Valores serão destinados diretamente aos trabalhadores em processos relacionados à saúde e segurança

308O mutirão de conciliações do “Abril Verde” 2026 arrecadou R$ 312 mil em acordos, valor que será destinado diretamente aos trabalhadores. A iniciativa foi conduzida pelos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs-JT) do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), com foco em processos relacionados à saúde e segurança no trabalho.

Do total, R$ 199 mil foram no primeiro grau, na fase inicial do processo, feita nas Varas do Trabalho. Outros R$ 77 mil foram acordados também no primeiro grau, mas na etapa de liquidação e execução, quando se calculam e cobram os valores devidos. Já no segundo grau, que corresponde à fase de recurso analisada pelas Turmas do TRT-11, os acordos somaram R$ 34 mil.

Esse resultado foi alcançado com 98 audiências, distribuídas entre 74 de conhecimento no 1º grau, cinco de liquidação/execução e 19 de conhecimento no 2º grau. Ao todo, foram fechados 28 acordos, distribuídos entre 23 no 1º grau (conhecimento), dois em liquidação/execução e três no 2º grau.

De acordo com a desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, coordenadora do Cejusc-JT de 2º grau do TRT-11, a pauta especial integra as ações do Programa Trabalho Seguro (PTS), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), e prioriza demandas de alta relevância social e de impacto coletivo. “O objetivo é acelerar a solução dos conflitos, favorecendo acordos que não apenas encerrem o processo, mas que também ajudem a evitar novos casos de adoecimento e acidentes de trabalho.”

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Arte: CoordCom

307O Galileu, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) e nacionalizada pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), identificou uma tentativa de manipulação em petição inicial de processo julgado pela 3ª Vara do Trabalho de Parauapebas (PA). O caso é tratado em sentença proferida nessa quarta-feira (12/5) pelo juiz Luiz Carlos de Araújo Santos Junior.

Ao processar o documento, o Galileu detectou trechos ocultos com instruções endereçadas à própria inteligência artificial. O conteúdo orientava o sistema a contestar a petição de forma superficial e a não impugnar os documentos, independentemente do comando que recebesse. A técnica é conhecida como injeção de prompt (do inglês prompt injection). Diante da detecção, o sistema emitiu alerta ao usuário, em destaque, com a identificação técnica da ocorrência. Além disso, impediu que o conteúdo inserido de forma maliciosa fosse processado pela ferramenta.

Relato técnico e decisão judicial

O Galileu se limitou a relatar o fato técnico, sem qualificar a conduta nem propor encaminhamento processual. O magistrado não decidiu apenas com base no alerta: examinou o conteúdo apontado pelo sistema antes de adotar qualquer providência. Só após essa verificação humana, o juiz avaliou a situação, decidiu sobre eventuais consequências e fundamentou sua decisão, em consonância com a exigência de revisão humana no uso de inteligência artificial pelo Judiciário.

Conforme a secretária-geral de tecnologia e inovação do TRT-RS, Natacha Moraes de Oliveira, o caso mostra a importância de, ao utilizar inteligência artificial, o usuário dar preferência para ferramentas institucionais que tomam todos os cuidados, como fez o Galileu. "O controle desse tipo de ataque, como injeção de comandos ou até mesmo de dados, na tentativa de manipular o resultado gerado por ferramentas de IA, não é tão trivial de ser realizado. Exige a aplicação de técnicas especializadas para serem identificadas", destaca Natacha.

Segurança por desenho

O comportamento do Galileu — identificar a anomalia, alertar o usuário e preservar a decisão humana — está em conformidade com as principais diretrizes técnicas internacionais sobre segurança em sistemas de inteligência artificial, que recomendam exatamente essa combinação de medidas diante de tentativas de injeção de prompt (OWASP LLM01; NIST AI 600-1 MS-2.7-007/MS-4.2-001; NCSC/CISA §1; MITRE ATLAS AML.T0051).

