Uma servidora do TRT-7 e um servidor do TRT-11 relatam os desafios da profissão, histórias marcantes e o aprendizado de empatia no cumprimento dos mandados

159Em alguns dias, mensageiro de boas notícias, como a garantia de um direito ou a confirmação de uma decisão aguardada. Em outros, portador de recados difíceis que ninguém gostaria de receber. Em todas as situações, uma missão: fazer com que a justiça saia do papel.

Essas são algumas das funções oficial de justiça, servidor público essencial para que direitos sejam efetivados, decisões sejam respeitadas e a lei seja cumprida. Mas, acima de tudo, trata-se de alguém que tem no poder da escuta o seu maior desafio e seu maior crescimento pessoal e profissional.

Neste 25 de março, Dia Nacional do Oficial de Justiça, vamos conhecer um pouco da história de uma oficiala (sim, há um substantivo feminino para o cargo) e de um oficial de justiça que atuam na Justiça do Trabalho.

Sandra Andrade e Ernani Matias vivem realidades diferentes, mas compartilham a mesma rotina profissional. Ela trabalha em Fortaleza (CE), e ele em Manaus (AM). No dia a dia, cumprem mandados judiciais, percorrem longas distâncias, entram em ambientes hostis, enfrentam reações imprevisíveis, lidam de perto com realidades sociais muito diferentes das suas e vivem situações que podem inclusive colocar em risco a própria integridade.

Vocação

Desde a faculdade de Direito, Sandra já sabia que não queria advogar. Tendo como inspiração uma tia que atuava na área, direcionou os estudos para os concursos públicos para oficiala de justiça. Em 2005, tomou posse no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE) e iniciou a carreira na Vara do Trabalho de Limoeiro do Norte, no interior do estado.

Ernani seguiu um caminho diferente. Ele advogou por oito anos em causas trabalhistas, o que despertou seu interesse pelo Direito do Trabalho. Em 2008, tomou posse como oficial de justiça no TRT da 14ª Região (RO-AC). “Era uma função em que sempre desejei atuar, só não imaginava que iria me identificar tanto com a profissão”, afirma. Ele também foi atuar no interior do estado, em Machadinho do Oeste.

No meio do nada e sem GPS

O começo da carreira dos dois foi marcado por grandes desafios, numa época em que o acesso à internet era limitado, não havia GPS e muitas estradas eram precárias ou até intransitáveis. Percorrer o interior de Rondônia e do Ceará era na base do mapa de papel.

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Sandra lembra que as saídas para cumprir mandados eram marcadas por momentos de muito improviso. “Eu saía para as diligências nos municípios e nas fazendas e às vezes passava o dia todo sem dar notícias. Como não havia GPS, encontrar endereços era no boca a boca. Muitas vezes, precisei dormir em hotéis de beira de estrada, e sempre levava uma bolsa com roupa e alimentos. Eu me sentia como se estivesse em uma selva.”

Ernani enfrentou dificuldades semelhantes. “Grande parte das estradas não eram asfaltadas, e, durante as chuvas, era comum ficar parado no meio do nada”, relata. “Quando chovia, tinha que pensar duas vezes se realmente queria sair naquele dia. Mas esse querer nem sempre era o suficiente, pois era preciso cumprir os prazos.”

Insegurança não escolhe lugar nem classe social

Com a chegada da tecnologia, os desafios agora são outros. Para localizar um endereço, basta um clique na tela do celular. Em compensação, agora a questão envolve a segurança e a integridade física e emocional.

Sandra diz que já passou por situações constrangedoras, também, pelo fato de ser mulher. “No interior, cheguei para cumprir um mandado, e o rapaz perguntou se eu me interessava por arma de fogo. Daí levantou a camisa para mostrar que estava armado, numa tentativa clara de me intimidar”.

