Programação inclui debates, palestras, feira de empregabilidade e experiências de sucesso na aprendizagem profissional

682O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizará, nos dias 23 e 24 de setembro, a Semana da Aprendizagem Profissional. O evento ocorrerá no Fórum Trabalhista de Manaus, das 8h às 12h30, com atividades voltadas ao fortalecimento da aprendizagem profissional, à inclusão e à ampliação de oportunidades para jovens no mercado de trabalho. Realizada anualmente, a iniciativa do Comitê de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT-11, conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (Fepeti) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com o tema “Conectando oportunidades e transformando futuros”, a Semana reunirá representantes de instituições públicas, empresas e entidades envolvidas com a aprendizagem profissional. A programação inclui discussões sobre o ambiente de trabalho, a importância da contratação de aprendizes e a inclusão de públicos prioritários, além de atividades voltadas à troca de experiências.

Programação

A abertura institucional ocorrerá na quarta-feira (23), com a apresentação dos objetivos da Semana e a divulgação do Fórum da Aprendizagem. A solenidade contará com representantes do TRT-11, MPT, MTE, Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC), entre outras instituições.

O primeiro dia terá o painel “O ambiente de trabalho e a aprendizagem”, com Francisco Cavalcante, do MTE, e a palestra “A importância da aprendizagem para as empresas”, que reunirá integrantes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL). A agenda também prevê a apresentação de experiências bem-sucedidas na contratação de aprendizes, com empresas e representantes dos setores industrial, comercial e de serviços.

Inclusão e aprendizagem no interior

Na quinta-feira (24), as atividades terão como foco a inclusão, a socioaprendizagem e a contratação de públicos prioritários. Entre os destaques estão a palestra “Pessoas com deficiência na aprendizagem”, com o procurador do MPT Rafael Feres de Souza Hanna, e painel sobre o mesmo tema, com participação da desembargadora aposentada Joana Meireles e do juiz Luiz Cláudio Chaves, ambos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Na sequência, a juíza do trabalho Yone Silva Gurgel Cardoso, do TRT-11, participará de um quiz com aprendizes, ao lado de Kamyle Rey, do MTE.

O segundo dia também terá a discussão “Aprendizagem no interior do Amazonas: superando barreiras e construindo oportunidades”, com participação de Júlio César da Silva, do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). A programação inclui ainda a apresentação de casos de sucesso de aprendizes indicados pelas entidades formadoras que integram Fepeti.

Feira de empregabilidade

Paralelamente às atividades do primeiro dia, das 8h às 12h, será realizada uma feira de empregabilidade, com empresas e candidatos mobilizados pelas entidades formadoras e pelo Hermanitos – instituto que acolhe pessoas refugiadas e migrantes de diferentes nacionalidades em Manaus e Boa Vista (RR). A iniciativa busca aproximar candidatos e empresas, favorecendo o contato com oportunidades de contratação e fortalecendo a inserção de jovens no mercado de trabalho.

A Semana da Aprendizagem Profissional realizada pelo TRT-11 envolve a articulação entre instituições, empresas e entidades formadoras para a construção de oportunidades de desenvolvimento profissional e inclusão no mundo do trabalho.

Serviço: Semana da Aprendizagem Profissional 2026
Data: 23 e 24 de setembro de 2026
Horário: 8h às 12h30
Local: Fórum Trabalhista de Manaus

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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron
Artes: Carlos Andrade e Thais Mannala

correicao noticiaOs trabalhos da correição ordinária realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) encerram, nesta sexta-feira (18/9). A sessão plenária, que marcará o encerramento dos trabalhos, terá início às 9h30, no plenário do prédio sede do TRT-11, em Manaus.

A sessão contará com a participação do corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta, sua equipe correicional, desembargadores, juízes e servidores do Tribunal. Durante o ato, será feita a leitura da ata de encerramento da correição, com as conclusões e as recomendações para o Regional.

Iniciada na segunda-feira (14), a correição ordinária está sendo conduzida presencialmente pelo ministro-corregedor José Roberto Freire Pimenta, e tem como objetivo avaliar o funcionamento do TRT-11, a partir da análise de dados e informações das áreas judicial e administrativa. A atividade integra a rotina de acompanhamento dos Tribunais Regionais pela Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (CGJT).