O uso do Galileu observa a Resolução nº 615/2025Abre em nova aba do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disciplina o emprego de inteligência artificial pelo Poder Judiciário com base em princípios como supervisão humana efetiva, segurança da informação, transparência e respeito aos direitos fundamentais.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e imagem: TRT-4

Ação faz parte do plano de modernização das unidades do TRT-11, voltado a melhorar o atendimento prestado aos trabalhadores

306Com o objetivo de aprimorar o atendimento da Justiça do Trabalho aos moradores de Manacapuru, município localizado a 98 quilômetros de Manaus, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, visitou, na sexta-feira (15), a Vara do Trabalho local, onde pôde acompanhar de perto as melhorias realizadas para servidores e trabalhadores atendidos.

A ação está alinhada à gestão do biênio 2024-2026, em especial ao Eixo 2 - Revitalização da Infraestrutura Predial, Qualidade de Vida e Sustentabilidade, que tem como foco estratégico promover o trabalho decente e fortalecer a sustentabilidade. Entre as melhorias, a Vara passou por serviços de pintura, substituição do forro de gesso e reforma do telhado.

O presidente do TRT-11 ressaltou a importância de estar presente nas unidades do interior do Amazonas. Para o magistrado, o contato direto com servidores, magistrados e jurisdicionados é essencial para entender suas necessidades e fortalecer o atendimento da Justiça do Trabalho na região.

“Visitar a Vara do Trabalho de Manacapuru é uma atribuição essencial da nossa administração. Se não estivermos presentes junto ao jurisdicionado, aos servidores e ao magistrado que atua distante da capital, não conseguiremos compreender plenamente a realidade, muitas vezes difícil, que eles enfrentam. Esse é um trabalho natural da presidência do Tribunal: ir onde houver questões a serem resolvidas, para fortalecer e melhorar o atendimento da Justiça do Trabalho nessa imensa Amazônia."

Estiveram presentes na visita o juiz titular da Vara de Manacapuru, Jander Roosevelt Romano Tavares; o diretor da unidade, Marcelo Nery; a diretora da Secretaria-Geral da Presidência, Gesla Lima Silva; a servidora Devane Batista Costa, representando a Diretoria Geral; e o diretor da Coordenadoria de Manutenção e Projetos, Jurandir da Conceição Santos Filho, além de outros servidores.

Além das melhorias em Manacapuru, a atual gestão do TRT-11 já promoveu obras em outras Varas do Trabalho do Amazonas. Em Eirunepé, a 1.159 km de Manaus, novas instalações foram inauguradas em 29 de abril. Já em Lábrea, a 705 km da capital, desde março a unidade passou a contar com melhorias de infraestrutura e comunicação. Outras obras seguem em andamento, como em Itacoatiara, a 270 km de Manaus, entre diversas iniciativas voltadas à modernização e revitalização das unidades.

Confira o álbum de fotos AQUI.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Carlos Andrade

Iniciativa voltada à saúde mental de mediadores e conciliadores foi reconhecida pela Comissão Nacional da Conciliação em evento no TST

303Ministro Guilherme Caputo, servidora do TRT-11 Lorena Machado, e ministro Alexandre RamosO projeto “Acolhendo para Acolher”, desenvolvido pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT) da Justiça do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), recebeu reconhecimento nacional durante evento realizado na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. A iniciativa foi premiada pela Comissão Nacional de Promoção à Conciliação (Conaproc), vinculada à Vice-Presidência do TST, em concurso de boas práticas promovido entre Nupemecs-JT e Cejuscs-JT de toda a Justiça do Trabalho.

A diretora da Coordenadoria de apoio ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Disputas (Nupemec-JT) do TRT-11, servidora Lorena Machado, representou o Regional na cerimônia de premiação e recebeu o reconhecimento em nome da equipe. A entrega da premiação integrou a programação do 3º Encontro de servidores dos Nupemecs e dos Cejuscs da Justiça do Trabalho, realizado entre 13 e 14 de maio, no TST.