Mesmo atuando hoje em Fortaleza, o cenário não é menos preocupante. A falta de segurança não escolhe local nem classe social. “Enfrento todos os dias situações de insegurança tanto em bairros de classe média quanto na periferia. Em algumas situações, já deixei de cumprir o mandado porque, além de estar sozinha, tenho de enfrentar alguns homens que se sentem no direito de me intimidar”, afirma. “É um trabalho solitário e vulnerável, e às vezes preciso pedir a ajuda de um colega homem para me acompanhar.“

Ernani, que atualmente mora em Manaus, fala sobre como é conviver com a realidade da cidade mais populosa da Região Norte do país. “Manaus tem muitos problemas sociais, e minha segurança pessoal é minha maior preocupação. É o medo de sofrer um assalto ou de ter o carro ou celular roubados. Você chega a um endereço sem saber se vai encontrar uma pessoa armada ou não.”

Em uma diligência, ele encontrou um aviso inusitado e preocupante, “Me deparei com uma placa com a frase ‘Esqueça o cachorro. Cuidado com o dono’ e o desenho de um revólver.”

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Humanidade

Apesar dos desafios e dos riscos, os dois encontraram no exercício da função uma fonte de realização profissional e pessoal, porque, por trás do cargo, sempre existirá o ser humano.

Sandra recorda um episódio que a marcou profundamente. “Ao chegar para cumprir uma notificação, encontrei os filhos da pessoa a ser notificada chorando de fome. Minha reação foi sair e comprar alguns biscoitos para eles. Talvez aquela tenha sido a única refeição do dia daquela família.”

Por vezes, as dificuldades são as mesmas para as partes envolvidas no processo, e lidar com essas situações é um choque de realidade. “Você vai fazer uma penhora e percebe que a situação daquele empresário é tão difícil quanto a do empregado que está cobrando. É o miserável processando o pobre, e mesmo assim precisamos tentar encontrar uma solução jurídica e social”, reflete.

Quando a empatia ressignifca tudo

Se colocar no lugar do outro, aprender a ouvir mais e ressignificar o poder da palavra. O contato constante com diferentes realidades se revelou um aprendizado diário para quem tem a responsabilidade de levar a Justiça do Trabalho até as pessoas, seja onde for.

Sandra afirma que o maior aprendizado foi desenvolver inteligência emocional. ”É preciso ter um poder de escuta muito grande, pois não se sabe em qual estado emocional vamos encontrar aquela pessoa”, comenta. “Você tenta explicar para a parte tudo o que está acontecendo e que nosso intuito é resolver aquele processo. Aprendi a ser mais paciente e a ouvir mais.”

Para Ernani, a empatia trouxe uma mudança na forma de enxergar a vida. “É preciso ter cuidado na abordagem, porque muitas pessoas estão passando por dificuldades. Saber ouvir e ser ouvido é uma troca humanizada”, observa. “Nos deparamos todo dia com uma realidade diferente da nossa, e isso, além de nos tirar da zona de conforto, nos faz exercitar o respeito ao ser humano.”

Reconhecimento

O Dia Nacional do Oficial de Justiça é uma data para reconhecer a importância dessa carreira para o funcionamento do Judiciário e para a efetividade das decisões judiciais.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça Federais (Unioficiais), Gerardo Alves Lima Filho, a atuação desses profissionais é essencial, especialmente na Justiça do Trabalho. “A efetividade das decisões trabalhistas depende, em grande parte, da atuação técnica, da proatividade e da estratégia dos oficiais de justiça na fase de execução, que envolve créditos de natureza alimentar e a proteção da dignidade do trabalhador”, afirma.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Andrea Magalhães/TST
Fotos: Arquivo pessoal 

A juíza reconheceu violação à dignidade e à liberdade sexual de trabalhadora e confirmou responsabilidade da empresa pelos atos praticados por gerente

Resumo:

• A trabalhadora moveu ação na Justiça do Trabalho pedindo indenização por dano moral, além do pagamento de horas extras e ressarcimento de descontos indevidos.

