Tribunal levou ao evento serviços e orientações sobre reclamação trabalhista, divulgação da Cartilha da Ouvidoria Regional e Ouvidoria da Mulher, além de promover debates sobre representatividade, acolhimento e cidadania
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) atuou na 4ª Expo Mulher e na 1ª Conferência Estadual da Mulher Advogada, realizadas nos dias 1º e 2 de outubro, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, com balanço positivo: divulgação da Cartilha da Ouvidoria Regional a 168 pessoas, entre advogadas, advogados, artesãos e artesãs e público em geral; atendimento sobre direitos trabalhistas a cinco mulheres; divulgação e entrega de ventarolas a 146 pessoas com os contatos da Ouvidoria Regional. Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB-AM), por meio da Comissão Permanente da Mulher Advogada, o evento teve como tema “As Mulheres Dialogam, a Justiça Avança” e reuniu uma programação voltada à promoção de direitos e à oferta de serviços gratuitos de cidadania, saúde, orientação jurídica, empreendedorismo, trabalho e geração de renda, não só para mulheres, mas para o público em geral.
No estande, o TRT-11 ofereceu serviços de atermação, procedimento gratuito em que a trabalhadora relata a situação diretamente a um servidor da Justiça do Trabalho, que redige e registra a reclamação. Também houve escuta qualificada por meio da Ouvidoria Regional e da Ouvidoria da Mulher e divulgação da Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas Interseccionalidades (PopRuaJud).
A ouvidora do TRT-11, desembargadora Ormy da Conceição Dias Bentes, avaliou como positiva a realização do evento e a presença do Tribunal na 4.ª Expo Mulher, reforçando que a exposição trouxe grandes novidades ao reunir mulheres de vários segmentos da sociedade. “A nossa participação superou todas as expectativas. Tivemos a oportunidade de estar mais próximos da comunidade, ouvindo de perto as demandas e mostrando que o TRT-11 é uma casa de portas abertas para a garantia de direitos e para a proteção das mulheres. Levar orientações jurídicas e serviços essenciais diretamente para este espaço demonstra o nosso compromisso inabalável com a cidadania e com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, ressaltou a magistrada.
Palestras



Além do atendimento no estande, magistradas do TRT-11 participaram como palestrantes no evento. A ouvidora do Tribunal, desembargadora Ormy da Conceição Dias Bentes, abordou o tema “Não basta dar voz, é preciso escutar e agir: Ouvidorias da Mulher, Caixas de Assistência, acolhimento e acesso a direitos”. Já a juíza auxiliar da Presidência, Carla Priscilla Silva Nobre, ministrou a palestra “Quantas de nós estão na sala? Mulheres negras e indígenas e o acesso real à justiça e aos espaços de poder”. Ambas levaram ao público a perspectiva da Justiça do Trabalho e trocaram saberes com outras mulheres sobre representatividade, acolhimento e garantia de direitos.
Na apresentação, a ouvidora do TRT-11, desembargadora Ormy Bentes, defendeu que as ouvidorias não podem se limitar a registrar manifestações, mas devem funcionar como espaços de acolhimento e de encaminhamento efetivo das demandas das mulheres. “As ouvidorias devem atuar como canais efetivos de acolhimento e encaminhamento, garantindo que as demandas femininas encontrem respostas concretas e acesso real a direitos. Além disso, é fundamental a atuação conjunta entre Ouvidorias da Mulher e demais órgãos do sistema de Justiça para ampliar a proteção e a cidadania das trabalhadoras”, defendeu.
A juíza do Trabalho Carla Nobre explicou que representatividade vai muito além de uma fotografia e exige voz, poder de decisão e capacidade de transformar estruturas. A magistrada lembrou que o acesso à Justiça começa antes mesmo do processo, pelo direito de ser vista, ouvida e representada, e ressaltou que o TRT-11 é um dos únicos tribunais do país a alcançar a paridade de gênero em seus espaços de poder, especialmente no Pleno. “Diversidade sem poder decisório pode virar cenário. Por isso, mulheres negras e indígenas não precisam apenas de um lugar à mesa, mas de participar da definição da pauta. A pergunta ‘quantas de nós estão na sala?’ incomoda justamente porque transforma ausência em evidência.”
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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Renard Silva
