Promovida pelo critério de merecimento, a juíza do Trabalho Eliane Cunha Martins Leite Brandão foi empossada pelo presidente do TRT-11

537A Vara do Trabalho do município de Lábrea, no interior do Amazonas, conta agora com uma nova juíza do Trabalho titular. Eliane Cunha Martins Leite Brandão tomou posse no cargo, na manhã desta segunda-feira (21/7), em cerimônia realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), em Manaus.

Eliane Leite é juíza do TRT-11 há 12 anos e meio. Ela assume a titularidade da VT de Lábrea, que também possui jurisdição sobre os municípios de Canutama, Tapauá,Pauini e Boca do Acre. A promoção ocorreu pelo critério de merecimento, conforme a Resolução Administrativa N° 151/2025, de 9 de julho de 2025.

Após o juramento e a assinatura do termo de posse, o presidente do TRT-11, Jorge Alvaro Marques Guedes, parabenizou a juíza empossada: “Gostaria de desejar saúde e sorte na nova missão, com a certeza de que vossa excelência já demonstrou que gosta de desbravar nossa Amazônia. Aceitou todas as missões de itinerância, como juíza substituta, sempre com tranquilidade e humildade. E por isso, me orgulho de ver uma colega juíza exercendo, com prazer, a profissão escolhida. Parabenizo vossa excelência”, declarou.

Além do presidente do TRT-11, estavam presentes na cerimônia os desembargadores: David Alves de Mello Júnior, vice-presidente; Solange Maria Santiago Morais; Maria de Fátima Neves Lopes; e Joicilene Jerônimo Portela. Também o juiz titular da Vara da 17ª Vara do Trabalho de Manaus e presidente da AMATRA XI, Adelson Silva dos Santos; juízes e servidores do TRT-11; os pais, os filhos e o marido da juíza empossada.

O desembargador David Alves também se pronunciou: “Estamos aqui para saudar a Eliane. Eu não poderia falhar em dar um abraço a esta amazonense que chegou por aqui em concurso em que só tinha ela do Amazonas, representando a nossa terra, e hoje está assumindo uma vara tão longínqua e tão difícil, onde as dificuldades de acesso são reais. Talvez por ser amazonense, Eliane não desanime. Ela que é do Norte e que tem sorte. Parabéns e continue nesse caminho, firme e forte”, incentivou o magistrado.

Amor pela itinerância

539Em seu discurso, a nova juíza titular da VT de Lábrea destacou o apoio da família. “Quero agradecer a Deus por ter honrado esses 12 anos e meio de magistratura com a titularidade da Vara do Trabalho de Lábrea, por merecimento. Obrigada aos meus pais, filhos e marido, pelo apoio de sempre, pelas orações, e por se esforçarem para entender os meus momentos de ausência, que não foram poucos. Mas a ausência foi porque eu escolhi me dedicar ao jurisdicionado do interior. Quem me conhece sabe que eu sou uma entusiasta da itinerância”, afirmou. Também agradeceu aos desembargadores, aos colegas juízes e aos servidores que contribuíram para a sua trajetória.

A magistrada reforçou seu compromisso com a população do interior do Amazonas: “Tem sido um período de aprendizado e realização profissional, e também de vitórias. A magistratura me permitiu conhecer de perto a realidade de vários locais do nosso interior. E em cada ponto ficou o meu esforço para, de qualquer forma, edificar a vida das pessoas que cruzam com a minha. E assim eu me lanço nesse novo ciclo, com o sentimento de continuar levando a justiça social e marcando a presença da Justiça do Trabalho. Que assim seja. Obrigada!”

