A chamada integra as ações de reestruturação da Revista do TRT-11 e recebe trabalhos até 5 de novembro

739A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (Ejud11) lançou o Edital nº 02/2026, de chamada de artigos científicos para composição da obra coletiva “Relações de Trabalho na Sociedade do Século XXI”. A iniciativa celebra a nova etapa da Revista do TRT-11: Direito, Trabalho e Amazônia, reestruturada como periódico científico jurídico, com acesso aberto e vocação nacional e internacional.

A chamada é destinada a integrantes da magistratura e do Ministério Público, docentes, pesquisadores, advogados, servidores públicos, estudantes de pós-graduação e demais membros da comunidade acadêmica interessados nas áreas abrangidas pela obra. Os artigos devem ser encaminhados para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 5 de novembro de 2026.

Link para o edital

Transformações nas relações de trabalho
A obra coletiva pretende fomentar o diálogo científico, institucional e interdisciplinar sobre as transformações das relações de trabalho no século XXI. A proposta também busca reunir diferentes perspectivas sobre os desafios enfrentados pelo Direito do Trabalho, pelo Direito Processual do Trabalho e pela Justiça do Trabalho.

Um dos diferenciais da publicação será a atenção às peculiaridades das relações de trabalho e da atuação da Justiça do Trabalho na Amazônia. O edital destaca características como a diversidade social, cultural, econômica, ambiental e geográfica da Região, além de questões relacionadas ao acesso à justiça, às populações vulneráveis, às atividades econômicas do território, à proteção ambiental e às grandes distâncias territoriais.

Para a diretora da Ejud11, desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, a iniciativa representa uma oportunidade de ampliar o diálogo entre a academia e as instituições que integram o sistema de Justiça, valorizando também a produção científica voltada às especificidades da Amazônia. “Esta chamada amplia o diálogo entre a Justiça do Trabalho e a comunidade acadêmica sobre as transformações das relações de trabalho no século XXI. Queremos também valorizar a produção científica sobre as particularidades da Amazônia e seus desafios para a efetivação dos direitos trabalhistas”.

Temas
O edital prevê um conjunto amplo de eixos temáticos para os trabalhos. Entre eles estão as transformações contemporâneas do Direito do Trabalho; relações individuais de trabalho, vínculo de emprego e novas formas de contratação; Direito Coletivo, liberdade sindical e negociação coletiva; Direito Processual do Trabalho, acesso à justiça e efetividade da jurisdição; além de prova, precedentes, recursos e execução trabalhista.

Também poderão ser submetidos artigos sobre novas tecnologias, inteligência artificial e trabalho em plataformas digitais; direitos fundamentais, direitos humanos, igualdade, diversidade e não discriminação; saúde, segurança e meio ambiente do trabalho; proteção social e grupos em situação de vulnerabilidade; sustentabilidade, mudanças climáticas e transição justa; Direito Internacional e Comparado do Trabalho; e temas emergentes e perspectivas futuras do Direito e do Processo do Trabalho.

Submissão
Os trabalhos devem ser enviados em arquivo editável, no formato Microsoft Word, acompanhados de resumo de até cinco linhas. Os artigos deverão ter entre 12 e 20 laudas e seguir as normas de formatação e referências bibliográficas estabelecidas no edital. A avaliação levará em consideração, entre outros critérios, a pertinência temática, a relevância do problema investigado, a qualidade do levantamento bibliográfico, a consistência científica e a atualidade das informações e referências utilizadas.

Uma comissão analisará os trabalhos e poderá solicitar ajustes formais ou de conteúdo antes da aprovação definitiva. A submissão não assegura a publicação do artigo, e a decisão sobre a seleção será comunicada ao autor responsável por e-mail. A obra será publicada exclusivamente em formato digital e terá acesso gratuito. A publicação integra as iniciativas da Ejud11 destinadas a celebrar a reestruturação da Revista do TRT da 11ª Região: Direito, Trabalho e Amazônia.

As submissões devem ser encaminhadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o assunto “CHAMADA DE ARTIGOS – RELAÇÕES DE TRABALHO NA SOCIEDADE DO SÉCULO XXI”. O período para envio começou em 5 de outubro e termina em 5 de novembro de 2026. Dúvidas sobre a chamada também podem ser encaminhadas ao mesmo endereço eletrônico.