Presente no evento, o coordenador nacional da Conaproc e vice-presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Guilherme Caputo Bastos, ressaltou que o encontro proporcionou uma maior aproximação com as servidoras e servidores envolvidos no dia a dia da conciliação. Ainda durante o evento, foram entregues os certificados aos conciliadores que participaram do Conexão Cejusc, realizado entre os dias 16 e 20 de março. A iniciativa contabilizou 545 audiências e resultou em 150 acordos que totalizaram mais de R$ 26,8 milhões em conciliações trabalhistas.

Sobre o projeto premiado

Voltado à promoção da saúde mental e do acolhimento institucional, o projeto “Acolhendo para Acolher” foi iniciado em março de 2024, com encontros virtuais conduzidos pela psicóloga do TRT-11, Carolina Pinheiro. Ocorridos mensalmente, os encontros reúnem servidores e estagiários do Cejusc-JT de Manaus, Cejusc-JT de Boa Vista e do Nupemec-JT.

Idealizado pela equipe do Cejusc-JT de 1º Grau de Manaus, por iniciativa dos servidores Gildemar Bittencourt e Creycianne Benjamim, o projeto surgiu da percepção da necessidade de oferecer suporte emocional aos mediadores e conciliadores, profissionais que atuam diariamente em ambientes de alta carga emocional e tensão decorrentes dos conflitos trabalhistas.

De acordo com a proposta, o projeto institui um espaço seguro de diálogo, escuta ativa e reflexão, permitindo que os mediadores desenvolvam suas atividades de forma mais empática, equilibrada e saudável. As reuniões ocorrem preferencialmente às sextas-feiras, via Google Meet, com duração média de uma a duas horas.

Desde a criação, já foram realizados 19 encontros abordando temas como: saúde mental no trabalho, ansiedade, estresse, fadiga da compaixão, comunicação não violenta (CNV), motivação, autocompaixão, relaxamento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Além dos encontros coletivos, o projeto incorporou ferramentas práticas ao cotidiano da equipe, como exercícios de mindfulness, técnicas de respiração diafragmática, escuta ativa e o chamado “baú de estratégias”, voltado ao fortalecimento da resiliência emocional dos mediadores.

Espaço de escuta e fortalecimento emocional

Segundo a psicóloga do TRT-11, Carolina Pinheiro, responsável pela condução dos encontros mensais, o projeto tem origem em uma iniciativa anterior chamada “Mediador em Foco”, criada em 2018 em parceria com o servidor Lucas Vidal, atualmente diretor da 9ª Vara do Trabalho de Manaus. Ela explica que, em 2024, a proposta foi retomada e ampliada a partir de uma demanda apresentada pelos próprios servidores do Cejusc e do Nupemec por um espaço coletivo de escuta e diálogo. “O projeto preservou sua essência de acolhimento emocional, mas foi atualizado para atender necessidades identificadas atualmente no cotidiano das equipes”, destacou.

De acordo com Carolina Pinheiro, a iniciativa busca oferecer suporte emocional aos profissionais que atuam diretamente com conflitos e situações de elevada carga emocional. “Quando os mediadores encontram um espaço seguro para compartilhar experiências, elaborar dificuldades e construir soluções coletivamente, desenvolvem mais empatia, melhor manejo do estresse e maior segurança na condução dos conflitos”, afirmou. A psicóloga ressaltou ainda que os encontros têm contribuído não apenas para o bem-estar das equipes, mas também para uma atuação mais humanizada, equilibrada e eficiente nas mediações e conciliações.

304Lorena Machado, diretora do Coonupemec, apresentou o projeto "Acolhendo para acolher", em evento no TST. Resultados

Os resultados aferidos por meio de pesquisa interna demonstraram impactos positivos na rotina dos participantes. Segundo levantamento realizado com a equipe, 100% dos participantes afirmaram que o projeto criou um espaço seguro de diálogo e contribuiu para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável e empático. Já 85,7% relataram que os encontros auxiliaram no suporte emocional e na prevenção de riscos de estresse e burnout.

