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A V Jornada Institucional dos Magistrados do Trabalho da 11ª Região - Jomatra teve início na manhã desta quarta-feira (06/04). O evento tem por objetivo promover debates acerca de temas relevantes para a Justiça do Trabalho, relacionados à prática judicante dos magistrados, além de proporcionar a integração e aproximação das duas instâncias trabalhistas. Este ano a temática do encontro é ''Normas Processuais e Efetividade dos Direitos Trabalhistas''.


A Jomatra foi aberta pela presidente do TRT da 11ª Região, desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho que, em discurso, falou sobre a importância da realização deste evento, pois proporciona relevantes debates e reflexões no campo do Direito do Trabalho, "permitindo o repensar contínuo das normas e princípios que regem, norteiam e orientam o magistrado no exercício do seu sagrado dever de julgar, de dizer o direito, de fazer justiça num Estado Democrática de Direito". A magistrada falou também, da vigência do Novo Código de Processo Civil, e da nova realidade jurídica inaugurada por ele, destacando a contribuição do novo CPC à Justiça do Trabalho que, de forma subsidiária, utiliza-se desta norma.


A presidente do TRT11 parabenizou a escolha dos temas desta edição da Jomatra, e declarou que "a efetividade das normas jurídicas contribui, indiretamente, com o atingimento das metas do Judiciário Trabalhista, compromisso de todos nós, magistrados, que servimos à sociedade, apaziguamos conflitos, promovemos a paz e sobre nossos ombros carregamos a justiça, até a entrega definitiva da prestação jurisidicional", concluiu ela.


O diretor da Escola Judicial do TRT da 11ª Região, desembargador David Alves de Mello Júnior, destacou que a realização da Jomatra vem sendo aperfeiçoada ao longo dos anos, fruto de uma montagem coletiva, e que as ideias debatidas durante os três dias de evento foram os próprios magistrados que escolheram, por meio do ultimo relatório reflexivo. Ele agradeceu a presença do desembargador aposentado e ex-presidente da corte, José dos Santos Pereira Braga, declarando o valor da participação de magistrados aposentados no evento.


A mesa de abertura foi composta, ainda, pela procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho, Fabíola Bessa Salmito Lima; e pelo juiz Sandro Nahmias Melo, presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 11ª Região - AMATRA XI.


Palestra de abertura


A desembargadora do TRT da 2ª Região (SP), Regina Maria Vasconcelos Dubugras, profeririu a primeira palestra do dia, de tema ''A conciliação como Instrumento de Efetividade do Processo do Trabalho''. Ela falou sobre uma nova visão da conciliação da Justiça do Trabalho, que compreende três patamares: tempo, ambiente e capacitação. A palestrante defendeu uma Justiça do Trabalho que saiba ouvir as partes e deixar eles próprios chegarem a um consenso, a uma conciliação. "A conciliação na Justiça do Trabalho deve ser qualificada, onde a ela seja dedicada um maior tempo, uma maior qualificação do conciliador, uma adequação de local, a triagem dos processos e os princípios que devem norteá-la, para que ela realmente tenha transparência, para que haja uma participação maior das partes, e que realmente elas construam a sua solução com uma expectativa de maior efetividade do processo do trabalho", declarou ela.


Doutora pela Universidade de Direito de São Paulo e autora do livro Substituição Processual no Processo do Trabalho e de diversos artigos e publicações na área do Direito, a palestrante falou da importância de eventos como a Jomatra: "os juizes tem necessidade de se sentirem um pouco mais em harmonia com os princípios atuais e com o que a Escola e o Tribunal do Trabalho estão realmente pregando e este encontro serve também para motivá-los no sentido de inovar, buscando o aprimoramento e a melhoria nas condições de trabalho e também da prestação jurisdicional".