O que é: Envio de artigos científicos para a obra coletiva “Relações de Trabalho na Sociedade do Século XXI”
Quando: até 5 de novembro
Onde: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Link: Edital completo

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron, com informações da Ejud11
Artes: Thais Mannala

Evento acontece nos dias 8 e 9 de outubro e reúne mais de 30 tribunais e instituições do sistema de Justiça para discutir sustentabilidade, mudanças climáticas e realidade amazônica

737Manaus recebe, nos dias 8 e 9 de outubro, o V Encontro de Sustentabilidade do Poder Judiciário – Rede Norte/CNJ, que reunirá representantes de mais de 30 tribunais e instituições do sistema de Justiça das cinco regiões do país. O evento é realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), em parceria com a Rede Norte de Sustentabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A programação conta com a participação de diferentes ramos do Poder Judiciário, incluindo Justiça do Trabalho, Justiça Estadual, Justiça Federal, Justiça Eleitoral e Justiça Militar, além de instituições de âmbito nacional. O encontro terá como tema “Sustentabilidade que conecta, Justiça que transforma”.

Durante os dois dias, magistrados, servidores, gestores e especialistas irão compartilhar experiências e discutir iniciativas relacionadas à sustentabilidade, responsabilidade socioambiental e enfrentamento das mudanças climáticas, considerando as especificidades e os desafios da região amazônica.

Diferentes ramos da Justiça

A abertura oficial do encontro será realizada no dia 8 de outubro, a partir das 8h30, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), em Manaus. A mesa de abertura contará com representantes do TRT-11, TRF-1, TJ/AM, TREs, TRTs, Tribunais de Justiça estaduais, além do CNJ, CSJT e STM, reunindo diferentes ramos e instâncias do Poder Judiciário.

A diversidade institucional da mesa demonstra a abrangência do encontro, que reúne órgãos dos diferentes ramos da Justiça e representantes de instituições das cinco regiões brasileiras.

Conferência aborda riscos para a Amazônia

Um dos destaques da programação do primeiro dia será a conferência da bióloga Julia Arieira, às 10h, com o tema “Riscos de Tipping Point da Amazônia: A Urgente Necessidade de Soluções Baseadas na Natureza”. Pesquisadora com mais de 20 anos de experiência nas áreas de ecologia e conservação de ecossistemas, Julia Arieira atua com temas relacionados a mudanças climáticas, biodiversidade, áreas úmidas e sustentabilidade na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado. Desde 2019, integra a Secretaria Científico-Técnica do Science Panel for the Amazon (SPA), atuando na interface entre ciência e políticas públicas.

A conferência integra a programação destinada à formação institucional e ao debate sobre os desafios ambientais contemporâneos e a atuação do Poder Judiciário na agenda da sustentabilidade.

Amazônia no centro do debate

A realização do encontro em Manaus coloca a realidade amazônica no centro das discussões sobre sustentabilidade no Poder Judiciário. Para o presidente do TRT-11 e representante da Região Norte junto ao CSJT e ao CNJ, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, a realização do evento na capital amazonense representa uma oportunidade para o intercâmbio de experiências e a construção de estratégias considerando as características da região. “Receber este fórum em Manaus carrega grande relevância simbólica e prática. Diante da centralidade da Amazônia nas discussões ecológicas globais, cabe às instituições de Justiça liderar pelo exemplo, implementando rotinas ecoeficientes e fomentando a consciência ambiental. Trata-se de uma oportunidade ímpar para trocar vivências, difundir projetos bem-sucedidos e edificar estratégias alinhadas às particularidades do nosso território”, pontuou.

Programação com imersão amazônica

No dia 9 de outubro, a programação será realizada no Uiará Amazon Resort, com atividades voltadas à imersão na realidade amazônica e ao compartilhamento de boas práticas de sustentabilidade desenvolvidas pelas instituições participantes. A proposta é ampliar o intercâmbio de experiências e aproximar os participantes de iniciativas relacionadas à sustentabilidade na região, fortalecendo a construção colaborativa de soluções para desafios ambientais que ultrapassam fronteiras regionais.