Na abertura dos trabalhos, o ministro José Roberto Freire Pimenta destacou as particularidades do Amazonas e de Roraima e a necessidade de atenção às características da região. Segundo ele, a correição não se limita à fiscalização tradicional, mas também busca identificar oportunidades de aprimoramento e contribuir para o fortalecimento do acesso à Justiça, da inclusão e das políticas de proteção contra o assédio e a discriminação. Confira a notícia de abertura: https://portal.trt11.jus.br/index.php/comunicacao/11702-corregedor-geral-do-tst-inicia-correicao-ordinaria-no-trt-11

Como encerramento das atividades, a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho apresenta o diagnóstico da situação do TRT-11, com eventuais recomendações para o aprimoramento da prestação jurisdicional e dos serviços administrativos.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda 
Arte: Carlos Andrade

665Mensagem de trabalho fora do expediente, dificuldade de se desconectar, celular que continua tocando quando a jornada já terminou. Situações presentes na rotina profissional estão no centro de uma campanha sobre saúde mental no trabalho desenvolvida em parceria entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Universidade de Brasília (UnB).

A campanha começou a ser divulgada na última semana e vai circular durante todo o mês de setembro nas redes sociais da Justiça do Trabalho. Os materiais publicados pelo TST também serão compartilhados com os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), dando alcance nacional à iniciativa.

O projeto foi construído ao longo do primeiro semestre de 2026 por estudantes do curso de Comunicação Organizacional da Faculdade de Comunicação da UnB, na disciplina de Assessoria e Consultoria de Comunicação. O TST foi um dos clientes reais atendidos pela turma e apresentou o desafio de desenvolver uma campanha sobre saúde mental no trabalho.

Quando o trabalho invade o descanso

O conceito que orienta a campanha é “Sua saúde é a fronteira que o trabalho não pode atravessar”. A proposta parte de três ideias: invasão, fronteira e limite. “Invasão” representa o trabalho que ultrapassa o expediente e ocupa o espaço de descanso. “Fronteira” é a separação, cada vez mais tênue, entre vida profissional e pessoal. E “limite” está relacionado ao reconhecimento e à prevenção como formas de cuidado.

Mais de 546 mil pessoas afastadas do trabalho

A escolha do tema acompanha o crescimento dos afastamentos relacionados à saúde mental no país. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária decorrente de transtornos mentais e comportamentais, aumento de 15,6% em relação ao ano anterior.

Transtornos ansiosos e episódios depressivos lideraram as causas desses afastamentos. E cerca de 63,4% dos profissionais afastados são mulheres. Os dados são do Ministério da Previdência Social.

A diversidade das relações de trabalho também entrou no planejamento da campanha. Dados da PNAD Contínua usados no projeto apontam cerca de 103 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, sendo 38,1% delas na informalidade, ou seja, sem vínculo formal de trabalho.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e arte: TST

649O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) informam que foi detectado, no dia 19 de agosto de 2026, acesso indevido ao sistema do Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT) (https://diario.jt.jus.br).  

O bloqueio do acesso foi realizado tão logo identificado.

A Polícia Federal e a Agência Nacional de Proteção de Dados foram informadas.

Consulte se seus dados foram acessados. (https://comunicacao.jt.jus.br/)

Ministro Pimenta ressalta peculiaridades do Amazonas e de Roraima e prioridades como acesso à justiça e políticas afirmativas

661O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) José Roberto Freire Pimenta, iniciou a correição ordinária no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), em Manaus, nesta segunda-feira (14), com encerramento previsto para sexta-feira (18). A sessão de abertura contou com a presença de desembargadores, juízes e juízas do trabalho, servidores do tribunal e representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB/AM). Na ocasião, também houve uma homenagem do ministro do TST ao desembargador Lairto José Veloso, falecido em 22 de agosto.

No procedimento da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (CGJT), será verificado o desempenho geral do TRT-11, com base em dados de movimentação processual, tempos de tramitação, observância de prazos e adequação de procedimentos às normas legais. A correição avalia a estrutura da Escola Judicial (Ejud11) e do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT), além de itens como efetividade da execução, conciliação, precedentes qualificados, precatórios e requisições de pequeno valor, inclusão digital, acessibilidade, políticas afirmativas, prevenção ao assédio, combate à discriminação e funcionamento da ouvidoria.

