Especialistas compartilharam perspectivas relevantes sobre os desafios enfrentados por pessoas com TDAH em iniciativa realizada no Fórum Trabalhista de Manaus

581“Quem convive com o TDAH aprende a traçar suas próprias rotas, respeitar seus ritmos e transformar dificuldades em criatividade e reinvenção. Iluminar esse conhecimento não é expor uma falha, mas redescobrir uma forma rara de estar no mundo”, exemplificou o psiquiatra do Heider Cesar, especialista em transtornos mentais, durante o seminário “TDAH, do reconhecimento aos cuidados”, realizado no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM) na sexta-feira (1°), como parte da Semana Nacional de Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Durante o seminário realizado no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) e organizado pela Coordenadoria de Saúde (Codsau), especialistas e educadores trouxeram à tona reflexões essenciais sobre os desafios enfrentados por pessoas com TDAH, com destaque para relatos pessoais, experiências escolares, embates legislativos e a importância das políticas públicas. Com estimativas que apontam entre 5% e 8% da população mundial afetada pelo transtorno, o encontro reforçou como o acolhimento e a difusão do conhecimento são ferramentas fundamentais para transformar realidades.

Para compreender melhor o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, profissionais da saúde indicam que ele se manifesta por meio de dificuldades de concentração, agitação e impulsividade. O transtorno é classificado em três tipos principais: desatento, hiperativo/impulsivo e combinado. O diagnóstico é clínico e costuma ser realizado na infância por especialistas, com base em critérios comportamentais. O tratamento geralmente envolve o uso de medicamentos, acompanhamento psicoterapêutico e suporte educacional, sempre adaptado às necessidades específicas de cada indivíduo.

A pedagoga Raquel Cleto e a psicóloga Lidinalva Balbi integram o Centro Municipal de Atendimento Socioeducativo e Psicossocial (CEMASP), vinculado à Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed), onde desenvolvem o projeto Espaço de Superação, voltado ao atendimento de estudantes com diagnóstico de TDAH. Atuando diretamente com crianças que apresentam o transtorno, em parceria com associações locais, ambas participaram de um evento promovido pelo TRT–11, dedicado à temática.

Para Raquel, iniciativas como essa são fundamentais para aperfeiçoar o trabalho realizado com crianças diagnosticadas com TDAH. “O aprendizado precisa ser contínuo. É impossível oferecer um serviço de excelência sem constante atualização”, ressalta. Lidinalva Balbi destaca a importância de ampliar o debate sobre o transtorno, reforçando que o TDAH ainda recebe pouca atenção nas políticas públicas e nos espaços educacionais. “O autismo é amplamente discutido e atendido por diversos serviços. O TDAH, por outro lado, segue marginalizado. Falar sobre o tema é reconhecer que esse público existe, precisa ser acolhido e ter seus direitos garantidos”, pontua.

Diagnósticos e tratamentos584Psiquiatra doutor Heider Cesar palestrou sobre o tema “Aspectos Diagnósticos do TDAH, Epidemiologia e Tratamentos”

O psiquiatra Heider Cesar, da Codsau do TRT-11, explicou como são feitos os diagnósticos e quais os tratamentos mais comuns para pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. Segundo ele, dados globais indicam que de cinco a oito pessoas, a cada 100, recebem esse diagnóstico. Além disso, os meninos são diagnosticados com mais frequência do que as meninas, “mas há evidências de subdiagnóstico entre o público feminino, geralmente por fatores socioculturais e pela manifestação mais sutil dos sintomas, que muitas vezes passam despercebidos ou são confundidos com traços de personalidade”. 

Heider ressalta que o TDAH é um transtorno multifatorial, com predisposição genética e influências ambientais e epigenéticas, como dificuldades escolares, baixa autoestima e problemas de socialização. Os fatores epigenéticos são influências externas, como estresse, alimentação, sono irregular ou ambiente familiar instável, que podem interferir no funcionamento do cérebro ao longo do tempo. “É comum que a criança com TDAH esteja constantemente distraída, mesmo durante atividades prazerosas, o que pode gerar um ciclo de frustração e rejeição social”, explica o especialista. Ele acrescenta que essas crianças costumam perder o foco com facilidade, iniciam uma tarefa e logo se desviam diante de qualquer estímulo, o que pode provocar desorganização na rotina escolar e conflitos no ambiente doméstico.

De acordo com o psiquiatra Heider, o tratamento do TDAH exige uma abordagem integrada e personalizada. Ele recomenda atenção especial a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, evitando o consumo excessivo de estimulantes como cafeína e refrigerantes do tipo cola, especialmente entre pessoas mais impulsivas, além de cuidados com a qualidade do sono, prática regular de atividades físicas e técnicas de atenção plena (mindfulness), que auxiliam na autorregulação emocional. Embora o uso de medicação não seja obrigatório, o especialista ressalta que pode ser altamente eficaz quando bem indicada, especialmente em casos que envolvem comorbidades como ansiedade, depressão ou dificuldades de aprendizagem. Segundo ele, a prescrição é feita conforme a demanda individual e pode ser ajustada de acordo com o contexto.