V Encontro de Sustentabilidade do Poder Judiciário – Rede Norte/CNJ
Data: 8 e 9 de outubro de 2026
Dia 8 – Abertura e conferência
Horário: a partir das 8h30
Local: Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA)
Endereço: Avenida Silves, 2.222, Distrito Industrial, Manaus/AM

Dia 9 – Imersão na realidade amazônica
Local: Uiará Amazon Resort

 

738

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Artes: Carlos Andrade

735O Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) aprovou, nesta quarta-feira (7), a promoção da juíza do Trabalho Yone Silva Gurgel Cardoso para ocupar o cargo de desembargadora do Trabalho por critério de antiguidade, após o aval da Corregedoria Regional, que reconheceu o nome como apto à promoção. A magistrada foi indicada, por unanimidade, para completar o quadro de desembargadores do Tribunal, composto por 14 cargos, na vaga do desembargador Lairto José Veloso, falecido em agosto deste ano.

Com a aprovação pelo Tribunal Pleno, o procedimento de nomeação segue agora para Brasília. Após o cumprimento dos ritos legais, a promoção será concluída com a nomeação pela Presidência da República, conforme o artigo 115 da Constituição Federal.

Após a deliberação, os membros da Corte manifestaram votos de congratulações, salientando a dedicação ao trabalho e ao interior, a defesa de crianças, adolescentes e animais. Também foram citados o bom humor, a harmonia, a leveza e a alegria que marcam a trajetória de 35 anos de magistratura, dos quais 30 no interior do Amazonas.

O presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, destacou a trajetória da magistrada e desejou sucesso na nova etapa. "Sempre se sobressaiu pelo bom humor e pela harmonia. Sempre recebemos boas notícias sobre o trabalho, onde quer que ela tenha estado nos diversos municípios do Amazonas, por último em Manacapuru, cidade que a adotou por conta da afeição que ela tem pelo município. Desejo, com todo carinho e toda sinceridade, sucesso na nova carreira."

Já a desembargadora Joicilene Jeronimo Portela também se manifestou em homenagem à colega. Ela lembrou os 35 anos de magistratura, afirmou a dedicação da juíza ao trabalho ao interior do Amazonas e enalteceu a atuação na defesa de crianças e adolescentes: "Estamos completando 35 anos de magistratura, uma jornada que, para mim, é uma alegria, e tenho uma colega sempre dedicada ao trabalho e ao interior. Sua atuação no interior do Amazonas, que temos em comum, é voltada à defesa das crianças, dos adolescentes e também dos animais. Tenho certeza de que ela vem somar e ganha todos nós, o Tribunal, o jurisdicionado e a sociedade, e desejo que, desde hoje, a senhora continue feliz, com sua leveza e sua alegria.”

Amor pelo interior do Amazonas

No discurso de agradecimento, a juíza Yone Gurgel lembrou dos 30 anos no interior do Amazonas e das lições humanas que acumulou nesse período. Em tom de reconhecimento, agradeceu a colegas, servidores, estagiários e terceirizados e falou sobre a sensibilidade aprendida no convívio com as pessoas, especialmente com as fragilidades delas, além de defender uma atuação jurisdicional atenta às realidades e às vulnerabilidades presentes nos processos.

“O interior me ensinou muito e me presenteou com pessoas maravilhosas. Foi ali que aprendi a sensibilidade, que não é só nata, mas também se adquire no convívio com as pessoas, principalmente com as fragilidades delas. Agradeço pela atividade jurisdicional que tive, pois ela me proporcionou enxergar as maravilhas do Amazonas, e isso me construiu como eu sou. Espero continuar atuando na simplicidade, observando quem está do outro lado, porque nossos processos têm rostos, pés descalços, distâncias, fragilidades e vulnerabilidades, e precisamos estar sempre atentos a isso”, disse a magistrada.

Biografia

Natural de Manaus, a juíza é graduada em Direito pela Universidade do Amazonas (Ufam) e pós-graduada em Direito Civil e Processual Civil pela Universidade Candido Mendes. Em 1991, assumiu o cargo de Juíza do Trabalho Substituta no TRT-11 e, posteriormente, foi promovida por merecimento ao cargo de Juíza Titular da Vara do Trabalho de Coari, em 1995. Além disso, atuou como titular da Vara do Trabalho de Manacapuru (AM) e foi agraciada com o título de Cidadã Manacapuruense, por decreto da Câmara de Vereadores daquele município. Atualmente, é titular da 19ª Vara do Trabalho de Manaus e ocupa as funções de subgestora em Manaus e vice-coordenadora do Comitê de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT-11.