A desembargadora do TRT2, Regina Maria Vasconcelos Dubugras, é vencedora do III Prêmio Innovare (2006), na categoria Juiz Individual, pela prática da mediação na execução. Sobre esse prêmio, ela falou que, há 10 anos, a mediação na execução ainda era novidade aqui no Brasil e que a inovação foi no sentido de otimizar os bens das empresas, apurando o máximo possível para pagar o maior número de reclamantes. "Foi a quebra daquele princípio de que quem chega primeiro leva tudo e o que vem depois fica sem nada. Conseguimos uma forma de otimizar o bem para que seja possível distribuir o seu valor entre os credores", declarou ela.


Saúde dos Magistrados em foco


Na tarde desta quarta-feira (06/04) prosseguem as atividades da Jomatra com a realização da palestra "A Saúde dos Magistrados em Tempos Modernos", proferida pelo professor e médico-forense, Leandro Duarte de Carvalho.


Será realizada também, pela Seção de Saúde do TRT11, uma prestação de serviços de enfermagem aos magistrados, com a coleta dos seguintes dados: pressão arterial (PA), frequencia cardíaca (FC), circunferência abdominal (CA), glicemia e índice de massa corporal(IMC) e avaliação médicados dados coletados.


Confira a programação completa da V Jomatra.


Veja a Galeria de Imagens.

2a-palestra-siteA V Jornada Institucional dos Magistrados do Trabalho da 11ª Região – Jomatra promoveu a palestra com o tema "Saúde dos magistrados em tempos modernos", na tarde de quarta (06/04), e a palestra “Efetividade da Execução da Execução Trabalhista”, na manhã desta quinta-feira (07/04).

O professor e médico perito-forense, Leandro Duarte de Carvalho, abordou o tema "Saúde dos magistrados em tempos modernos", na tarde desta quarta-feira, 06 de abril. O mestre em medicina apresentou inicialmente um trecho do filme Tempos Modernos de Charles Chaplin, referindo-se as preocupações de rendimento dos magistrados, aludindo a novos processos, sistemas, condições do ambiente e metas. O especialista em Medicina do Trabalho explicou, ainda, sobre a tendência mundial da tecnologia, que trouxe irreversível mudança no cotidiano do trabalho. O juiz do trabalho Adilson Maciel Dantas foi o debatedor da palestra.

No evento, a Seção de Saúde do Regional prestou serviços de enfermagem aos magistrados, com a coleta dos seguintes dados: pressão arterial (PA), frequencia cardíaca (FC), circunferência abdominal (CA), glicemia e índice de massa corporal (IMC) e avaliação médica dos dados coletados.

 

Jomatra - 2º dia

A “Efetividade da Execução Trabalhista” foi um dos destaques do segundo dia da Jomatra. A palestra, que foi proferida pelo juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Campo Grande (MS), Júlio César Bebber, na manhã desta quinta-feira (07/04), buscou promover um debate sobre os desafios que cercam a fase da execução, onde é realizada a efetividade do direito. Na ocasião, o palestrante explicou que é sempre um desafio abordar a fase da execução devido os poucos dispositivos encontrados na CLT.

“O processo do trabalho nos dá uma ferramenta fundamental para alcançarmos a efetividade e tempestividade na prestação da tutela, pois a CLT possui poucos dispositivos para a execução, pouco mais de 20 artigos. Assim, utilizamos por isso subsidiários supletivamente. Tanto a lei de execução fiscal, quanto o código de processo civil. Isso nos dá uma liberdade criativa muito grande, o que não nos traz muitas amarras, embora todo o Poder, possua suas limitações”, explicou.

O Código de Processo Civil de 1973, na sua redação original, adotou a idéia de singularidade nos meios executivos. Ainda segundo o juiz, o código delimitou a execução para que ela só fosse realizada de acordo com os meios estabelecidos, dando aos juízes somente a alternativa de que deveriam seguir os meios executivos expressamente determinados no código.