• Ela afirmou que, no exercício de suas funções, sofreu abuso moral e sexual por parte do gerente, incluindo solicitação de fotos íntimas e comentários sobre seu corpo. Segundo a funcionária, ditas condutas geraram insegurança e constrangimento, caracterizando assédio moral.

• A juíza condenou a empresa a indenizar a trabalhadora por assédio moral e sexual. Também acolheu parcialmente o pedido de horas extras e deferiu o ressarcimento dos descontos.

158A 10ª Vara do Trabalho de Manaus do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) julgou procedente o pedido de indenização por dano moral de trabalhadora de superatacado em Manaus. A empresa foi condenada ao pagamento de R$ 40 mil por assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. A decisão foi proferida pela juíza do Trabalho Gisele Araújo Loureiro de Lima.

Relato dos fatos

A trabalhadora foi contratada como encarregada de setor em janeiro de 2022 e dispensada em outubro de 2023. Na ação, ajuizada no TRT-11, ela buscou indenização por dano moral, afirmando que foi vítima de assédio praticado pelo gerente do estabelecimento. Também pediu o pagamento de horas extras e ressarcimento de descontos indevidos.

Narrou que o superior hierárquico a assediava moral e sexualmente mediante solicitação de fotos íntimas e investidas inadequadas com comentários de cunho sexual a respeito de seu corpo, afirmando, por exemplo, que a empregada possuía “seios grandes”.

Em sua defesa, a empresa negou a ocorrência de assédio. Ainda afirmou que durante o vínculo empregatício, a trabalhadora não apresentou qualquer queixa, embora a empresa disponibilizasse canal de ética, por meio do qual o empregado pode registrar denúncias, inclusive de forma anônima. A empregadora também disse que a trabalhadora exercia cargo de confiança, sem controle de jornada.

A juíza do Trabalho Gisele Araújo Loureiro julgou parcialmente procedente o pedido de horas extras e, procedente o pedido de devolução de descontos indevidos. Ainda, condenou o superatacado a pagar R$ 40 mil de indenização por assédio moral e sexual.

Assédio moral e sexual

Ao analisar a questão de assédio sexual, a magistrada destaca na sentença que a prova é difícil, pois a geralmente ocorre de forma velada e sem testemunhas. Assim, segundo ela, a jurisprudência e a doutrina reconhecem a relevância da palavra da vítima, sobretudo quando confirmada por outros elementos de prova, ainda que indiretos.

Ela também salienta a importância de apreciação da matéria com base no Protocolo com Perspectiva de Gênero. “Em situações que envolvem alegação de assédio sexual contra mulher, é essencial observar as diretrizes do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ, que orienta a análise das provas considerando as dificuldades probatórias e possíveis preconceitos de gênero presentes nos depoimentos e nas circunstâncias do caso”.

Em outro ponto da decisão, a juíza relata que, no depoimento, a testemunha da trabalhadora afirmou ter presenciado o gerente várias vezes fazendo comentários sobre as pernas, decotes e tamanho das partes íntimas da trabalhadora. Inclusive, sem demonstrar pudor para falar sobre o corpo da empregada na frente de outros funcionários.

Na sequência, a juíza Gisele Loureiro conclui que o testemunho apresentado confirmou a ocorrência do assédio sexual. Para ela ficaram comprovados os atos ilícitos, lesivos à honra, liberdade sexual, integridade da empregada, sendo devida a reparação por danos morais em face do assédio sexual no montante deferido.

Sobre o assédio moral, a julgadora afirma que a conduta de natureza sexual praticada pelo gerente já o engloba, pois o assédio sexual, pela sua gravidade, abrange esse tipo de comportamento. Por isso, o tema não foi analisado separadamente no julgado.

Manutenção

Houve recurso contra a sentença. O superatacado buscou a redução do valor fixado a título de danos morais. Segundo a empresa, a empregada foi transferida de local de trabalho para que ela não tivesse mais contato com o autor do assédio.