Transtorno, funcionamento e impactos

583Psicólogo Arthur César, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), conduziu a palestra “TDAH: Abordagem Psicológica do Transtorno, Funcionamento e Impactos”O psicólogo Arthur César explica que o TDAH afeta o comportamento, o pensamento e a rotina das pessoas, sendo fruto de alterações anatômicas e funcionais no cérebro, além de fatores genéticos e ambientais. “Trata-se de um cérebro diferente, com modos próprios de processar e reagir às situações”, afirma. Mesmo sabendo o que precisa ser feito, o indivíduo nem sempre consegue agir, o que gera frustração e sensação de impotência. Ele aponta que o TDAH compromete áreas como atenção, impulsividade, organização, percepção do tempo e regulação emocional, especialmente diante das exigências modernas, que cobram foco, planejamento e paciência.

Arthur destaca que essas dificuldades podem causar prejuízos escolares, emocionais e profissionais ao longo da vida, contribuindo para baixa autoestima e aumento do risco de comorbidades como ansiedade e depressão. Para ele, o tratamento deve ir além da medicação, incorporando abordagens eficazes como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). “A ideia central é mostrar que o TDAH é real, acontece no cérebro, afeta a rotina, mas pode ser enfrentado com conhecimento e apoio”, enfatiza o psicólogo.

Políticas públicas, direitos e serviços de assistência 582Pedagoga Denise Teperine Dias Barroso falou sobre “TDAH no Âmbito Escolar: Políticas Públicas, Direitos e Serviços de Assistência”

Já a pedagoga Denise Teperine Dias Barroso, especialista em autismo, TDAH, família e sociedade, também diagnosticada com TDAH, compartilhou uma fala comovente e crítica sobre os desafios enfrentados por pessoas com o transtorno. Desde a infância, percebia comportamentos divergentes e dificuldades escolares, mas encontrou na superação a força para ir além das expectativas. Ao longo de sua trajetória, destacou a relevância da arte, da cultura e dos esportes como formas de enfrentamento e desenvolvimento, sobretudo em uma sociedade que ainda rotula e marginaliza quem é diferente. 

Denise fez críticas ao sistema educacional e às limitações das políticas públicas voltadas ao TDAH, apontando que a falta de estrutura e atendimento especializado leva muitos pais a buscar o diagnóstico de autismo como alternativa para garantir acesso a serviços e adaptações escolares. Segundo ela, esse movimento tem gerado uma onda de judicializações e provocado confusão entre os profissionais da saúde. “Há uma busca por diagnósticos prontos, e muitos médicos ficam desconcertados”, comentou. Ela também ressaltou que o TDAH afeta áreas fundamentais como organização, controle emocional e autodisciplina, e defendeu a implantação de adaptações simples no ambiente escolar e laboral, como apoio na gestão do tempo, que, quando naturalizadas, podem beneficiar a todos. Denise reforçou que, com suporte adequado nas escolas, muitos pais não sentiriam necessidade de recorrer a outros diagnósticos.

Confira as fotos do evento AQUI.


#ParaTodosVerem

Primeira imagem: Auditório com pessoas sentadas assistindo a um evento. No palco, há uma mesa com autoridades e uma tela projetando o logo do TRT-11.

Segunda imagem: Palestrante de terno escuro fala ao microfone. Na tela, o slide mostra texto sobre hiperatividade e impulsividade, com ilustração de uma criança agitada.

Terceira imagem: Homem apresenta um slide com desenho de um cérebro. O tema envolve aspectos anatômicos e funcionais, relacionado ao TDAH.

Quarta imagem: Mulher palestrante em frente a um slide que traz o título “TDAH no âmbito escolar, políticas públicas e serviços de assistência”, com ilustração de dois cérebros.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Renard Batista

574Na manhã desta sexta (1/8), O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realizou a posse de mais sete servidores aprovados no último concurso público do Regional, ocorrido em 2024. A cerimônia ocorreu no auditório da sede administrativa do TRT-11 em Manaus e contou com a presença de magistrados, servidores, amigos e familiares dos empossados.

Compuseram a mesa de honra o presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes; o diretor geral do Regional, Ildefonso Rocha de Souza; e o diretor da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGPES) do TRT-11, Alfredo da Silva. Também estavam presentes na cerimonia a juíza auxiliar da presidência, Carla Nobre, e a secretária-geral, Gesla Lima.