“Atualmente o direito evoluiu e passou a dizer que a vontade humana não é intangível. Começamos gradativamente a mudar a idéia desse princípio e passamos para atipicidade. O Novo Código de Processo Civil estabeleceu a atipicidade de meios executivos de modo genérico na execução de sentenças. Isso foi realizado de modo inteligente, pois não foi incluso nos dispositivos que tratam do cumprimento da sentença, o que caso contrário, provavelmente não seria aprovado pelo Congresso Nacional”, explicou o juiz.

Confira a galeria de imagens da V JOMATRA.

4a palestra siteNa tarde desta quinta-feira, 07 de abril, a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, realizou a 3ª palestra programada da V Jornada Institucional dos Magistrados Trabalhistas. A palestra ''A prova no Processo do Trabalho'' foi ministrada pelo juiz titular da Vara do Trabalho de Campos Novos dos Parecis/MT, João Humberto Cesário. O evento ocorreu no mini-auditório do Fórum Trabalhista de Manaus.


Doutorando em Função Social do Direito pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo, o juiz do trabalho do TRT do Mato Grosso explanou aos magistrados do TRT11 sobre como os direitos fundamentais e constitucionais são expressos na constituição. O jurista ainda falou sobre como as provas serão analisadas pelo novo Código do Processo Civil, com relação a novidades, desafios e dificuldades que os magistrados deverão enfrentar, e enfatizou a questão da verdade no processo laboral. O juiz do trabalho da 17ª Vara de Manaus, Sandro Nahmias Melo foi o debatedor da palestra.


Discussão de Grupos


Os magistrados do TRT11 discutiram na manhã desta sexta-feira, 08 de abril, os seguintes eixos temáticos: Solução de Conflitos – Mediação e Conciliação, Efetividade da Execução Trabalhista, e a Prova no Processo do Trabalho. Ocorrerá nesta tarde a plenária de discussões sobre os eixos elaborados pelos desembargadores e juízes do Regional.


Confira a galeria de imagens da V Jomatra.

Curso Quantificação de Danos Decorrentes de Acidentes de Trabalho e Doenças Ocupacionais

Magistrados e assessores participaram de um curso sobre acidentes de trabalho e doenças ocupacionais na manhã e tarde desta sexta-feira (11/03), no mini-auditório do Fórum Trabalhista de Manaus. O curso foi proferido pelo desembargador Amaury Rodrigues Pinto Júnior, do TRT da 24ª Região, que expôs algumas das conclusões de sua tese de doutorado, trazendo novas perspectivas para os conceitos conhecidos pelos presentes e instigando novas formas de análise sobre os prejuízos dos danos patrimoniais e extrapatrimoniais que podem resultar em acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. O evento faz parte da programação do ano letivo de 2016 da Escola Judicial do TRT da 11ª Região (Ejud11).

A abertura foi realizada pelo vice-presidente do Regional, desembargador Lairto José Veloso, e pelo diretor da Ejud11, desembargador David Alves de Mello Júnior. Os dois comentaram sobre a importância do conhecimento da quantificação de danos recorrentes de acidentes e doenças ocupacionais que são necessários para as audiências.

Para iniciar o curso, o desembargador Amaury fez uma comparação da realidade jurídica previdenciária nacional com a internacional. “Para tratar dessa quantificação, é necessário iniciar o estudo por sistemas jurídicos estrangeiros. Estudei com profundidade a França, Itália, Chile, Argentina e Portugal, que são os principais centros que tratam exatamente sobre esse ângulo nosso, do acidente de trabalho, responsabilidade civil e a questão previdenciária como sistema uno de reparação de danos”.

O desembargador ainda proferiu sobre o princípio da reparação integral, danos emergentes, lucros cessantes, pensionamento e a incapacidade laborativa permanente, alterações fáticas supervenientes e a possibilidade de revisão, danos patrimoniais relacionados ao evento-morte, além dos conceitos sobre os danos extrapatrimoniais, os critérios de quantificação e a proposta de sistematização dos prejuízos.

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