O recurso foi encaminhado para apreciação da 1ª Turma do TRT-11, sob a relatoria da desembargadora Eulaide Maria Vilela Lins, que manteve o valor definido pelo juízo de primeiro grau. Para a desembargadora relatora, a conduta adotada pela empresa de transferência da trabalhadora foi positiva, pois evitou o contato com o assediador, mas não apaga as condutas praticadas anteriormente por ele, sendo apenas uma obrigação da empresa de garantir um ambiente de trabalho seguro.

Da decisão não cabe mais recurso. Já é definitiva, pois ocorreu o trânsito em julgado.


#ParaTodosVerem: Mulher jovem, com cabelos longos, aparece em fundo neutro e iluminação baixa. Ela segura um celular em uma das mãos e estende a outra mão aberta à frente do corpo, como sinal de “pare”. Suas unhas são longas e pintadas de cor vibrante. A expressão é séria e firme, transmitindo atitude de rejeição ou defesa.

* Esta matéria integra iniciativa da Coordenadoria de Comunicação Social e, durante o mês de março, repercute decisões do TRT-11 envolvendo mulheres em busca de seus direitos na Justiça do Trabalho.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Mônica Armond de Melo
Foto: Banco de Imagens

Conciliações envolvendo trabalhadoras mulheres movimentam quase R$ 2 milhões em uma semana

157A Semana do Mutirão “Elas em Pauta”, realizada de 9 a 13 de março de 2026, mobilizou todas as unidades do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) e resultou na movimentação de R$ 1,9 milhão em acordos homologados. A iniciativa, voltada à solução consensual de processos que envolvem mulheres como partes, tem o objetivo de promover a equidade de gênero e o fortalecer a cultura da conciliação.

No 1º grau, foram realizadas 832 audiências, com 176 acordos homologados, totalizando R$ 1,5 milhão em valores arrecadados. Já no 2º grau, ocorreram 45 audiências, com 12 acordos, que somaram mais de R$ 407 mil.

Além dos valores destinados diretamente às trabalhadoras envolvidas, o mutirão de acordos também gerou impacto positivo na arrecadação previdenciária e fiscal. Um total de R$ 255 mil recolhidos ao INSS e R$ 190 mil a título de Imposto de Renda.

Entre as unidades judiciárias que mais realizaram audiências destacam-se: a 9ª Vara do Trabalho de Manaus, com 58 audiências realizadas; seguida pelo Cejusc-JT de 1º grau em Manaus, e pela 17ª VT de Manaus, ambos com 57 audiências realizadas durante o evento. Já o Cejusc-JT em Boa Vista apresentou o maior número de acordos homologados, com 19 conciliações, além de liderar em valores movimentados em 1º grau, alcançando R$ 131 mil em acordos firmados durante a semana temática.

“Os valores movimentados durante a semana especial Elas em Pauta demonstram a força da conciliação como instrumento de transformação social. Cada acordo homologado representa não apenas a solução de um processo, mas a entrega célere de direitos a 188 mulheres trabalhadoras. O resultado evidencia uma atuação institucional voltada à equidade de gênero, à eficiência na prestação jurisdicional e à efetiva pacificação social”, destacou a desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, coordenadora do Cejusc-JT de 2º grau do TRT-11.

As pautas especiais realizadas pelos Cejuscs-JTs da Justiça do Trabalho da 11ª Região promovem soluções rápidas e humanizadas para conflitos trabalhistas que impactam diretamente a vida de mulheres e homens trabalhadores. A pauta temática do mês de abril envolve processos de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, assédio moral e assédio sexual. Confira: https://portal.trt11.jus.br/index.php/comunicacao/11203-abril-verde-trt-11-abre-inscricoes-para-conciliacao-em-processos-envolvendo-acidentes-de-trabalho-doencas-ocupacionais-e-assedio

#ParaTodosVerem: Imagem com fundo branco. À esquerda, há um ícone em tom rosa: o perfil do rosto de uma mulher dentro de um balão de fala, sobreposto a dois cartões, sugerindo diálogo ou comunicação. À direita, em letras grandes pretas, está o texto “Elas em Pauta”, com a palavra “em” em rosa.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda, com informações do Nupemec
Arte: TST/CSJT, com edições da Coordcom 

 Evento da Ejud11 é gratuito e aberto ao público. As inscrições podem ser feitas antecipadamente ou na hora do evento e darão certificado de 4h aos participantes.