Quatro dos empossados tomaram posse nos cargos de técnico judiciário - área administrativa, dois são analistas judiciários da área judiciária, e uma é analista judiciária da especialidade Biblioteconomia. Seis serão lotados em Manaus e um empossado irá para Boa Vista, capital de Roraima.

Oriundos de várias regiões do Brasil, os novos servidores prestaram juramento e, em seguida, assinaram o termo de posse. Eles também receberam os respectivos crachás funcionais.

Confira os nomes dos empossados:

Analistas Judiciárias – Área Judiciária
Camila Duarte de Paiva Camelo
Luiza Arcoverde Pinto

Analista Judiciária – Especialidade Biblioteconomia
Caroline dos Santos SetubalTécnicos Judiciários - Área Administrativa

Naiane Inhuma Cacau
Luiz Felipe da Silva Sousa
Alexsander Peixoto Mattos Barreto da Motta
Diana Bezerra de Freitas

Acolhimento

577Ao dar boas-vindas aos novos servidores o presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro, saudou primeiramente as candidatas oriundas de cota para indígenas e para negros, Naiane e Diana, respectivamente. Ele citou nominalmente cada um dos empossados parabenizando pela aprovação no concurso. “Desejo felicidades para cada um dos senhores. O Tribunal está aberto a todos. Que vocês tenham uma boa caminhada nessa missão”, disse.

O diretor-geral do TRT-11, Ildefonso Rocha também se pronunciou: “O nosso tribunal tem a honra de recebê-los aqui. Quero desejar a todos sucesso na carreira, carreira de analista, carreira de técnico judiciário, desejando que vocês não parem por aí. A Justiça do Trabalho dá oportunidade para os servidores alcançarem um pouco mais. Temos vários juízes que já foram nossos servidores, por exemplo. É muito bom saber que mesmo com todas as dificuldades em relação ao provimento de cargos, o nosso Tribunal tem conseguido receber novos servidores, dentro da limitação imposta pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. Temos uma satisfação muito grande em recebê-los”.

Diversidade, inclusão e respeito

Alfredo da Silva, diretor da Secretaria de Gestão de Pessoas, falou um pouco sobre o que os novos servidores irão encontrar e sobre o que o TRT-11 espera deles. “O TRT11 é um tribunal que valoriza a diversidade, a inclusão, e o respeito. Saibam que aqui dentro vocês terão tudo isso: valorização, respeito e inclusão. O nosso TRT-11 dá oportunidades para as pessoas. O próprio doutor Jorge foi servidor da casa e hoje é o desembargador presidente. Eu, há 12 anos atrás, fui estagiário da 12ª vara do trabalho de Manaus e hoje tenho a oportunidade de ser diretor aqui. As oportunidades são dadas, mas é uma estrada de mão dupla. O tribunal também precisa de vocês, da dedicação, do empenho, do esforço. O Tribunal do Trabalho vai dar o melhor para que vocês sejam felizes. Que aqui vocês possam desenvolver todo o potencial que tem”, encerrou.

Indígena

Natural de Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas, Naiane Cacau tomou posse como técnica judiciária no TRT-11, segunda candidata pela cota para indígenas. Pertence à etnia Kokama, veio para Manaus aos 16 anos, onde se formou pela Universidade Federal do Amazonas e construiu sua trajetória profissional.

Formada em contabilidade, era servidora pública municipal na área da educação. Apesar da mudança de ambiente, está animada com o desafio: "É uma experiência totalmente nova, porque eu venho de um ambiente escolar e agora vou para um ambiente judiciário. Mas eu gosto de aprender e estou muito feliz com a nomeação", delcarou. Naiane mantém fortes vínculos com sua terra natal e tem o desejo de, no futuro, atuar no interior do estado.

578Naiane, da etnia Kokama, tomou posse na cota para indígenas.

581Diana foi estagiária em 2018 no TRT-11 e agora tomou posse como servidora.

582Caroline Setubal é a nova biblioteconomista do TRT-11.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ex-estagiária retorna como servidora

Diana de Freitas, aprovada no concurso público em cota para negros, celebrou sua posse como servidora no mesmo local onde iniciou sua trajetória profissional. Estagiária no TRT-11 em 2018, para ela retornar agora como servidora efetiva é motivo de orgulho e emoção: "Foi muito bom estagiar aqui e voltar para cá está sendo muito gratificante”.

Ela contou que a aprovação no concurso foi resultado de uma dedicação intensa: "Estudei muito, muito mesmo. No período de férias e final de ano foi quando eu mais estudei. E agora estou num momento muito feliz". A nova servidora será está animada com os desafios da nova função: "Quero aplicar o conhecimento da faculdade, ajudar a equipe e também aprender bastante".