 

Sobre a Juíza

A Juíza do Trabalho Eliane Cunha Martins Leite Brandão é bacharel em Direito, com especialização em Direito Penal e Processual Penal. Ingressou na magistratura trabalhista do TRT da 11ª Região em janeiro de 2013, após ser aprovada em 5º lugar no concurso público homologado em 2012. Antes de integrar a Justiça do Trabalho, atuou na Seção Judiciária da Justiça Federal no Estado do Amazonas (TRF1), entre 2004 e 2013. Teve passagem recente pela Vara do Trabalho de Tefé/AM, onde esteve lotada provisoriamente a partir de novembro de 2023.

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#ParaTodosVerem:

imagem 1:  Sessão solene com dois magistrados à mesa, mulher fala ao microfone.
imagem 2: Grupo formal com magistrados e convidados posa diante de bandeiras.
imagem 3 :Juíza posa sorrindo com mulher convidada em cerimônia.
imagem 4 :Sete pessoas, incluindo magistrados, posam para foto em evento oficial.
imagem 5: Juíza posa com duas mulheres em ambiente institucional.

Confira a galeria de imagens.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Fotos: Carlos Andrade

Para o juízo da 6ª Vara do Trabalho de Manaus, a exposição do trabalhador evidenciou uma “completa falta de empatia, responsabilidade e noção ética”

534 1Um ajudante de motorista receberá R$ 15 mil de indenização por danos morais após ter seu acidente de trabalho exposto no TikTok em tom de deboche. Ele trabalhava havia seis meses em uma empresa de distribuição de mármores e granitos, em Manaus, quando sofreu o acidente, que foi gravado e publicado pelo próprio empregador. O vídeo, que trazia uma trilha sonora humorística, foi considerado uma forma de ridicularizar a situação do trabalhador.

Ao julgar o caso, o juiz do Trabalho Igor José Cansanção Pereira, da 6ª Vara do Trabalho de Manaus, destacou que a atitude do empregador demonstrou "uma completa falta de empatia, responsabilidade e noção ética". Ele destacou que um acidente de trabalho é uma situação crítica, capaz de causar dor, sofrimento e até sequelas permanentes.

“Transformar isso em conteúdo humorístico para redes sociais não apenas expõe a vítima de maneira desrespeitosa, mas também banaliza a gravidade do ocorrido, ignorando os direitos fundamentais do trabalhador à dignidade e à privacidade. É o reflexo de uma sociedade cada vez mais perdida na busca por curtidas e comentários, onde o sofrimento do outro virou entretenimento descartável”, enfatiza o juiz na decisão.

De acordo com o magistrado, ainda que a empresa alegue ter removido rapidamente o vídeo publicado no TikTok, isso não elimina o risco de viralização nem diminui a humilhação sofrida pelo trabalhador. Ele destacou que a conduta teve sérias implicações legais, como a violação do direito à imagem e o agravamento dos danos emocionais. Em vez de oferecer apoio, o empregador demonstrou que “a sensibilidade com o próximo tem sido sufocada pelo imediatismo digital”, afirmou.

Processo trabalhista

Além de pedir indenização por danos morais por conta da exposição em rede social, o ajudante de motorista entrou com uma ação na Justiça do Trabalho solicitando o reconhecimento do vínculo empregatício, pois a carteira de trabalho não havia sido assinada. Também pediu o pagamento de diferenças salariais, horas extras, adicional de insalubridade e indenização por danos estéticos e morais devido ao acidente de trabalho, além de estabilidade decorrente do acidente de trabalho, vale-refeição e vale-transporte.

A empresa reconheceu o vínculo empregatício, mas questionou os pedidos relacionados a salários e benefícios. Negou a realização de horas extras, a exposição do trabalhador a agentes insalubres e a existência de sequelas decorrentes do acidente. Também afirmou que o acidente aconteceu por culpa do próprio funcionário e, por isso, não seria responsável em pagar indenização por danos estéticos ou morais. Além disso, contestou o direito à estabilidade e disse que o vale-transporte era pago em dinheiro, mas não apresentou comprovantes.

