Data foi instituída pelo CNJ em 2020

630Nesta segunda-feira, 10 de maio, é comemorado o Dia da Memória do Poder Judiciário. Instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2020, a data passou a integrar o calendário da Justiça brasileira e faz referência à criação, por Dom João VI, da Casa de Suplicação do Brasil, em 10 de maio de 1808.

A instituição da data comemorativa tem por objetivo promover o resgate da história dos vários tribunais do país e incentivar a realização de ações de preservação e difusão da memória das instituições judiciárias brasileiras.

Preservação da memória

O arquivo permanente do Centro de Memória do Tribuna Regional do Trabalho da 11ª Região - Amazonas e Roraima (Cemej11) possui um acervo documental de inquestionável valor histórico e informativo para acadêmicos, pesquisadores e comunidade em geral.

O acervo é destinado à consulta pública e propicia ao pesquisador o contato com informações do passado do Tribunal e dos diversos atores sociais envolvidos no processo trabalhista. Por meio desses documentos, é possível explorar uma ampla gama de temas e problemáticas de pesquisa, sendo um material valioso para estudos em várias áreas do conhecimento, em especial as questões relativas ao mundo do trabalho.

Importantes pesquisas acadêmicas já foram desenvolvidas utilizando o acervo documental permanente do TRT11. Confira, a seguir, o artigo do professor Avelino Pedro Bento da Silva e o vídeo da professora. Isabel Cristina Saboia Varão.

Dissertação de mestrado

Mestre em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Avelino Pedro Bento da Silva utilizou o acervo do Cemej11 para realizar a sua dissertação de mestrado intitulada “Histórias, poderes, disputas e resistências: trabalhadores em uma Junta de Conciliação e Julgamento (Itacoatiara, AM, 1979-1984)”.
O cotidiano e os modos de vida e de trabalho de homens, mulheres e crianças em Itacoatiara, as perspectivas de lutas e resistências e as práticas de organização de trabalhadores e trabalhadoras em disputas por direitos na cidade de Itacoatiara foram objetos de investigação do pesquisador.

O estudo utilizou como fonte os processos trabalhistas da Junta de Conciliação e Julgamento de Itacoatiara (JCJ-ITA), no período de 1979 a 1984. A consulta aos processos permitiu compreender os trabalhadores como sujeitos sociais, em sua luta por direitos na Justiça do Trabalho.

Confira o artigo Cultura, trabalho e política: experiências e disputas na Junta de Conciliação e Julgamento (Itacoatiara, AM, 1977-1989), de autoria do professor Avelino Pedro Bento da Silva, com relato da pesquisa elaborada no arquivo permanente do Cemej11.

Pesquisa acadêmica

Outra pesquisadora que utiliza os acervos do Cemej11 para o desenvolvimento de estudos acadêmicos é a historiadora Isabel Cristina Saboia Varão. No vídeo “Arquivo Permanente do TRT11: possiblidades de pesquisa”, disponibilizado a seguir, a professora relata sua experiência de pesquisa nos arquivos do Cemej11, desde 2017, onde trabalhou com a catalogação dos processos individuais trabalhistas demandados por mulheres, nas décadas de 80 e 90.

Isabel Saboia destaca o potencial informacional das fontes documentais da Justiça do Trabalho, e em especial do TRT11, para a investigação científica, discorrendo, também, sobre a importância do Centro de Memória na preservação da memória institucional e no fomento à pesquisa.

Assista ao vídeo “Arquivo Permanente do TRT11: possibilidades de pesquisa”.

 

 

ASCOM/TRT11
Texto: Cemej11 com edições de Paula Monteiro
Arte: Renard Batista
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.

O juiz titular da 3ª Vara do Trabalho de Boa Vista, Raimundo Paulino Cavalcante Filho, acolheu a indicação de projeto social para recebimento de mais de RS 22 mil

631O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região - Amazonas e Roraima (TRT11) destinou R$22.998,16 a um projeto social de fornecimento de refeições prontas a imigrantes venezuelanos que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
A decisão é do juiz titular da 3ª Vara do Trabalho de Boa Vista, Raimundo Paulino Cavalcante Filho, que deferiu o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) para destinação do valor à Associação Mexendo a Panela, responsável pelo projeto social. O montante estava disponível em ação civil pública iniciada em 2015, cabendo ao MPT indicar a entidade para recebê-lo.
No último dia 29/4, o magistrado acolheu a manifestação do MPT e determinou a transferência do valor existente em conta judicial diretamente para a conta da entidade. Foi deferido o prazo de 10 dias, após a transferência de valores , para a juntada do termo de doação a ser firmado entre o MPT e a instituição.
Além disso, as prestações de contas deverão ser efetuadas em juízo, com apresentação de documentação comprobatória por todos os meios disponíveis (notas fiscais, recibos de recebimento/pagamento, comprovantes de depósitos, fotos da aquisição/destinação dos bens adquiridos ou contratados, dentre outras), no prazo de 20 dias após o fim do projeto, tudo sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal dos representantes legais da proponente.