Mudança de vida

A biblioteconomista Caroline Setubal tomou posse no cargo de analista judiciária na sua área de formação após breve passagem por outro órgão público. Ela recebeu a notícia da nomeação no TRT-11 quando estava na primeira semana de trabalho Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas, na área administrativa. "Tomei posse na SSP mês passado. Fiquei lá praticamente menos de um mês. Eu não esperava ser chamada logo. Fiquei surpresa e muito feliz”, afirmou.

Apesar de prestar diversos concursos, seu objetivo sempre foi claro: trabalhar na sua área de formação. A posse no TRT representa uma conquista marcante: "Foi uma grande bênção de Deus. É uma virada de chave na minha vida, trabalhar no judiciário e naquilo que eu sou formada. É o cargo em que eu pretendo me aposentar. Vou dar o meu melhor, vou me dedicar e aproveitar as oportunidades que o TRT me oferecer", finalizou.

575Quatro novos técnicos judiciários tomaram posse hoje.576TRT-11 ganhou três novas analistas judiciárias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esclarecimento sobre novas posses

Na ocasião, o presidente do Regional esclareceu sobre o número de vagas em aberto do concurso de 2024 e as posses efetivas que ocorrem no Regional. “O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) é o órgão maior da Justiça do Trabalho que autoriza as nomeações. Embora tenhamos publicado o edital com um certo número de vagas para cargos de técnicos e de analistas judiciais, e embora tenhamos vagas em aberto, prontas para serem preenchidas, esse preenchimento só é feito mediante a autorização do CSJT”, afirmou.

O desembargador Jorge Alvaro explicou que as autorizações do CSJT têm sido feitas apenas para cargos vagos oriundos de morte de servidor sem dependentes, ou oriundos de posse em outro cargo inacumulável, quando servidores saem para outros órgãos. “A aposentadoria, por exemplo, é uma opção que não deixa margem para nomeação. Então nestes casos, não há autorização pelo CSJT”.

Acesse AQUI para mais informações sobre o Concurso de 2024.

Confira a galeria de fotos.

#ParaTodosVerem

Imagem principal :Grupo de pessoas posa para foto em um auditório do TRT da 11ª Região. Alguns seguram documentos e sorriem para a câmera.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Fotos: Roumen Koynov

Iniciativa busca equilíbrio do volume processual entre as unidades de primeiro grau

573Com o objetivo de dividir melhor o trabalho e a quantidade de processos entre as Varas do Trabalho da capital e do interior, o Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) aprovou, em 9 de julho, a política de equalização de carga de trabalho. A medida foi formalizada pela Resolução Administrativa nº 152/2025, assinada pelo presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, e publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT) de 11 de julho.

Por que é importante?

A nova política busca garantir que juízes de diferentes varas tenham uma carga de trabalho semelhante, tanto em quantidade de processos quanto na complexidade dos casos. Isso ajuda a evitar que algumas varas fiquem sobrecarregadas, enquanto outras tenham menos processos.

Além disso, a medida segue as recomendações nº 207/2015 e nº 149/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e respeita regras da Constituição Federal sobre equilíbrio na distribuição de processos e agilidade na Justiça. A medida também contribui para proteger a saúde de magistrados e servidores.

Como vai funcionar?

A ideia é que juízes atuantes em varas com poucos processos possam ajudar, de forma temporária, as varas com maior volume de trabalho. Para isso, o TRT-11 vai usar critérios técnicos, como a média de processos recebidos por cada Vara.

Varas de alto movimento são as que recebem mais processos do que a média anual das outras Varas.Varas de baixo movimento são as que recebem menos de 70% dessa média.Com base nesses dados, calculados todo mês de janeiro pela Divisão de Estatística, será feita a redistribuição dos processos entre os juízes.

Na prática

Os juízes que atuam em varas com menos processos poderão, se quiserem, pedir à Presidência do Tribunal para receber processos extras. A prioridade será para aqueles que atuam nas unidades com menor carga de trabalho.

Esses juízes poderão trabalhar remotamente (de forma virtual) em outras unidades, como em varas mais sobrecarregadas ou Núcleos de Justiça 4.0. O foco será nos processos mais antigos, e a atuação será limitada à fase de conhecimento do processo, exceto quando o juiz original do caso estiver impedido.

O presidente do TRT11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, destacou a relevância da equalização. “A política de equalização de carga de trabalho representa um passo essencial para garantir maior equilíbrio, eficiência e justiça na distribuição processual entre as Varas do Trabalho. Com essa medida, buscamos assegurar melhores condições de trabalho para magistrados e servidores, além de oferecer uma prestação jurisdicional mais célere e equânime à sociedade”, afirmou o presidente.