93`Que ninguém seja invisível ao seu lado`, com esta temática a Escola Judicial do TRT da 11ª Região (Ejud11) realizará, em 27 de março, a abertura do Ano Letivo 2026. O evento ocorrerá a partir das 8h30, no Auditório do Fórum Trabalhista de Manaus, com transmissão ao vivo pelo canal da Ejud11 no YouTube. 

O escritor e palestrante Fabrício Carpinejar ministrará a palestra “Inovação pelo Afeto: que ninguém seja invisível ao seu lado”. Reconhecido nacionalmente por sua atuação na literatura e na comunicação, Carpinejar abordará a importância do afeto, da escuta e da valorização das pessoas no ambiente institucional e nas relações de trabalho.

A programação também conta com a apresentação das ações pedagógicas da Escola Judicial do TRT-11 para 2026. O evento é aberto ao público interno e externo, e oferece um certificado de participação com carga horária de 4 horas para os inscritos que registrarem a presença.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do sistema SisEjud. Também será possível realizar a inscrição presencialmente no dia e local do evento, antes do início da programação. Para fazer a inscrição antecipada, o interessado deve acessar a plataforma utilizando seu CPF. Caso ainda não tenha cadastro, clique na opção para criar um novo e preencha os campos obrigatórios: nome, CPF, telefone, e-mail e confirmação do e-mail, raça, gênero, sexo e cargo ou função. Crie uma senha que poderá ser utilizada em todos os eventos da Ejud11.

Após concluir o cadastro, uma mensagem de confirmação será exibida, informando que o procedimento foi realizado com sucesso e que você já pode fazer o login no sistema. Utilize o CPF e a senha criada para acessar o Portal do Aluno, onde será possível visualizar os cursos e eventos disponíveis. Navegue até a seção "Inscrições Abertas" e clique em "Solicitar Participação" para os eventos desejados, verificando se atende ao público-alvo. Finalize o procedimento clicando em "Concluir" e receba a notificação de que sua participação foi confirmada. Para verificar todas as suas inscrições, acesse a seção "Meus Cursos".

Sobre o palestrante

Fabrício Carpinejar é escritor, poeta, cronista, jornalista e palestrante brasileiro, conhecido por sua abordagem lírica e bem-humorada das relações afetivas e cotidianas. Filho dos poetas Maria Carpi e Carlos Nejar, vendeu mais de um milhão de exemplares e conquistou mais de 20 prêmios, incluindo o Jabuti. Autor de mais de 45 livros, Carpinejar compartilha histórias marcantes, reflexões sobre empatia e acolhimento, e provoca o público a olhar para o outro — e para si mesmo — com mais generosidade.

Evento: Abertura do Ano Letivo da Ejud11
Data: 27 de março
Horário: a partir das 8h30
Local: Auditório do Fórum Trabalhista de Manaus
End: Rua Ferreira Pena, nº 546, 9º andar – Centro de Manaus
Inscrições gratuitas: https://ejud.trt11.jus.br/ejud/ ou presencialmente no dia do evento. 

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Nova ferramenta Concilia JT e metas do CNJ estavam na pauta da reunião.

152Na manhã desta sexta (20/3), a administração do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizou reunião institucional com os juízes do trabalho de primeira instância. Realizado no miniauditório do Fórum Trabalhista de Manaus, o encontro foi conduzido pelo presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, e pelo corregedor regional, desembargador Alberto Bezerra de Melo. Também contou com a presença dos juízes auxiliares da presidência e da corregedoria, Carla Nobre e Alexandro Alves, respectivamente.