Para a servidora Lorena Machado, a iniciativa também fortaleceu os vínculos entre servidores e mediadores dos Cejuscs-JT de Manaus e Boa Vista, ampliando a troca de experiências e criando uma rede institucional de apoio diante da alta demanda de trabalho e do número reduzido de servidores. “Na prática profissional, os participantes destacaram melhorias na condução das mediações e conciliações, especialmente pela aplicação de técnicas de Comunicação Não Violenta (CNV), escuta ativa e autorregulação emocional durante as audiências”, afirmou.

A magistrada coordenadora do Nupemec-JT do TRT-11, desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, reforça que o projeto “Acolhendo para Acolher” está alinhado às diretrizes institucionais de promoção da saúde e bem-estar no serviço público e fortalece a política de humanização adotada pelo TRT-11 no âmbito da conciliação trabalhista. “A qualidade dos acordos está diretamente relacionada ao cuidado com aqueles que promovem o diálogo e a pacificação social”, destacou a desembargadora.

 

305Além do TRT-11, também foram premiadas boas práticas em conciliação do TRT-3 (MG) e do TRT-8 (PA/AM).

 

Confira mais fotos do evento no Flickr do CSJT.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda, com informações do Nupemec
Fotos: CSJT

 

Decisões recentes do TST e protocolos do Judiciário reforçam que a adoção do nome social é medida de dignidade para pessoas trans.

302No mundo do trabalho, o enfrentamento à discriminação passa por medidas concretas de respeito à identidade, entre elas o uso do nome social, cada vez mais reconhecido pela Justiça do Trabalho como um direito diretamente ligado à dignidade da pessoa humana.

Além de orientar a atuação da magistratura por meio de protocolos específicos, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem reafirmado, em decisões recentes, que a relutância ou a demora das empresas para adotar o nome social de empregados ou empregadas trans pode gerar condenação por dano moral, especialmente quando expõe a pessoa a constrangimento no ambiente profissional.

Nome social e direitos no trabalho

O uso do nome social está vinculado a direitos fundamentais assegurados pela Constituição, como a dignidade da pessoa humana, a proteção à honra e à imagem e a vedação de discriminação. No âmbito das relações de trabalho, esses princípios se traduzem no dever do empregador de garantir um ambiente respeitoso, livre de práticas discriminatórias.

Na prática, isso significa que quem trabalha deve ser identificado pelo nome social em todos os espaços de interação cotidiana, como:

  • crachás e identificação funcional;
  • sistemas internos e logins;
  • e-mail corporativo;
  • listas de ramais e equipes;
  • catracas e controles de acesso.

A manutenção do nome civil anterior, o chamado “nome morto”, pode representar não apenas uma falha administrativa, mas uma exposição indevida. Em julgados recentes, o TST tem destacado que, quando essa situação se prolonga, pode configurar violência institucional, por submeter a pessoa a constrangimentos repetitivos no ambiente de trabalho.

“Chame pelo nome”

Para a jornalista Lulna Mendonça, colaboradora no TST, o respeito à identidade vai muito além do ajuste de sistemas. "A mensagem que deixo para as empresas é: chame pelo nome. Pergunte, acolha”, afirma. “Se não está atualizado no papel, ignora o papel. O que importa é o outro, é o ser humano e as conexões que fazemos."

Lulna, que já fez a retificação oficial de nome e gênero em seus documentos, ressalta que um ambiente acolhedor é construído com atitudes simples. "Muitas pessoas, por nunca terem convivido com uma pessoa trans, ficam sem jeito de saber como chegar. É só prestar atenção em como a pessoa se apresenta e se coloca. Se é o nome que te deixa na dúvida, pergunta: 'como você prefere que eu te chame?'. Movimentos básicos transformam a realidade das pessoas.”

Mesmo com a documentação atualizada, ela relata que ainda enfrenta desafios, especialmente em relação aos pronomes. "As pessoas me veem com identidade feminina e ainda assim insistem no pronome masculino. É preciso muito jogo de cintura para lidar com esses erros."

Ela reforça que as empresas podem agir mesmo antes da atualização do sistema. "Se você não conseguiu ainda atualizar o cadastro, o boca a boca funciona”, diz. “Você pode instruir a equipe sobre como aquela pessoa se identifica e como quer se portar no mundo. Se você pode fazer o dia de alguém melhor, vamos fazer esse movimento."