Na abertura, o ministro José Pimenta ressaltou que a correição deve considerar as realidades do Amazonas e de Roraima, territórios de dimensões continentais, marcados por distâncias fluviais, fronteiras, presença de povos indígenas, migração venezuelana e economia ligada à indústria, ao turismo e ao agronegócio, para que o trabalho se adeque à realidade local. “A jurisdição deste tribunal estende-se por um território amplo, marcado por grandes distâncias, diversidade cultural e presença expressiva de imigrantes, povos indígenas e comunidades que vivem longe dos principais centros urbanos.”663

Importância

O ministro lembrou que os estados sob responsabilidade do TRT-11 passaram por mudanças profundas e carecem de grande atenção da Justiça do Trabalho, e que a correição vem justamente para apontar onde é possível melhorar. “É com essa compreensão que iniciamos hoje os trabalhos correcionais, com o propósito de examinar o funcionamento deste tribunal, reconhecer os resultados alcançados, identificar dificuldades, sempre saná-las e indicar providências que contribuam para o aperfeiçoamento da nossa prestação jurisdicional.”

Sobre Roraima, no extremo norte do país e fronteiriço com a Venezuela e a Guiana, o magistrado salientou que o estado possui grande parte do seu território composta por áreas de preservação ambiental e terras indígenas, como a Terra Indígena Yanomami e a Raposa Serra do Sol, e que sua economia, tradicionalmente vinculada ao setor público, vem experimentando forte crescimento no setor privado, com destaque para o comércio e o ecoturismo. Já em relação ao Amazonas, salientou que a economia reúne atividades bastante distintas, que se refletem nas relações de trabalho submetidas à jurisdição do tribunal e exigem respostas condizentes com essa realidade.

662“Nos últimos anos, a realidade de Roraima vem ganhando novos contornos com a intensificação da imigração venezuelana, ocasionada pela forte crise humanitária desse país vizinho. Pacaraima tornou-se a principal porta de entrada terrestre desse fluxo migratório no Brasil, enquanto Boa Vista passou a concentrar parte significativa das correspondentes ações de acolhimento, ações que são da Justiça do Trabalho com seu parceiro institucional, o Ministério Público do Trabalho.”
O ministro defende a ampliação do acesso à Justiça trabalhista no Amazonas e Roraima por meio da Justiça Itinerante, dos Pontos de Inclusão Digital (PIDs) e da manutenção de canais presenciais de atendimento, especialmente para populações sem acesso regular à internet ou com dificuldades com a linguagem digital. “A Justiça Itinerante e os pontos de inclusão digital são instrumentos importantes para reduzir essas barreiras. O mesmo se pode dizer da manutenção de canais presenciais de atendimento. Isso é muito importante destacar em todo o país, mas especialmente aqui na 11ª Região.”

Defesa

Na ocasião, defendeu a Justiça do Trabalho dos ataques que a instituição recebe, afirmando que ela é criticada justamente por aplicar a Lei e proteger os direitos trabalhistas. “Nós somos atacados porque lutamos pelo cumprimento das Leis e da Constituição. Nós não criamos normas; nós aplicamos as normas já existentes da melhor maneira possível.” Na mesma linha, valorizou a atuação do Ministério Público do Trabalho e das entidades sindicais. O ministro também defendeu a aplicação do controle de convencionalidade e das normas internacionais do trabalho. “Existem normas internacionais do trabalho, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos que têm eficácia supralegal.”

Ao tratar da estrutura do TRT-11, o ministro mencionou que o tribunal conta com 32 juízes titulares e reconheceu a falta de magistrados para a quantidade de processos que chegam à Justiça do Trabalho todos os dias. “Há uma carência. Carência que existe no Brasil inteiro, infelizmente. Cada vez maior.”

Fiscalização

Com relação à correição, o ministro Pimenta ressaltou que ela não se limita à fiscalização tradicional: assume papel estratégico voltado ao funcionamento da Justiça do Trabalho, ao acesso à Justiça, à inclusão e à proteção contra assédio e discriminação, e resultará em diagnóstico final com recomendações. Segundo o ministro, a atuação passou a ser mais proativa, como promotora de políticas públicas no âmbito do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), em articulação com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), exigindo acompanhamento contínuo das políticas judiciais. Entre as prioridades, citou a ampliação do acesso à justiça e a execução de políticas afirmativas e de prevenção ao assédio e à discriminação.

“A corregedoria-geral é uma função que não é naturalmente simpática, mas ela é necessária para resguardar a instituição como um todo, para proteger a enorme maioria dos colegas e servidores e servidoras que trabalham bem. Intervenções pontuais, infelizmente, são necessárias justamente para proteger a nossa imagem.”664

Confira o álbum de fotos AQUI.

A sessão de abertura da correição ordinária foi transmitida ao vivo pelo canal do TRT-11 no Youtube. Assista à gravação abaixo:

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Carlos Andrade

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