Durante a reunião de alinhamento, o presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, ressaltou a preparação do Regional para a próxima correição ordinária, realizada pelo corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta. "Entendo a correição como uma visita, uma visita à nossa casa feita por um vizinho que não pertence a ela. Essa casa representa o nosso território e o nosso trabalho. E, como toda visita, nós sempre preparamos o nosso lar para recebê-la, mostrando o que temos de melhor. Considero esse momento positivo, pois é uma oportunidade de nos organizarmos e mostrarmos a seriedade do nosso trabalho", declarou.

Aumento da produtividade

O corregedor do TRT-11, desembargador Alberto Bezerra de Melo, destacou a importância da atuação conjunta entre a Corregedoria e a Presidência do Tribunal, ressaltando que o objetivo principal é fortalecer a produtividade e garantir transparência nos resultados apresentados. “A Corregedoria atua em parceria com a Presidência, buscando verificar condições e estimular melhorias, especialmente no que se refere à produtividade e ao cumprimento de metas. É fundamental que os números reflitam nossa dedicação. A meta maior de todas é a elevação da nossa produtividade”, afirmou o corregedor regional.

Ao apresentar os números do Regional, a auxiliar da Presidência, juíza do Trabalho Carla Nobre, enfatizou a importância de enfrentar diretamente os desafios relacionados às metas de produtividade no judiciário. Para ela, é necessário reconhecer os pontos que precisam de melhoria para fortalecer a Justiça do Trabalho. Também reforçou que o trabalho da Corregedoria e da Presidência tem sido realizado em conjunto, com o objetivo de acompanhar semanalmente os resultados e apoiar os magistrados na busca por maior eficiência. "Trazemos informações importantes, todas voltadas para melhorias na Justiça do Trabalho, especialmente em relação à produtividade, que é o nosso foco principal. Mais do que números, nosso objetivo maior é garantir o atendimento ao jurisdicionado. Nesse sentido, estamos buscando cooperação com outros tribunais para implementar ferramentas de inteligência artificial capazes de auxiliar na liquidação de sentenças". 

Semana da Baixa Processual

Na reunião, a juíza do Trabalho Carla Nobre apresentou uma iniciativa voltada ao fortalecimento da gestão processual e ao cumprimento das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A proposta busca incentivar magistrados e servidores a atuarem de forma estratégica na redução de acervo e na melhoria dos índices de produtividade. "Anuncio, com autorização da presidência, a realização da Semana da Baixa Processual, a ser realizada na segunda semana de abril. O objetivo é reduzir o estoque, regularizar pendências e melhorar os índices", disse.

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 Concilia JT

A secretária-geral judiciária do TRT-11, Gabriela Nery, apresentou o Concilia JT, uma nova ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo TRT-12 que analisa o acervo histórico de processos e indica, por meio de um “termômetro” com escala de 0 a 5, o potencial de acordo em cada caso. Integrado ao sistema PJe por relatórios gerenciais e pela extensão +PJe, o sistema permite a triagem de processos, a organização de pautas e o direcionamento estratégico de audiências de conciliação no 1º grau, oferecendo um indicador objetivo e uniforme para apoiar magistrados e servidores na atividade jurisdicional.

Segundo Gabriela, “é uma ferramenta de inteligência artificial que pode auxiliar magistrados e servidores a identificar processos com maior potencial de acordo”, funcionando como um indicativo baseado em critérios objetivos para qualificar a gestão das pautas. Ela destaca que a utilização do Concilia JT pode representar avanço nos índices de conciliação, ao permitir que as unidades priorizem processos com maior probabilidade de composição e reduzam o tempo de tramitação, considerando que “a conciliação é o caminho mais curto para a solução do processo”.

Participaram presencialmente os juízes titulares das varas do trabalho (VTs) de Manaus, os juízes do Trabalho substitutos e, de forma remota, os juízes das VTs de Boa Vista e do interior do Amazonas. Os diretores de secretaria varas trabalhistas da capital e interior também participaram de parte da reunião.

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Confira a galeria de fotos.


Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira e Martha Arruda
Fotos: Renard Batista

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