736

Confira o álbum de fotos AQUI.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Renard Silva

Juiz do TRT-11 aplicou Protocolo do CNJ para Atuação e Julgamento com Perspectiva Antidiscriminatória e fixou indenização por danos morais em R$ 30 mil

Resumo:

  • Trabalhador é indenizado em R$ 30 mil após sofrer assédio sexual de um hóspede durante o expediente em hotel de Manaus.
  • Decisão aplicou protocolo do CNJ e considerou a palavra da vítima na análise do caso, diante da dificuldade de produzir provas em situações de assédio.
  • Empresas foram responsabilizadas por não oferecerem suporte adequado ao trabalhador e também deverão pagar adicional de insalubridade.

734Uma decisão da 9ª Vara do Trabalho de Manaus condenou duas empresas, de forma solidária, ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais a um trabalhador que sofreu assédio sexual praticado por um hóspede durante o expediente em um hotel de Manaus. Ao julgar do caso, o juiz do Trabalho Diego Enrique Linares Troncoso aplicou o Protocolo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para Atuação e Julgamento com Perspectiva Antidiscriminatória, Interseccional e Inclusiva, que atribui um peso diferenciado à palavra da vítima na análise do caso.

Contratado como camareiro, o trabalhador relatou que, em agosto de 2025, foi abordado por um hóspede enquanto organizava seu carrinho de limpeza. Após acompanhá-lo até um quarto para indicar onde ficavam os sacos utilizados para a lavanderia, o hóspede teria feito uma abordagem de cunho sexual e tocado suas partes íntimas. O trabalhador afirmou que se sentiu desconfortável, conseguiu deixar o quarto, comunicou o ocorrido a um colega e, posteriormente, à sua superiora.

Após o episódio, o trabalhador foi afastado das atividades e, posteriormente, entrou em férias por 15 dias. Logo após o retorno das férias, com oito meses do início do contrato de trabalho, ele foi dispensado sem justa causa.

Protocolo orientou análise da palavra da vítima

Ao analisar o pedido de indenização, o magistrado destacou que a produção de provas em casos de assédio é especialmente difícil, já que as condutas geralmente ocorrem de forma clandestina e sem testemunhas. Nesse contexto, ressaltou a importância da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos protocolos do sistema de Justiça voltados à igualdade e à não discriminação.

Na decisão, o juiz registrou expressamente a aplicação do Protocolo para Atuação e Julgamento com Perspectiva Antidiscriminatória, Interseccional e Inclusiva que orienta, nos casos de assédio sexual, a “atribuir um peso diferenciado à palavra da vítima da violência moral ou sexual no ambiente de trabalho”.

O magistrado também considerou que, no caso analisado, havia uma situação de vulnerabilidade, uma vez que o agressor teria partido da presunção de que o trabalhador seria homoafetivo para abordá-lo sexualmente. Para o juiz, era necessário reconhecer e valorizar adequadamente a credibilidade do relato apresentado pela vítima.

Hotel não ofereceu suporte psicológico

O relato do trabalhador foi considerado coerente e sem elementos que colocassem sua credibilidade em dúvida. Em depoimento, ele informou que comunicou o ocorrido à chefia e que o hotel havia prometido auxílio psicológico, mas o atendimento não foi oferecido. Segundo a representante das empresas, o estabelecimento tomou conhecimento do fato, questionou o hóspede, que negou a ocorrência, e não ofereceu auxílio psicológico ao trabalhador.

Diante dessas provas, o juiz concluiu que o trabalhador foi vítima de assédio sexual por um hóspede e que as empresas não adotaram medidas adequadas de prevenção, proteção e tratamento da vítima.

Responsabilidade do estabelecimento

Na sentença, o magistrado destacou que os proprietários de hotéis e estabelecimentos similares respondem pelos danos causados por seus hóspedes, independentemente de culpa, conforme os artigos 932, IV, e 933 do Código Civil. Também ressaltou que o empregador tem o dever de garantir um ambiente de trabalho seguro e livre de riscos.

Para o juiz, como o assédio sexual ocorreu no ambiente de trabalho e atingiu a honra do trabalhador, ficou caracterizado o dever de indenização por danos morais. A ofensa foi classificada como de natureza grave, e a indenização foi fixada em R$ 30 mil, considerando as circunstâncias do caso e os critérios previstos na legislação trabalhista. O valor deverá ser pago solidariamente pelas empresas reclamadas.

Outros direitos reconhecidos

Além da indenização por danos morais, a sentença condenou uma das empresas ao pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, de 40%, durante o período contratual, em razão da higienização de acomodações e banheiros com circulação superior a 25 pessoas por dia.