Acompanhamento

A Corregedoria do TRT-11 será responsável por organizar essas designações e acompanhar mensalmente os resultados. O juiz designado poderá atuar temporariamente até alcançar, ao longo do ano, pelo menos 70% da média de processos recebidos pelas demais Varas. A Corregedoria também vai monitorar o número de audiências, processos julgados e sentenças proferidas pelos juízes que participarem dessa redistribuição.

 

#ParaTodosVerem: Uma mão segura um cubo de madeira e o posiciona sobre uma tábua inclinada em equilíbrio sobre um cilindro, como uma gangorra. Outros cubos de madeira já estão sobre a tábua, pendendo para um lado, sugerindo o conceito de equilíbrio de carga ou distribuição de peso.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Mônica Armond de Melo
Arte: Banco de Imagens

A sentença foi baseada em provas como áudios, testemunhos e uma denúncia escrita pela vítima.

Resumo:

• A decisão da 11ª Vara do Trabalho de Manaus reconheceu a gravidade dos atos e a omissão da empresa diante da denúncia formal.
• Além da indenização pelo assédio sexual, a decisão também reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho, e o pagamento de verbas rescisórias superiores a R$ 10 mil.
• O juiz aplicou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ, valorizando a palavra da vítima diante da violência velada e reiterada.


571A 11ª Vara do Trabalho de Manaus condenou uma empresa de importação em Manaus ao pagamento de R$ 70 mil por danos morais a uma ex-empregada, vítima de assédio sexual praticado pelo sócio-proprietário da empresa. A sentença, proferida pelo juiz do trabalho Sandro Nahmias Melo, também reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho e determinou o pagamento das verbas rescisórias.

Segundo consta na ação trabalhista, a auxiliar administrativa relatou episódios de investidas físicas não consentidas, como toques íntimos, beijos forçados e comentários de cunho sexual. As denúncias foram confirmadas por testemunhas ouvidas no processo, e também por áudios gravados, além de uma denúncia escrita pela vítima e encaminhada aos Recursos Humanos da empresa.

Abuso de poder e omissão

A trabalhadora contou que o assédio acontecia, geralmente, de forma verbal, e também por gestos e olhares. Porém, em outubro de 2024, após dois anos e seis meses trabalhando na empresa, ela foi agarrada, beijada e teve suas partes íntimas tocadas pelo sócio-proprietário do estabelecimento.

Mesmo após ter apresentado denúncia escrita na empresa relatando o episódio ocorrido, ela foi orientada pela supervisora a não tomar qualquer medida. “Uma omissão clara vinculada ao fato da denúncia envolver o dono da empresa”, afirma o magistrado que analisou o caso.

O juiz Sandro Nahmias, titular da 11ª VT de Manaus, destacou que os relatos da trabalhadora descrevem condutas não consentidas, envolvendo repercussões psíquicas, com a ocorrência de constrangimentos e humilhações. “A denúncia formal evidencia um abuso de poder, tanto físico quanto emocional, perpetrado por um superior hierárquico e agravado pela omissão da empresa, que, ciente dos fatos, não adotou medidas para proteger sua funcionária”, afirmou o magistrado.

Na decisão, foi aplicado o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, previsto na Resolução 492 do CNJ, que tem o objetivo proteger a mulher contra situações de violência no ambiente de trabalho, promovendo um espaço laboral seguro, inclusivo e respeitoso. O juiz destacou que a palavra da vítima, quando sustentada por outros elementos, possui valor comprobatório, especialmente em casos de violência praticada de forma velada.

Para o magistrado, a cultura da banalização e objetificação da mulher não devem mais ser toleradas. “É lamentável que em pleno século XXI, ainda se encontram no ambiente de trabalho situações em que a dignidade da mulher é colocada em xeque, ante a perpetuação de práticas que subordinam e objetificam a mulher no ambiente de trabalho. Sob o disfarce da banalização ou mesmo de transferência de culpa à vítima (bonita demais, uso de roupas provocantes), toleram-se atitudes inaceitáveis que ferem a integridade física e emocional da mulher, impedindo-lhe o pleno exercício da cidadania laboral”, afirma.

Ato de coragem

Ao analisar o caso, o juiz destacou também a coragem da trabalhadora em fazer a denúncia na própria empresa e em procurar o judiciário. Na sentença, ele citou dados alarmantes envolvendo assédios sexuais a mulheres no ambiente de trabalho. Uma pesquisa do Datafolha revelou que uma em cada quatro mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho, expondo uma cultura que normaliza comportamentos abusivos e silencia as vítimas. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 70% das mulheres que passaram por esse tipo de violência não denunciaram, sendo o ambiente de trabalho o segundo mais comum para esses casos. Para o magistrado, a subnotificação está ligada ao medo, à vergonha e à falta de confiança na punição dos agressores, que frequentemente ocupam posições de poder.