Na sentença, o juiz do Trabalho Igor Pereira condenou a empresa ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais pela exposição do acidente no TikTok, e mais R$ 10 mil pelo acidente de trabalho, uma vez que não foi comprovado o fornecimento de equipamentos de proteção ao trabalhador. Também determinou o reconhecimento do vínculo empregatício, a assinatura da carteira de trabalho, o pagamento das verbas rescisórias e o vale-transporte, por falta de comprovação de quitação. Foram negados os pedidos de indenização por dano estético, estabilidade acidentária e vale-refeição. Ainda cabe recurso da decisão.

#ParaTodosVerem: A imagem mostra o logo do TikTok na tela de um smartphone.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Foto: Banco de Imagens

Em projeto inédito de compensação de carbono serão plantadas um total de 500 mudas nativas, sendo 100 mudas na próxima sexta (25/7)

533Como parte das ações do projeto Justiça Verde, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizará, em 25 de julho, na próxima sexta, em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas, o plantio de mudas nativas da Amazônia. A iniciativa integra um projeto piloto de compensação e neutralização das emissões de carbono geradas pela movimentação processual das unidades judiciárias do TRT-11.

Prevista para as 9h,a abertura da ação, acontecerá na Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo, localizada à Rua Manaus, no. 160/184, Centro. Na sequência, o plantio das mudas será realizada nas imediações do conjunto habitacional do programa “Minha Casa, Minha Vida”, localizado na entrada do município.

A iniciativa convida, de forma voluntária e colaborativa, empresas que tiveram seus processos julgados no TRT-11 a custearem o plantio de árvores em áreas públicas, com acompanhamento do crescimento das mudas. Nesta edição, a ação conta com a parceria da Agropecuária Jayoro Ltda., responsável pelo custeio de 250 mudas, e da Prefeitura de Presidente Figueiredo, que doará outras 250 mudas.

O evento contará com a presença do presidente do TRT-11, desembargador Jorge Álvaro Marques Guedes, do prefeito Fernando Vieira, de representantes da empresa Jayoro, além de estudantes do ensino fundamental 1 e membros do Comitê de Sustentabilidade do TRT-11.

Da sentença ao verde: Justiça que compensa

Idealizado pelo juiz do trabalho Sandro Nahmias Melo, o Projeto Justiça Verde tem como objetivo, de forma inédita, quantificar o custo ambiental da tramitação de processos e, de forma colaborativa, compensá-los. O magistrado, coordenador do Comitê de Sustentabilidade do TRT-11, explica que é comum serem considerados os custos estruturais de um processo judicial, enquanto os impactos ao meio ambiente permanecem invisíveis. “O projeto busca corrigir isso. A correção vem mediante convite a empresas com processos na Justiça do Trabalho da 11ª Região, para que, voluntária e colaborativamente, compensem as emissões de carbono geradas com o plantio de árvores nativas na Amazônia, unindo responsabilidade ambiental e compromisso social”, afirma o juiz.

Para ele, além da compensação de carbono, o projeto atua também em dois eixos: o social e o da educação ambiental. “As mudas serão plantadas em área pública, beneficiando moradores de Presidente Figueiredo, e o plantio será realizado por estudantes do ensino fundamental daquela comunidade, promovendo também a educação ambiental entre crianças da região. Assim, temos mais que carbono compensado — temos vidas transformadas”, destaca.

Judiciário sustentável

Ao todo, serão plantadas 500 mudas nativas, sendo cerca de 100 no dia do evento. As demais serão plantadas gradualmente nas semanas seguintes. Segundo estimativas do Laboratório de Inovação, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade (Liods) do TRT-11, o volume total de árvores será suficiente para compensar não apenas as emissões da Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo nos últimos cinco anos, mas também quase 50% das emissões de carbono de todo o TRT da 11ª Região.

O projeto está alinhado às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a sustentabilidade no Judiciário. Além disso, contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especialmente os ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima), 15 (Vida terrestre) e 17 (Parcerias e meios de implementação).

Ação do Projeto Justiça Verde do TRT-11: Plantio de Mudas Nativas em Presidente Figueiredo
Data: 25 de julho de 2025
Local: Abertura na Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo, com plantio no conjunto habitacional do programa “Minha Casa, Minha Vida”, localizado na entrada do município
Hora: 9h

#ParaTodosVerem: Uma pessoa plantando uma muda, simbolizando ações ambientais ou de preservação.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Foto: Banco de Imagens

Com articulação do Coletivo Empregay, a iniciativa impulsionou inclusão produtiva e deu visibilidade à diversidade no Judiciário

529Com foco na valorização da diversidade e na promoção da inclusão produtiva, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) e órgãos parceiros, em articulação com o Coletivo Empregay, realizaram a Feira de Empreendedorismo LGBTQIAPN+, integrada ao 1º Ciclo pelo Orgulho e pela Diversidade no Poder Judiciário do Estado do Amazonas. Realizada no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM) na última sexta (18), a atividade reuniu empreendedores e ofereceu ao público uma ampla variedade de produtos, em uma celebração da criatividade, da autonomia econômica e da representatividade da comunidade na capital amazonense.

A iniciativa mobilizou empreendedores LGBTQIAPN+, mães solos, familiares e defensores dos direitos humanos, promovendo espaços acessíveis e acolhedores para comercialização e troca de experiências. Organizada pelo Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, a feira contou com apoio institucional de órgãos como o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

O juiz do trabalho André Fernando dos Anjos Cruz, integrante do Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, ressaltou o caráter pioneiro da Feira de Empreendedorismo LGBTQIAPN+ e defendeu que ações como essa devem se tornar permanentes no calendário institucional. Ao destacar o compromisso da Justiça do Trabalho com a inclusão e a empregabilidade, o magistrado reforçou que a iniciativa marca o início de uma agenda contínua voltada à valorização da diversidade.

“O evento foi um verdadeiro sucesso. Trata-se de uma iniciativa relevante do Poder Judiciário do Amazonas, com destaque para o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, que abriu suas portas de forma pioneira. Nossa intenção é que este seja apenas o primeiro de muitos eventos para a comunidade. A Justiça do Trabalho, como justiça social, deve caminhar lado a lado com a inclusão, promovendo eventos que conscientizem a sociedade sobre os direitos da população LGBTQIAPN+ e reforcem a importância da empregabilidade e do empreendedorismo. Essas pessoas também produzem, movimentam a economia e contribuem para o desenvolvimento do nosso país”, enfatiza o magistrado.

Coletivo Empregay

530Produtos e serviços foram oferecidos pelos empreendedores no Fórum Trabalhista de ManausThalyne Adrielle, fundadora e gestora do Coletivo Empregay, transformou a experiência pessoal em uma ação coletiva voltada à inclusão produtiva da população LGBTQIAPN+ em Manaus. Diante dos desafios enfrentados como empreendedora, estruturou o coletivo como resposta à ausência de ambientes acolhedores e respeitosos à identidade da comunidade. Em 2025, o Empregay alcançou a marca de dez feiras realizadas, articulando parcerias e oportunidades que resultaram em aproximadamente R$ 30 mil em vendas diretas realizadas pelos empreendedores participantes.

Durante a Feira de Empreendedorismo LGBTQIAPN+, Thalyne celebrou o reconhecimento público ao trabalho do coletivo e o avanço na valorização de iniciativas lideradas por pessoas LGBTQIAPN+. “É um marco na trajetória da Empregay. Começamos a perceber que nossos trabalhos estão sendo vistos, valorizados, e que a cidade de Manaus está entendendo a importância de falar sobre empreendedorismo”, destaca.

A empreendedora Yamilla Manicongo, mulher trans, negra e indígena, encontrou no artesanato uma forma de expressão e autonomia econômica. Dona do @manii.biojoias, a trajetória dela começou em 2024, quando participou de uma oficina promovida pela Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (ASSOTRAM). Foi nesse espaço de formação e acolhimento que ela teve o primeiro contato com a produção de biojoias e percebeu o potencial de transformar a prática em um negócio. “Desde então, já se passaram dois anos dedicados ao empreendedorismo e à criação de biojoias. Graças à Empregay, tive a oportunidade de conquistar um espaço para empreender e comercializar minhas peças, que hoje representam minha principal fonte de renda”, relembra.

531Yamilla Manicongo, mulher trans, negra e indígena, apresenta suas biojoiasOutra empreendedora que esteve no TRT-11 foi Patrícia Duarte Viana, do Ateliê Duarte, um espaço de costura criativa que funciona na sua residência. Com atenção aos detalhes e técnica artesanal, ela confecciona bolsas, acessórios e itens para cabelo, que comercializa em feiras e também pela internet, por meio do perfil no Instagram @atelie_duartte. “Para mulheres que são mães, ações como essa representam uma oportunidade essencial, já que muitas não têm como trabalhar fora de casa. Com iniciativas como essa, é possível conciliar o trabalho com a maternidade”, explica.

O Coletivo Maií — Cerâmica MAII, formado por artistas ceramistas e arte educadores, também esteve presente na feira e apresentou peças autorais produzidas com técnicas artesanais e saberes ancestrais, reforçando a valorização da cerâmica como expressão artística e cultural na Amazônia. “A feira foi uma oportunidade significativa para o nosso coletivo. Surgimos a partir de estudantes da Ufam que perceberam o potencial da cerâmica na região e começamos a ocupar espaços de forma independente. Participar deste evento, por meio do convite da Empregay, fortalece nossa atuação e amplia o reconhecimento do nosso trabalho”, disse o ceramista Erúna Medeiros.

A artista visual Maria Júlia, criadora da marca @galeria.da.maju, participou pela primeira vez de uma ação institucional voltada à comercialização da arte. Ela destacou a importância de iniciativas que promovem visibilidade e incentivo à produção artística da comunidade LGBTQIA+, especialmente para quem está iniciando a trajetória empreendedora. “Acredito que é muito importante esse incentivo, para movimentar a comunidade e apoiar o trabalho de pessoas LGBT. Estou começando a empreender, vendo se consigo crescer como artista vendendo minha arte, e considero que a partir daqui vou participar de outras oportunidades de feiras”, afirma.

Importância

O presidente da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Caixa de Assistência dos Advogados do Amazonas (CAA/AM), advogado Marcel Moura, destacou a importância da presença do Coletivo Empregay como ação concreta de inclusão produtiva. Ele ressaltou que a iniciativa contribui diretamente para ampliar oportunidades de geração de renda para empreendedores LGBTQIA+, historicamente afetados pela vulnerabilidade no acesso ao mercado de trabalho. “É um movimento que ajuda pequenos empreendedores trazendo o seu artesanato, a sua arte ou os seus produtos aqui para expor e vender. É um movimento bastante importante, já que a comunidade LGBT é prejudicada, é vulnerável quanto à sua empregabilidade, e assim trazemos e ajudamos eles a terem uma fonte de renda.” 

A psicóloga Clara Nogueira, da Divisão de Qualidade de Vida no Trabalho da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA), esteve presente na Feira de Empreendedorismo LGBTQIAPN+. Além de prestigiar os empreendedores e adquirir produtos na feira, Clara reforçou o papel das instituições públicas na promoção da diversidade e no enfrentamento da discriminação no ambiente profissional. “Eventos como este são fundamentais para sensibilizar e ampliar o debate sobre inclusão. A população LGBTQIA+ ainda enfrenta marginalização e silenciamento nos espaços de trabalho. Precisamos de iniciativas que promovam acolhimento e enfrentem as violências sociais e isso se faz por meio da educação, seja na escola, na saúde ou em qualquer esfera da vida”, detalha. 532Diversos produtos foram oferecidos no Fórum Trabalhista

Os servidores do TJAM Rodrigo Melo e Rafaela Corrêa, integrantes da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação, destacaram a importância da articulação interinstitucional para a realização do evento e o impacto da iniciativa na construção de uma cultura de respeito e diversidade no Judiciário.

Rodrigo, que também integra a comunidade LGBTQIAPN+, ressaltou o caráter histórico da ação. “Estar na realização de um evento como este é extremamente significativo. Trata-se de um marco na história do Judiciário no Amazonas, pois conseguimos reunir todos os tribunais e o Ministério Público em torno do debate institucional sobre diversidade. A participação conjunta reforça a criação de uma cultura de respeito e valorização da diversidade e aponta para a construção de um Judiciário mais plural e acolhedor”, disse.

Rafaela, secretária da comissão, reforçou que a união entre os órgãos foi essencial para ampliar o alcance da programação e garantir a presença da sociedade civil: “A parceria entre os tribunais foi fundamental para que o evento acontecesse. Com essa união, conseguimos mobilizar palestrantes, promotores e participantes da sociedade civil, o que seria inviável apenas com a estrutura de um único órgão. Essa articulação fortalece as bandeiras que muitas vezes ficam invisibilizadas e mostra que, juntos, podemos dar voz a pautas urgentes e necessárias”, concluiu.

Confira as fotos da Feira de Empreendedorismo LGBTQIAPN+ AQUI.

 

#ParaTodosVerem: 

imagem 1 : Visitantes de uma feira de artesanato, comprando brinquedos e artigos diversos.

Imagem 2 : Uma mulher recebendo serviços de beleza em uma feira ou evento.

imagem 3 :Uma mulher mostrando suas peças de bijuteria em uma banca de vendas.

imagem 4 :Duas mulheres organizando tecidos e outros materiais em uma feira de produtos artesanais.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Renard Batista

O evento ocorreu em 16 e 17 de julho no Fórum Trabalhista de Manaus

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Com o objetivo de fortalecer competências técnicas, socioemocionais e éticas, fundamentais para a atuação profissional no serviço público e na sociedade, a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), com apoio da Coordenadoria de Gestão do Desenvolvimento de Pessoas (Codep), realizou no Fórum Trabalhista de Manaus, em 16 e 17 de julho, a III Jornada dos Estagiários. Voltada para os 124 estagiários contratados pelo TRT-11, a ação contou com 90 participantes, sendo 75 presencialmente e 15 de modo virtual (estagiários de Boa Vista e de varas do interior do Amazonas). A jornada deste ano teve como tema “Conexões que Transformam: Desafios e Competências para o Futuro no Serviço Público”.

De modo a promover conexões significativas com o conhecimento, outros profissionais e consigo mesmo, para impulsionar a transformação pessoal e profissional, a programação incluiu palestras, troca de experiências e dinâmicas. Dividido em dois dias, o evento proporcionou aos estagiários do Regional enriquecimento curricular aliado à prática profissional.

Abertura

Na quarta-feira (16/7), o evento foi aberto pelo vice-diretor e coordenador pedagógico da Ejud11, juiz Igo Zany Nunes Corrêa. Ele representou a diretora da Escola Judicial, desembargadora Ruth Barbosa Sampaio. Após saudar os estagiários, o magistrado falou sobre o significado da institucionalização da jornada. “É uma satisfação tornar esse evento institucional, essa é a III Jornada dos Estagiários. Foi uma missão que a nossa desembargadora diretora comprou desde o primeiro ano da nossa gestão anterior: que é investir naqueles que passam por este Tribunal; vivem uma experiência acadêmica; pedagógica e prática, e que nós queremos que saiam daqui com uma ótima visão do nosso Tribunal”.

Representando a Presidência do TRT-11, a juíza auxiliar Carla Nobre, destacou a alegria da Presidência do Regional com o evento e a relevância da iniciativa da Ejud. “A Presidência vê com muita satisfação esse evento e encampa junto com a Ejud. A gente observa que a Escola se preocupa com a Jornada dos Estagiários, com essa vivência, aproximação e também com a parte prática”. Por fim, manifestou desejos de êxito e sucesso. “Desejo uma jornada exitosa, de muita aprendizagem e que os senhores tenham muito sucesso na vida profissional, seja o caminho que escolherem”, concluiu.

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Palestras

Foram realizadas três palestras. A primeira de tema ”Perspectivas e Cenários do Direito Digital”, com Guilherme Tomizawa, professor do Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas - Ciesa. O destaque foi o alerta do palestrante para o cuidado com o uso da inteligência artificial. “Existe uma coisa em IA que se chama alucinação, que é quando a máquina inventa uma resposta. Então, tomem cuidado na utilização da tecnologia. Já existem processos administrativos, judiciais sendo protocolizados contra membros do poder judiciário que estão utilizando de forma errônea, sem o devido cuidado. O uso descontrolado, desvairado da tecnologia e desproporcional pode ocasionar problemas para vocês”.

O superintendente substituto da Controladoria Geral da União no Amazonas, Moisés Ben Sousa Seiffert Simões conversou sobre “Ética, Integridade e Transparência no Serviço Público”. Sobre integridade, ele disse ser um tema de grande valia. “Integridade é um tema caro pra nossa sociedade. Discutir integridade no âmbito das instituições é importante para que a gente crie essa cultura de integridade”.

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Proferida por Matheus de Jesus Carvalho Moura, diretor da Assessoria de Integridade e Gestão de Riscos do Tribunal, a outra palestra teve como tema “A Transparência no âmbito do TRT da 11ª Região”. “Transparência é uma das formas de se exercer, a integridade dentro de um tribunal dentro de um órgão, público”. Ao final, deixou uma mensagem aos estagiários. “Transparência não é só obrigação legal. É respeito, confiança e compromisso com a sociedade. Sejam curiosos, questionem, participem. O TRT-11 é de todos nós”.

Por fim, ocorreu a oficina interativa sobre “Comunicação Eficaz no Ambiente de Trabalho”, com Andreia Cristina de Almeida Nunes, diretora da Coordenadoria de Comunicação Social. De forma descontraída, ela conversou com os estagiários sobre o que é comunicação eficaz. “Comunicar bem é ser claro; ouvir com atenção; adaptar a mensagem ao outro e cuidar da sua imagem, inclusive nas redes sociais. Invistam na comunicação de vocês porque ela abre portas e constrói pontes”. A servidora ainda acrescentou que não se trata de um dom, mas de uma habilidade. “É uma habilidade comportamental que a gente vai adquirindo na prática mesmo. Ela requer consciência, escuta ativa, empatia, clareza e objetividade”, afirmou.

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Prosseguimento

544Na quinta-feira (17/7), o evento contou com a presença do presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes. No pronunciamento aos estagiários, o desembargador incentivou os participantes e destacou o valor de participar da jornada. “Aproveitem cada momento desta jornada. O que vocês vivenciam hoje ajudará a moldar a trajetória profissional de amanhã”. Ele também relembrou a experiência como estagiário e a compra do primeiro carro com a remuneração do estágio.

Dinâmica integrativa

Dando continuidade à programação, foi realizada dinâmica integrativa com o título “Soft Skills e Inteligência Emocional no Trabalho”. Os participantes escolheram a sala de acordo com a sua área de estágio. Na ocasião, os estagiários tiveram a oportunidade de imersão em áreas específicas do conhecimento, de acordo com temas específicos.

• Direito – “Desafios e Tendências no Direito Trabalhista”, conduzida por Danilo Andrade de Sá e Lucas de Menezes Vidal, assessor-chefe do gabinete da desembargadora Ruth Barbosa Sampaio e diretor da 9ª Vara do Trabalho de Manaus, respectivamente. Foram analisados os impactos da Reforma Trabalhista (Lei nº 13.467/2017), abordando a supressão de direitos, a flexibilização da jornada de trabalho, entre outros temas relativos ao Direito do Trabalho. Além disso, discutiu-se a respeito de fenômenos contemporâneos como a “uberização” e a “pejotização”, temas de relevância para compreensão da realidade do trabalho atual.

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• Tecnologia da Informação – “Transformação Digital no Judiciário”. O tema foi tratado por Ludymila Lobo de Aguiar Gomes, servidora da Seção de Implantação e Manutenção de Sistemas do TRT-11. Ela abordou assuntos como o uso da inteligência artificial no Poder Judiciário, dentre outras inovações que contribuem com a transformação digital. Também falou sobre iniciativas nacionais da Justiça do Trabalho, como PDPJ, DataJud, Portal jus.br. Além disso, demonstrou como criar um aplicativo usando IA Generativa (Gemini) e como criar um agente no ChatJT.

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 • Demais áreas – “Saúde Mental no Trabalho e Gestão de Pessoas”, coordenada por Carolina Jean Pinheiro, psicóloga e Lucas Prado, diretor da Codep. Como parte integrante da formação profissional dos estagiários, tratou-se da saúde emocional e dos cuidados com o bem-estar, uma vez que cuidar das emoções, respeitar limites e buscar equilíbrio entre rotina, estudos e expectativa é parte essencial do crescimento profissional.

Ainda no segundo dia do evento, aconteceu a palestra “Mentalidade Antifrágil: Como Prosperar no Caos e na Incerteza”, com o chefe da Seção de Gestão Socioambiental e Acessibilidade (Segambi), Vicente Fernandes Tino. Segundo o palestrante, a idéia do antifrágil é preparar as organizações para poder reagir melhor e aprender em situações de caos, em casos de crise. Ele também realçou a importância da temática “É muito importante, para quem está começando a carreira, aprender a se posicionar perante os desafios com mais disposição, para entender, assumir, crescer e ficar mais fortes com as dificuldades”.

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Depoimentos

A estagiária Luana Quéren Nogueira da Silveira salientou a dimensão de estagiar no Regional e o sentimento em participar pela primeira vez da jornada. “Estagiar neste Tribunal tem sido uma experiência transformadora; participar pela primeira vez da jornada foi um momento de troca de experiências, aprendizado e inspiração. Os temas abordados como ética no serviço público, comunicação e inteligência emocional me fizeram refletir sobre o futuro e desafios da vida profissional”, concluiu. Ela é estagiária do curso de Turismo e presta estágio na Coordenadoria de Cerimonial.

Para Lucas Martins Oliveira, que iniciou o estágio no TRT-11 em junho/2024 na a 10 ª Vara do Trabalho de Manaus e, desde janeiro/25, estagia no gabinete da desembargadora Joicilene Jerônimo Portela, foi marcante em sua carreira de estagiário ter participado de duas jornadas. “Tanto os temas abordados em 2024 quanto em 2025 demonstram pertinência para a formação dos estagiários. As palestras não apenas forneceram conhecimento técnico, mas também estimularam o desenvolvimento de senso crítico, indispensável aos futuros juízes, advogados e servidores”.

Ainda, segundo ele, a III Jornada favoreceu o seu crescimento profissional. “A III edição da Jornada dos Estagiários proporcionou significativo aperfeiçoamento em minha trajetória profissional, pois os temas abordados foram de grande valor”. Por fim, ele destacou a relevância da iniciativa. “A iniciativa da Ejud11 é fundamental para preparar a nova geração de profissionais para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente, alinhando conhecimento técnico à prática e aos desafios do Direito”.

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Confira mais fotos da III Jornada dos Estagiários

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Mônica Armond de Melo
Fotos: Renard Batista e Carlos Andrade

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