Ainda cabe recurso da decisão.

#ParaTodosVerem: Foto mostra um carrinho de limpeza com roupas de cama em um corredor de hotel.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Foto: Banco de Imagens

 

Atividade reuniu cerca de 150 estudantes e integrou prestação jurisdicional, educação em direitos e promoção da inclusão no interior do Amazonas

imagem 05O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizou, no dia 30 de setembro, em Apuí, no sudeste do Amazonas, mais uma edição da campanha “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo”. A iniciativa, voltada à promoção da inclusão, da acessibilidade e do respeito às diferenças, reuniu cerca de 150 estudantes do 6º ao 9º ano do Centro Educacional Padre Faliero. A atividade ocorreu no contexto da Justiça Itinerante da Vara do Trabalho de Humaitá, que também realizou atendimento à população e audiências no município.

A programação foi organizada em três etapas: compreender, reconhecer e agir, e teve início com a participação da juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira, que apresentou o tema “Deficiência, acessibilidade e capacitismo: conceitos para uma escola inclusiva”. A magistrada abordou a evolução do conceito de deficiência, a diferença entre deficiência e incapacidade, o modelo social da deficiência, terminologias adequadas, diversidade humana, acessibilidade e diferentes tipos de barreiras, com atenção especial às barreiras atitudinais.

Na sequência, o defensor público Helom César da Silva Nunes conduziu a palestra “Capacitismo não é brincadeira: como identificar e combater o assédio e a discriminação na escola”. A apresentação tratou das diferenças entre brincadeira, conflito e violência, além de situações de assédio, bullying, discriminação, apelidos, exclusões e humilhações. O defensor também abordou as consequências emocionais e sociais dessas práticas e a importância da prevenção, da denúncia e do fortalecimento da rede de apoio e proteção.

Encerrando o ciclo de palestras, o técnico judiciário do TRT da 11ª Região Felipe dos Santos Schwarz apresentou o tema “Inclusão começa comigo: atitudes anticapacitistas que transformam a escola”. A fala destacou a importância de atitudes cotidianas de empatia e respeito às diferenças, além de abordar ajuda sem infantilização ou superproteção, comunicação respeitosa, linguagem inclusiva e enfrentamento à exclusão e às práticas discriminatórias.

Dinâmica interativa
imagem 06Um dos momentos de maior interação com os estudantes ocorreu com a utilização do jogo UNO como ferramenta pedagógica para discutir o enfrentamento ao capacitismo. A carta block foi associada às situações em que alguém tem sua participação impedida; a reverse, à necessidade de inverter o olhar sobre a deficiência; e as cartas +2 e +4, ao acúmulo de preconceitos, apelidos, exclusões e outras barreiras. O coringa foi utilizado para destacar o poder de escolha diante de uma situação de discriminação.

Ao final da atividade, os estudantes receberam jogos UNO como lembrança da ação.

Materiais são entregues nas escolas
A atuação em Apuí também incluiu a entrega de materiais educativos a duas escolas públicas do município. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Francisco Vieira da Costa recebeu cartazes de combate ao trabalho infantil, cartazes da campanha “Um dia sem... Um dia com... trabalho infantil” e 200 gibis de cada uma das publicações “A rotina de um aprendiz” e “Lugar de criança é na escola”.

A Escola Municipal em Tempo Integral Alta União também recebeu cartazes de combate ao trabalho infantil, cartazes da campanha e 200 exemplares de cada um dos dois gibis educativos. A distribuição busca ampliar o alcance das ações de conscientização e manter os conteúdos disponíveis para estudantes e educadores após a passagem da Justiça Itinerante pelo município.

Justiça Itinerante
Além da ação educativa, a equipe da Justiça Itinerante realizou atendimento à população e audiências no Fórum Desembargador Ataliba David Antônio, sede da Vara Única e do Cartório Judicial da Comarca de Apuí, com apoio do juiz titular, Gabriel da Silva Petronetto.

