A gestão de resíduos sólidos no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) funcionou, por muitos anos, sob um modelo aparentemente funcional: resíduos recicláveis eram coletados por cooperativas de catadores, que promoviam a destinação ambientalmente adequada. Todavia, a inviabilidade econômica declarada pelas cooperativas de catadores para continuar a coleta de resíduos recicláveis nas dependências do TRT11. Esta interrupção, aparentemente um contratempo logístico, é, na verdade, o sintoma de uma disfunção mais profunda na cadeia de valor da reciclagem local. Portanto, o desafio enfrentado pelo TRT11 não é meramente operacional ou logístico, mas profundamente estrutural, cultural e financeiro. Ele exige uma transição de uma gestão de resíduos passiva, fragmentada, reativa e potencialmente onerosa para uma estratégia ativa, integrada, proativamente geradora de valor público – ambiental, social e econômico – e que seja, fundamentalmente, economicamente inteligente para a instituição.