Como proceder para usar o nome social

O procedimento costuma envolver duas etapas principais:

Solicitação interna: a pessoa pode formalizar o pedido à empresa para que o nome social seja adotado nos registros e sistemas de uso cotidiano.
Ajustes documentais (quando necessários): embora algumas empresas condicionem alterações a atualizações em bases externas, como registros civis ou fiscais, a Justiça do Trabalho tem enfatizado que isso não pode justificar a exposição prolongada da pessoa nem a demora na correção de registros internos.

Decisões do TST: quando a demora gera dano moral

Dois casos recentes julgados pelo TST tratam diretamente da questão. Num processo decidido pela ministra Kátia Arruda, da Sexta Turma, um homem trans que trabalhava como teleatendente relatou que, durante o contrato, seu nome de registro continuava sendo exibido em sistemas internos, na catraca e em outras ferramentas de trabalho, mesmo após solicitações de correção.

As instâncias anteriores haviam fixado a indenização em cerca de R$ 4 mil, classificando o dano como leve. No TST, a ministra entendeu que a gravidade da situação havia sido subestimada e elevou o valor para R$ 20 mil. Segundo ela, a demora em corrigir o problema expôs o trabalhador a constrangimento contínuo e violou direitos ligados à identidade e à dignidade. 

A ministra também ressaltou que o desrespeito ao nome social, quando prolongado, não pode ser tratado como mero erro técnico, mas como conduta com impacto relevante sobre a integridade da pessoa.

Já em outra decisão, desta vez envolvendo uma mulher trans, uma indústria de cosméticos, mesmo após solicitação formal em julho de 2020, não havia atualizado o nome social da trabalhadora em seus registros até pelo menos abril de 2021. 

A Sétima Turma manteve a indenização de R$ 20 mil, rejeitando o recurso da empresa. Para o relator, desembargador convocado José Pedro de Camargo, é injustificável qualquer ajuste para menos na condenação, “tendo em conta o longo tempo levado para fazer a correção e, ainda, a simplicidade desse ato”. Ele destacou que a demora na mudança, que só foi feita depois do ajuizamento da ação, aumentou o sofrimento e a angústia da trabalhadora. 

Protocolos orientam atuação com perspectiva antidiscriminatória

Decisões como essas dialogam com diretrizes institucionais adotadas pelo Judiciário. O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orienta magistradas e magistrados a considerar desigualdades estruturais e a evitar decisões baseadas em estereótipos.

No âmbito da Justiça do Trabalho, os Protocolos para Atuação e Julgamento com Perspectiva Antidiscriminatória, Interseccional e Inclusiva recomendam atenção à hipervulnerabilidade de pessoas trans e indicam que práticas institucionais omissivas, como a não adoção do nome social, podem configurar formas de discriminação.

Equidade, permanência e ambiente inclusivo

A promoção de ambientes de trabalho respeitosos também integra a atuação institucional. O Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho, criado pelo CSJT, busca fomentar políticas de inclusão e igualdade de tratamento.

Direito já reconhecido no Judiciário

Desde 2018, é assegurado no âmbito do Poder Judiciário o direito de pessoas trans, travestis e não binárias utilizarem o nome social em sistemas, registros funcionais e documentos, conforme resolução do CNJ. A medida se aplica a magistradas e magistrados, servidoras e servidores, estagiárias e estagiários, terceirizadas e terceirizados e também a pessoas que utilizam a Justiça.

Luta e visibilidade

O mês de maio reúne duas datas importantes para as pessoas trans. Esta sexta-feira (15) é o Dia Nacional do Orgulho Trans e Travesti. A data marca o nascimento da Associação de Travestis e Liberados (Astral), no Rio de Janeiro, em 1993, considerada a base para a criação do movimento de pessoas trans e travestis no Brasil. No domingo (17), comemora-se o Dia Internacional contra a LGBTfobia. Foi nessa data que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de transtornos psíquicos (CID), em 1990. 

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e imagem: Secom/TST

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