A campanha “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo” conta com o apoio do Comitê Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TRT da 11ª Região, do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação do TRT-11, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da UEA, do Programa de Extensão Guardiões da Amazônia, da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJAM e do Ministério Público do Trabalho.

imagem 11

imagem 02

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e fotos: VT de Humaitá, com edições da Coordcom
 
O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizou, no dia 30 de setembro, em Apuí, no sudeste do Amazonas, mais uma edição da campanha “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo”. A iniciativa, voltada à promoção da inclusão, da acessibilidade e do respeito às diferenças, reuniu cerca de 150 estudantes do 6º ao 9º ano do Centro Educacional Padre Faliero. A atividade ocorreu no contexto da Justiça Itinerante da Vara do Trabalho de Humaitá, que também realizou atendimento à população e audiências no município.
 
A programação foi organizada em três etapas: compreender, reconhecer e agir, e teve início com a participação da juíza do Trabalho Sâmara Christina Souza Nogueira, que apresentou o tema “Deficiência, acessibilidade e capacitismo: conceitos para uma escola inclusiva”. A magistrada abordou a evolução do conceito de deficiência, a diferença entre deficiência e incapacidade, o modelo social da deficiência, terminologias adequadas, diversidade humana, acessibilidade e diferentes tipos de barreiras, com atenção especial às barreiras atitudinais.
 
Na sequência, o defensor público Helom César da Silva Nunes conduziu a palestra “Capacitismo não é brincadeira: como identificar e combater o assédio e a discriminação na escola”. A apresentação tratou das diferenças entre brincadeira, conflito e violência, além de situações de assédio, bullying, discriminação, apelidos, exclusões e humilhações. O defensor também abordou as consequências emocionais e sociais dessas práticas e a importância da prevenção, da denúncia e do fortalecimento da rede de apoio e proteção.
 
Encerrando o ciclo de palestras, o técnico judiciário do TRT da 11ª Região Felipe dos Santos Schwarz apresentou o tema “Inclusão começa comigo: atitudes anticapacitistas que transformam a escola”. A fala destacou a importância de atitudes cotidianas de empatia e respeito às diferenças, além de abordar ajuda sem infantilização ou superproteção, comunicação respeitosa, linguagem inclusiva e enfrentamento à exclusão e às práticas discriminatórias.
 
Dinâmica interativa
Um dos momentos de maior interação com os estudantes ocorreu com a utilização do jogo UNO como ferramenta pedagógica para discutir o enfrentamento ao capacitismo. A carta block foi associada às situações em que alguém tem sua participação impedida; a reverse, à necessidade de inverter o olhar sobre a deficiência; e as cartas +2 e +4, ao acúmulo de preconceitos, apelidos, exclusões e outras barreiras. O coringa foi utilizado para destacar o poder de escolha diante de uma situação de discriminação.
 
Ao final da atividade, os estudantes receberam jogos UNO como lembrança da ação.
 
Materiais de combate ao trabalho infantil são entregues em escolas
A atuação em Apuí também incluiu a entrega de materiais educativos a duas escolas públicas do município. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Francisco Vieira da Costa recebeu cartazes de combate ao trabalho infantil, cartazes da campanha “Um dia sem... Um dia com... trabalho infantil” e 200 gibis de cada uma das publicações “A rotina de um aprendiz” e “Lugar de criança é na escola”.
 
A Escola Municipal em Tempo Integral Alta União também recebeu cartazes de combate ao trabalho infantil, cartazes da campanha e 200 exemplares de cada um dos dois gibis educativos. A distribuição busca ampliar o alcance das ações de conscientização e manter os conteúdos disponíveis para estudantes e educadores após a passagem da Justiça Itinerante pelo município.
 
Justiça Itinerante
Além da ação educativa, a equipe da Justiça Itinerante realizou atendimento à população e audiências no Fórum Desembargador Ataliba David Antônio, sede da Vara Única e do Cartório Judicial da Comarca de Apuí, com apoio do juiz titular, Gabriel da Silva Petronetto.
 
A campanha “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio – Enfrentando o Capacitismo” conta com o apoio do Comitê Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TRT da 11ª Região, do Comitê de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação do TRT-11, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da UEA, do Programa de Extensão Guardiões da Amazônia, da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJAM e do Ministério Público do Trabalho.

 

Nova Logo Trabalho Seguro 02 PAGINA INICIAL BARRA PROGRAMAS 2 TRABALHO INFANTIL Nova Logo Trabalho Escravo PAGINA INICIAL BARRA PROGRAMAS 5 PJE PAGINA INICIAL BARRA PROGRAMAS 6 EXECUÇÃO |PAGINA INICIAL BARRA PROGRAMAS 7 CONCILIAÇÃO