“Não é apenas pretensão trabalhista. É ato de coragem para uma mulher assediada! Não se trata apenas de punir o agressor, mas também de responsabilizar a empresa pela omissão institucional e pela ausência de mecanismos efetivos de acolhimento e apuração das denúncias. É preciso romper com a cultura do silêncio, promover ambientes laborais saudáveis e respeitosos, e construir relações de trabalho pautadas na igualdade e na dignidade”, apontou Sandro Nahmias.

Rescisão indireta

Diante do reconhecimento da falta grave do empregador, a sentença também reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho da auxiliar administrativa, além da indenização de R$ 70 mil por danos morais. A decisão também condenou a empresa ao pagamento de todos os direitos trabalhistas. A empregada deve receber mais de R$ 10 mil referentes a aviso-prévio, saldo de salário, 13º salário proporcional, férias vencidas e multas proporcionais.

A sentença também determinou o envio de cópia integral do processo trabalhista ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público Estadual (MPE), para apuração da responsabilidade penal pelos crimes de importunação e assédio sexual, previstos nos artigos 215-A e 216-A do Código Penal. A ação tramita sob segredo de justiça para preservar a intimidade da vítima.

#ParaTodosVerem: Mulher sentada recusa toque nos ombros feito por um homem atrás dela. Ela parece desconfortável. Cena sugere assédio no trabalho.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda
Foto: Banco de imagens

Lia Maria Guedes de Freitas e Ida Maria Costa de Andrade tomaram posse no final da manhã desta segunda-feira (28/7).

568Duas novas desembargadoras passaram a compor, oficialmente, a partir da última segunda-feira (28/7), o quadro do 2.º Grau do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A cerimônia de posse das magistradas Lia Maria Guedes de Freitas e Ida Maria Costa de Andrade foi realizada no auditório do Centro Administrativo Desembargador José de Jesus Ferreira Lopes, prédio anexo à sede da Corte Estadual de Justiça, localizado no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. O vice-presidente do TRT-11, desembargador David Alves de Mello Júnior, representou o Regional do evento.

A solenidade teve início no final da manhã e contou com a presença de diversas autoridades, como o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques; o governador do Amazonas, Wilson Lima; o prefeito de Manaus, David Almeida; autoridades militares; familiares das novas desembargadoras; magistrados e servidores do Tribunal. 

Antes da cerimônia, as novas desembargadoras concederam entrevista coletiva à imprensa, em que compartilharam momentos significativos de suas trajetórias e falaram sobre o compromisso com o Poder Judiciário e a emoção de chegarem ao cargo de desembargadora da Corte amazonense.

Entre os momentos mais impactantes da solenidade, a tradicional troca da toga de juíza pela de desembargadora emocionou os presentes. A mãe do desembargador-presidente da Corte, Maria Cândida Fernandes, representou a mãe de Ida Maria, a dona Maria José, já falecida, no momento da troca das togas. As duas eram muito amigas e também trabalharam juntas no Tribunal de Justiça do Amazonas. 

Já a sobrinha e a amiga de Lia Maria Guedes de Freitas, respectivamente Maria Beatriz e Irlana de Carvalho Leal, estiveram presentes no momento da troca e, num gesto simbólico, a nova desembargadora passou a toga de juíza à sobrinha como inspiração para as gerações mais novas.

Saudação

Na saudação às novas integrantes, feita em nome dos desembargadores, o presidente da Corte, Jomar Fernandes, destacou a vida e a carreira de cada uma. Ao lembrar a trajetória da amazonense Lia Maria Guedes de Freitas, o presidente pontuou o esforço, a dedicação e o apoio que ela recebeu de figuras importantes do meio jurídico, como o saudoso desembargador Paulo dos Anjos Feitoza, que a ajudou na sua primeira designação para o interior como juíza; e o professor João dos Santos Pereira Braga, que ministrava aulas de Direito Constitucional, Direito Civil e Direito Agrário gratuitamente às estudantes de Direito, na época, Lia Maria e sua irmã, Liane Guedes Rodrigues, hoje procuradora de Justiça do Ministério Público; e Yolanda Corrêa Pereira, hoje procuradora do Estado. “Momentos como esse, de posse, representam não só uma conquista pessoal na trajetória de ambas, mas também o reconhecimento de histórias de luta, de vocação e de compromisso com a Justiça”, afirmou o desembargador Jomar Fernandes durante a cerimônia.