Projeto social

Mexendo a Panela é um projeto social que nasceu em 2015, idealizado pelo padre Revislande Araújo, da Paróquia Nossa Senhora da Consolata, em Boa Vista (RR).
Em 22 de abril, o MPT indicou o projeto social para recebimento de recurso, considerando “o peculiar e gravíssimo estado de calamidade pública vivenciado pelo Estado do Roraima” tanto pela pandemia da covid-19 quanto pelo fluxo de imigrantes venezuelanos, sem moradia e sem emprego.
Segundo o órgão ministerial, o valor destinado à instituição será utilizado para preparo de marmitas distribuídas às pessoas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade, morando no Posto de Recepção e Apoio (PRA) do Terminal Rodoviário.
O planejamento é fornecer de 1.000 a 1.200 refeições diárias, com distribuição a cargo do Exército Brasileiro, que também cede barracas coletivas e individuais desmontáveis para o acolhimento emergencial.

 

Processo n. 0001572-73.2015.5.11.0053

 

ASCOM/TRT11
Texto: Paula Monteiro
Arte: Renard Batista
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.

nota de pesarO Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) comunica, com profundo pesar, o falecimento do servidor aposentado Ricardo Luiz Alves, 61 anos, ocorrido neste domingo (09/05).

Ricardo Luiz era Técnico Judiciário e prestou serviço público ao Tribunal por 18 anos, quando se aposentou em fevereiro de 2012. Atuou nos setores de serviço processual e precatórios. Sempre exercendo suas funções com zelo e dedicação.

O corpo está sendo velado na funerária Almir Neves da Monsenhor Coutinho.

O TRT11 presta as suas mais sinceras condolências e solidariedade aos familiares e amigos neste momento de grande tristeza.

⭐ 23.02.1960
✝️ 09.05.2021

nota de pesarO Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) cumpre o doloroso dever de informar o falecimento do servidor Milton Ari Mallez, 67 anos, ocorrido na madrugada deste sábado (08/05).

Milton era Analista Judiciário e prestou serviço público à Justiça do Trabalho por mais de 30 anos. Oriundo do TRT da 4ª Região (RS), foi redistribuído e assumiu no TRT11 em maio de 1990. Atualmente estava lotado no Gabinete da Desembargadora Ormy da Conceição Dias Bentes e exercia a função de assessor.

Considerado um profissional exemplar, sempre cumpriu suas funções com zelo e dedicação, sendo muito querido por todos os colegas de trabalho. Era casado com a servidora aposentada Maria de Fatima Siqueira Brilhante.

Diante desta perda irreparável, o TRT11 presta as suas mais sinceras condolências e solidariedade aos familiares e amigos.

⭐ 30.09.1953
✝️ 08.05.2021

Para se inscreverem, os servidores interessados devem procurar as Escolas Judiciais de seus respectivos Tribunais Regionais do Trabalho

629O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), por meio do Centro de Educação Corporativa da Justiça do Trabalho (Ceduc-JT), está promovendo o curso “Produção de Provas Digitais” para servidores do 1ª e 2º graus. Para se inscreverem, os interessados devem procurar as Escolas Judiciais de seus respectivos Tribunais Regionais do Trabalho.

A primeira turma de 2021 concluiu a formação na semana passada. Realizada de 26 a 30 de abril, a turma foi formada por servidores ocupantes do cargo de assistente de juiz indicados pelas Ejuds. De acordo com o Ceduc-JT, já estão confirmadas mais três turmas neste semestre:

Turma 2: de 24 a 28 de maio;
Turma 3: de 7 a 11 de junho; e
Turma 4: de 21 a 25 de junho.
A programação do segundo semestre ainda está sendo definida, mas estão previstas mais seis turmas entre julho e dezembro.

Registros digitais
O curso considera o contexto de Revolução 4.0, caracterizado por uma cultura de interação permanente com recursos tecnológicos, que produz inúmeros registros digitais. Esse novo cenário requer que o Poder Judiciário repense o modelo tradicional de produção de provas, baseado, principalmente, na oitiva de testemunhas, e passe a contar com a apuração de registros digitais para a demonstração de fatos.

Contudo, a busca desses registros requer conhecimento técnico, que será apresentado pelo curso a servidores lotados em gabinetes das Varas do Trabalho. Com isso, espera-se, também, impulsionar a produtividade da Justiça do Trabalho.

Turmas
Com aulas ministradas pelo delegado de Polícia do Estado de São Paulo Guilherme Caselli de Araújo, a turma piloto do curso foi realizada em novembro de 2020. O curso tem uma carga horária de 20 horas-aula (cinco aulas de quatro horas cada) e oferece, por turma, 30 vagas.

Conheça o Centro de Educação Corporativa da Justiça do Trabalho (Ceduc-JT).

 

Fonte: CSJT

 

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