerante
Além da ação educativa, a equipe da Justiça Itinerante realizou audiências e outros atos relacionados à prestação jurisdicional trabalhista, incluindo o cumprimento de mandados judiciais. As atividades ocorreram com apoio dos juízes da Justiça Estadual de Manicoré e da comunidade acadêmica da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A programação contou ainda com a participação da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e apoio da Polícia Militar do Amazonas. A ação “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo” reúne ainda a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), aa UEA, por meio do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental e do Programa de Extensão Guardiões da Amazônia, e o Ministério Público do Trabalho (MPT).


Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e fotos: VT de Humaitá, com edições da Coordcom