Ainda no discurso, o presidente também saudou a nova desembargadora Ida Maria Costa de Andrade, cuja trajetória foi marcada pela inspiração recebida desde cedo, de sua mãe, dona Maria José, que atuou por muitos anos em diversos setores do Tribunal de Justiça do Amazonas, incluindo a Corregedoria-Geral de Justiça. Natural de Manaus, Ida Maria relembrou com carinho os professores que influenciaram sua formação acadêmica e sua visão de mundo, como Matos Filho, que lhe despertou o interesse pela Filosofia e pelo diálogo entre o Direito e as diversas outras áreas do conhecimento, e, ainda, do professor emérito da Universidade Federal do Amazonas Samuel Benchimol, que lhe inspirou sobre a Amazônia e a compreender suas singularidades.

Ao longo de sua carreira como juíza, destacou o contato próximo com os estudantes de Direito, que acompanhavam suas audiências como forma de aprendizado prático. “Essa troca com os alunos sempre foi muito rica. Era uma forma de mostrar a realidade da magistratura, aproximando teoria e prática de forma viva, humana e acessível”, destacou.

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Acesse aqui a matéria com o perfil das duas novas magistradas:
https://www.tjam.jus.br/index.php/menu/sala-de-imprensa/14776-cerimonia-de-posse-das-duas-novas-desembargadoras-do-tribunal-de-justica-do-amazonas-sera-nesta-segunda-feira-dia-28-de-julho

Veja as fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/tribunaldejusticadoamazonas/albums/72177720327905747

#ParaTodosVerem:

imagem 1 : Auditório cheio. Autoridades em pé sobre um palco, com bandeiras e flores. Evento oficial com público assistindo.

Imagem 2: Duas juízas sorrindo, usando toga e medalhas, sentadas à mesa. Ambiente formal.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e fotos: TJAM 

567O Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho, celebrado no domingo (27), marca um avanço histórico na proteção à saúde de trabalhadores e trabalhadoras. A data rememora a criação, em 1972, dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), que tornaram obrigatórias ações preventivas nas empresas do Brasil. Mais de cinco décadas depois, o alerta permanece atual: acidentes ainda acontecem, e muitos poderiam ser evitados com informação e prevenção.

Com esse propósito, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) reuniu informações para esclarecer mitos e verdades ainda do cotidiano profissional, reforçando seu compromisso com a promoção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis.

Mito: Acidente de trabalho só acontece dentro da empresa

Acidentes podem ocorrer também no trajeto entre casa e trabalho, em viagens a serviço ou até no regime de teletrabalho. De acordo com a Lei 8.213/1991, é considerado acidente de trabalho aquele que ocorre “pelo exercício do trabalho a serviço de empresa”, o que abrange situações fora do ambiente físico da organização.

Verdade: Prevenção é dever da empresa e direito de quem trabalha

Garantir um ambiente seguro é responsabilidade do empregador. A legislação exige a adoção de medidas como o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a instalação de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), treinamentos periódicos e avaliação constante dos riscos. As normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, como a NR-6 e a NR-4, estabelecem diretrizes claras para promover a segurança e a saúde no trabalho. Entre os EPIs estão itens como capacetes, luvas, protetores auriculares e calçados de segurança. Já os EPCs incluem, por exemplo, extintores de incêndio, sinalizações de emergência e sistemas de ventilação.

Mito: Só quem trabalha com máquinas ou em obras corre risco

Acidentes e doenças ocupacionais podem afetar qualquer profissional. Lesões por esforço repetitivo, escorregões, quedas e até o estresse extremo são exemplos de situações que acometem pessoas que trabalham em escritórios, por exemplo. A atenção aos riscos precisa ser constante, independentemente do setor ou da função exercida.

Verdade: Todo acidente, mesmo leve, deve ser registrado

A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um direito da pessoa trabalhadora e deve ser emitida pelo empregador até o primeiro dia útil seguinte à ocorrência. Em casos de morte, a comunicação deve ser imediata. Mesmo em situações sem afastamento, o registro é fundamental para garantir o acompanhamento médico e preservar os direitos previdenciários e trabalhistas.

Mito: Usar EPI é suficiente para garantir a segurança

Os EPIs são fundamentais, mas não devem ser a única medida de proteção. É preciso que venham acompanhados de informação, orientação, fiscalização e, sempre que possível, da implantação de equipamentos coletivos de proteção. A segurança no trabalho deve ser pensada de forma ampla, com foco na prevenção e no cuidado com todas as pessoas envolvidas.

Conhecimento também protege

A desinformação pode gerar riscos evitáveis. Por isso, é fundamental investir em ações de formação, reconhecer sinais de perigo e manter o diálogo sobre segurança. Além da prevenção, é importante lembrar que, em caso de acidente, quem trabalha tem uma série de direitos assegurados pela legislação, entre eles:

  • Estabilidade no emprego por 12 meses após o retorno ao trabalho
  • Auxílio-doença acidentário
  • Reabilitação profissional
  • Acesso a benefícios previdenciários
  • Possibilidade de indenização por danos morais e materiais, quando houver responsabilidade do empregador

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e imagens: CSJT

Campanha celebra 15 anos de transformação e efetividade na Justiça do Trabalho

566A 15ª Semana Nacional da Execução Trabalhista será realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com o tema “15 anos de transformação: a Justiça que faz acontecer”. Promovida anualmente pela Comissão Nacional de Efetividade da Execução Trabalhista (CNEET), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), em parceria com os 24 Tribunais Regionais do Trabalho, a iniciativa reforça a fase de execução como etapa fundamental para garantir o cumprimento das decisões judiciais e a efetivação dos direitos trabalhistas.

Com foco na efetividade da Justiça, a campanha deste ano destaca o papel transformador da iniciativa, que, ao longo de sua trajetória, movimentou mais de R$ 22 bilhões e atendeu a mais de um milhão de pessoas. A proposta é engajar magistrados, servidores, advogados e sociedade na valorização dos resultados concretos alcançados por meio da atuação dos Tribunais Regionais do Trabalho em todo o país.

Com o lema “Execução que transforma, Justiça que realiza”, a campanha de 2025 também celebra os avanços institucionais e o compromisso da Justiça do Trabalho com a promoção da dignidade, da cidadania e da justiça social.

Como participar?

Pessoas ou empresas que são partes em ações trabalhistas podem solicitar à unidade judiciária ou ao TRT da sua localidade a inclusão do seu processo na pauta da Semana da Execução. Procure os canais de atendimento da Vara do Trabalho ou TRT onde tramita sua ação, ou peça para seu advogado ou sua advogada pedir a inclusão do seu processo na pauta da Semana da Execução Trabalhista.

Não deixe de participar!

#ParaTodosVerem: Cartaz da Semana Nacional da Execução Trabalhista, com datas (15 a 19 de setembro) e o lema: "Execução que transforma, Justiça que realiza".

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto e imagens: CSJT

Evento gratuito reunirá especialistas para debater impactos clínicos, educacionais e sociais em diferentes contextos, especialmente no emprego

535O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que acomete entre 5% e 8% da população mundial, representa desafios significativos em diversos contextos sociais, especialmente no ambiente de trabalho, onde dificuldades de concentração e impulsividade podem impactar o desempenho profissional e as relações interpessoais. Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema e promover espaços de reflexão, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) realiza, nesta sexta-feira (1º), o seminário “TDAH, do Reconhecimento aos Cuidados”, no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM).

Com carga horária de duas horas, o evento será realizado de forma híbrida, presencialmente no FTM e com transmissão simultânea pela plataforma ZOOM. A iniciativa é voltada para magistrados, servidores, terceirizados e aprendizes do TRT-11, além de acadêmicos e o público em geral. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis pela Escola Judicial, no link: https://ejud.trt11.jus.br/ejud/.

O seminário, promovido pela Coordenadoria de Saúde (Codsau), reunirá especialistas em saúde mental, educação e políticas públicas para discutir práticas clínicas, evidências científicas e os direitos das pessoas com TDAH, principalmente no ambiente trabalhista. De acordo com a equipe multiprofissional da Codsau, a discussão sobre o tema é especialmente relevante, pois contribui para a construção de um ambiente institucional mais informado, acolhedor e inclusivo.

“Sem o devido reconhecimento e tratamento, o TDAH pode impactar drasticamente no desempenho acadêmico, profissional e social. Pesquisas comprovam que o transtorno está ligado a maiores índices de evasão escolar, desemprego, conflitos familiares e o desenvolvimento de outros problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Esses prejuízos podem se estender por toda a vida adulta, afetando até mesmo o ambiente de trabalho”, afirma o diretor da Codsau, Bruno Pinheiro.

Programação

O seminário terá início às 9h, no auditório principal do Fórum Trabalhista de Manaus, com uma fala de boas-vindas aos participantes. A programação começa com o psiquiatra doutor Heider Cesar, perito em transtornos mentais, que abordará o tema “Aspectos Diagnósticos do TDAH, Epidemiologia e Tratamentos”, compartilhando a experiência clínica em múltiplas faixas etárias. Às 9h40, o psicólogo Arthur Cesar, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), conduzirá a palestra “TDAH: Abordagem Psicológica do Transtorno, Funcionamento e Impactos”, trazendo reflexões sobre as implicações cognitivas e emocionais do transtorno.

Encerrando o ciclo de exposições, às 10h10, a pedagoga Denise Teperine Dias Barroso, especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, família e sociedade, apresentará a palestra “TDAH no Âmbito Escolar: Políticas Públicas, Direitos e Serviços de Assistência”, destacando os desafios enfrentados no contexto educacional. A programação inclui ainda um espaço para perguntas e troca de experiências com os palestrantes.

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#ParaTodosVerem:

Imagem 1 : