A iniciativa reuniu servidores e comunidade para discutir formas de identificação, canais de denúncia e a importância da escuta ativa nas relações institucionais

600“Falar, ser ouvido e ser acreditado não são a mesma coisa.” Com essa frase, a professora doutora Rosane Teresinha Carvalho Porto abriu o workshop “Entre a imagem institucional e o sofrimento humano – assédio moral, assédio sexual e discriminação nos ambientes institucionais”, realizado na última sexta-feira (21) no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM). Promovido pela Ouvidoria Regional do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), o evento reuniu um público variado, com a maioria dos participantes vindo de fora do Tribunal, incluindo representantes de órgãos públicos, magistrados, servidores, estudantes de Direito e outros interessados.

Entre as autoridades presentes estavam parceiros da Ouvidoria do TRT-11: o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRCAM), André de Medeiros Caria; a vice-presidente de Administração do CRCAM, Joseny Gusmão da Silva; e a diretora da Ouvidoria da Mulher do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Ana Paula Machado Andrade de Aguiar.

Na abertura do evento, o presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, fez um alerta sobre o combate ao assédio eleitoral no período que antecede as eleições gerais, em que apontou a missão do Tribunal e do Ministério Público do Trabalho (MPT) de coibir práticas de coerção no ambiente laboral. "O voto tem que ser seguro, como livre da vontade íntima do legislador. Combater o assédio eleitoral, que acontece às vezes na surdina, nos interiores das empresas, das fábricas, das indústrias, onde a parte mais forte, em relação ao capital, tenta exercer sua influência financeira para conduzir o voto do eleitor. Isso não podemos permitir."

Já a ouvidora regional, desembargadora Ormy da Conceição Dias Bentes, ressaltou o papel acolhedor da Ouvidoria, que se propõe a ser mais do que um canal de denúncias, mas um espaço de escuta qualificada e suporte para quem busca ajuda. "As portas da ouvidoria são abertas, não só para reclamações ou denúncias, mas também para o acolhimento", afirmou. Sobre os desafios, a magistrada reconheceu que "a caminhada é longa" e que as medidas protetivas ainda não têm o efeito desejado, mas concluiu com otimismo: "Mas vamos lutar. Essa luta é grande, é gigante, e vamos chegar lá."

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Discriminação

A palestrante Rosane Porto explicou que a discriminação vai além do assédio isolado e é atravessada por marcadores sociais como gênero, raça e classe. "A discriminação é um fator, uma prática que marca o assédio. Seja por gênero, seja por raça e também classe", afirmou, citando Angela Davis. Ela destacou que o mesmo caso pode conter assédio moral, sexual e discriminação, reforçando a importância das lentes para uma leitura interseccional. Ao mudar a pergunta de "o que ia acontecer?" para "o que aconteceu?", a palestrante propôs um deslocamento fundamental: "A pergunta muda e, com ela, muda tudo o que passa a ser relevante e apurado."

Rosane apresentou ainda a dinâmica da "Árvore da problematização", que propõe analisar o assédio em camadas, do solo (cultura institucional) aos frutos (consequências). Os participantes aplicaram a ferramenta em casos concretos e compartilharam suas análises.

Confira o álbum de fotos do evento AQUI.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Michael Dantas

Plataforma LaborNexus está disponível no portal do Tribunal para consulta de magistrados, servidores e demais interessados

599O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), por meio da Unidade de Monitoramento e Fiscalização das Decisões do Sistema Interamericano de Direitos Humanos (UMF/TRT11) passou a disponibilizar em sua página do portal o acesso à LaborNexus, plataforma desenvolvida pelo TRT-4 (RS) que reúne, em português, normas trabalhistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Estão disponíveis na página traduções técnicas de documentos produzidos pelos órgãos de controle da OIT e recursos de pesquisa que facilitam a consulta e a aplicação desses instrumentos nas atividades da Justiça do Trabalho. A ferramenta também permite a navegação integrada entre convenções, comentários e interpretações dos órgãos de controle da OIT.

A OIT é uma agência especializada das Nações Unidas fundada em 1919. Sua missão é promover oportunidades de trabalho decente e produtivo para todos, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade. Saiba mais detalhes sobre a estrutura da Organização aqui.

Esta é uma iniciativa do Regional que busca ampliar o acesso a fontes qualificadas sobre normas internacionais do trabalho e fortalece a difusão da cultura de direitos humanos e da aplicação de normas no âmbito da Justiça do Trabalho.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron, com informações do CIPAC
Arte: Rennard Silva

 Evento da Rede Norte do CNJ será realizado pelo TRT-11 e reunirá representantes do Judiciário para discutir sustentabilidade, mudanças climáticas e boas práticas

597 1Manaus será sede, nos dias 8 e 9 de outubro, do 5º Encontro de Sustentabilidade do Poder Judiciário – Rede Norte/CNJ. O evento será realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), representante da Região Norte junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e reunirá magistrados, servidores e representantes de diferentes órgãos do Poder Judiciário para discutir sustentabilidade, mudanças climáticas e responsabilidade socioambiental.

A programação foi organizada em dois dias e terá como um dos destaques a participação do Prof. Dr. Carlos Nobre, que fará a conferência de abertura no dia 8 de outubro. Reconhecido internacionalmente por seus estudos sobre a Amazônia e as mudanças climáticas, o pesquisador abordará o tema “Amazônia, Mudanças Climáticas e o Papel do Poder Judiciário na Agenda da Sustentabilidade”. Coautor do Quarto Relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), premiado com o Nobel em 2007, o palestrante é um dos climatologistas e meteorologistas mais importantes do mundo. Ele lidera o Projeto Amazônia 4.0, que visa promover uma bioeconomia sustentável, integrando ciência, tecnologia e saberes locais.

O presidente do TRT-11 e representante da Região Norte no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, destaca a importância de Manaus sediar o encontro e de o Poder Judiciário ampliar a atuação na agenda da sustentabilidade. “Sediar este encontro em Manaus tem um significado especial. A Amazônia está no centro dos grandes desafios ambientais do nosso tempo e o Poder Judiciário também tem um papel importante nessa agenda, tanto na adoção de práticas sustentáveis em sua própria atuação quanto na promoção de uma cultura de responsabilidade socioambiental. Será uma oportunidade de compartilhar experiências, conhecer iniciativas que já estão dando resultados e, principalmente, construir soluções que considerem as características e os desafios da nossa região”, afirmou o desembargador.

Programação

No primeiro dia do evento, a programação inicia às 8h30, com credenciamento e apresentação cultural. A abertura oficial está prevista para as 9h, com a participação do presidente do TRT-11, de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da diretora da Escola Judicial do TRT-11 (Ejud11) e do juiz auxiliar do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e coordenador do Comitê Nacional de Responsabilidade Socioambiental da Justiça do Trabalho.

Às 9h, será realizada a mesa de abertura e, na sequência, a conferência do Prof. Dr. Carlos Nobre. Neste dia o evento ocorrerá no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, localizado na Av. Silves, 2222, Bola da Suframa, Manaus/AM.

No dia 9 de outubro, as atividades terão início às 8h, com embarque no Pier do Uiará Resort, na Ponta Negra, para deslocamento fluvial até o Uiará Amazon Resort, um hotel flutuante localizado às margens do Rio Negro, onde ocorrerão todas as atividades do segundo dia do evento. Pela manhã serão apresentados casos e boas práticas de sustentabilidade implementados pelos tribunais da Rede Norte, com experiências desenvolvidas pelo Judiciário.

Após o almoço, será realizada a dinâmica colaborativa Design Thinking - “Rios que Conectam”, conduzido pelo Laboratório de Inovação do TRT-11 (Liods). A atividade terá como foco a conexão entre os rios da Amazônia e a construção colaborativa de soluções sustentáveis para a Justiça do Trabalho. O retorno a Manaus será às 17h, com previsão de chegada às 18h no píer da Ponta Negra.

O evento é direcionado a integrantes do Poder Judiciário, com participação de representantes dos tribunais e instituições que integram a Rede Norte do CNJ. Acesse a página do evento.

Serviço: 5º Encontro de Sustentabilidade do Poder Judiciário – Rede Norte/CNJ
Data: 8 e 9 de outubro de 2026
Local: Manaus (AM), dia 8 no Centro Cultural dos Povos da Amazônia e dia 9 no Uiará Amazon Resort

 

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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Artes: Carlos Andrade

 

Debate apresentou o FUNGET como alternativa para assegurar o pagamento de créditos trabalhistas quando a execução não alcançar bens do devedor

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Os representantes do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), o presidente, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes; o corregedor, desembargador Alberto Bezerra de Melo; a juíza auxiliar da Presidência, Carla Priscilla Silva Nobre; e o coordenador de Desenvolvimento de Pessoas, Lucas Ribeiro Prado, apresentaram, durante a 6ª reunião do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor), uma palestra sobre a regulamentação do Fundo de Garantia da Execução Trabalhista (FUNGET).

Ao abrir a apresentação, o desembargador Jorge Alvaro relembrou que acompanha a discussão sobre o assunto desde o início da carreira na Justiça do Trabalho. Segundo o magistrado, a criação de um fundo para garantir o pagamento de créditos trabalhistas em execuções frustradas é uma pauta antiga da magistratura trabalhista e merece voltar ao centro das discussões.

Já a juíza Carla Priscilla explicou que o FUNGET foi incluído na Constituição pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004, mas nunca saiu do papel. Para ela, o instrumento pode representar uma solução para as execuções que terminam sem que o trabalhador receba os valores reconhecidos judicialmente.

De acordo com a juíza, levantamento realizado pelo TRT-11 aponta que cerca de 30% dos processos ajuizados no Regional são extintos sem qualquer resultado prático na fase de execução. Ela destacou que o fundo foi concebido justamente para reduzir esse tipo de situação.

Na sequência, o coordenador de Desenvolvimento de Pessoas, Lucas Ribeiro Prado, apresentou o funcionamento do FUNGET e explicou que, quando a execução for frustrada após o esgotamento das medidas legais para localizar bens do devedor, o trabalhador receberia o crédito por meio do fundo. Posteriormente, a União assumiria a cobrança da dívida, por meio da sub-rogação do crédito. Conforme Lucas, o FUNGET não representa perdão da dívida ao empregador, mas um mecanismo para garantir maior efetividade à prestação jurisdicional. O devedor continuaria responsável pelo pagamento, apenas passando a dever à União, e não mais ao trabalhador.

Os palestrantes defenderam que a regulamentação do FUNGET pode contribuir para reduzir os impactos das execuções frustradas e dar efetividade a uma garantia prevista na Constituição há mais de duas décadas. Também salientaram que o modelo exigirá definição, por Lei, de aspectos como fontes de financiamento, limites de cobertura, forma de gestão do fundo e regras para a cobrança dos valores pagos pela União.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e foto: Coleprecor, com edições da CoordCom

População poderá receber orientações, esclarecer dúvidas e ingressar com ações trabalhistas sem necessidade de advogado

595O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizará atendimentos em 13 municípios ao longo do mês de setembro, sendo 11 localidades no estado do Amazonas e duas em Roraima. A iniciativa, organizada pela Corregedoria Regional do TRT-11, integra a política de interiorização dos serviços da Justiça do Trabalho, com o objetivo de ampliar o acesso da população aos direitos trabalhistas em regiões distantes das sedes das Varas do Trabalho.

Durante as ações, equipes do TRT-11 estarão disponíveis para orientar e esclarecer dúvidas sobre direitos trabalhistas, verificar a situação de processos em andamento, ingressar com ações na Justiça do Trabalho e realizar atermações, serviço que permite o início de processos trabalhistas sem a necessidade de advogado.

As atividades da Justiça Itinerante incluem atermações e audiências, conforme a programação da unidade responsável. Em algumas localidades, a ação contará com a presença de magistrados, possibilitando atendimento direto à população e reforçando a presença institucional da Justiça do Trabalho nas comunidades atendidas.

 

Confira a programação no Amazonas:
Boa Vista do Ramos
Atendimento: 01/09/2026
Local: Cartório Eleitoral de Boa Vista do Ramos
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Parintins

Codajás
Atendimento: 09 e 10/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Coari

Autazes
Atendimento: 09/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

Urucurituba
Atendimento: 15/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Itacoatiara

Careiro Castanho
Atendimento: 16/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

Santa Isabel do Rio Negro
Atendimento: 14 a 18/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo

Careiro da Várzea
Atendimento: 18 e 19/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

Maués
Atendimento: 21 a 24/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Parintins

Manicoré
Atendimento: 22 e 23/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Humaitá

Apuí
Atendimento: 29 e 30/09/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Humaitá

Novo Airão
Atendimento: 30/09/2026 e 01/10/2026
Local: Fórum de Justiça
Unidade responsável: Vara do Trabalho de Manacapuru

Confira a programação em Roraima:
Amajari
Atendimento: 01/09/2026
Local: Câmara Municipal de Amajari
Unidade responsável: 2ª Vara do Trabalho de Boa Vista

Uiramutã
Atendimento: 31/08/2026 a 04/09/2026
Local: Câmara Municipal de Uiramutã
Unidade responsável: 3ª Vara do Trabalho de Boa Vista

Como ser atendido
Para receber atendimento, o interessado deve comparecer ao local indicado, nas datas programadas, em horário das 7h30 às 14h30, portando os seguintes documentos: Cadastro de Pessoas Física (CPF), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Carteira de Identidade (RG) e o Número de Inscrição do Trabalhador (NIT), que pode ser substituído pelo número do PIS.

Não é necessário estar acompanhado de advogado para ajuizar reclamação trabalhista. Caso já possua advogado, a parte poderá comparecer acompanhada do profissional. Também não é necessário fazer agendamento prévio.

A Justiça Itinerante é uma das principais iniciativas do TRT-11 para garantir que trabalhadores e empregadores tenham acesso aos serviços da Justiça do Trabalho mesmo em regiões de difícil deslocamento, fortalecendo a cidadania e ampliando o alcance da prestação jurisdicional nos estados do Amazonas e de Roraima.

 
Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Thallys Neutron, com informações da Corregedoria
Arte: Thais Mannala

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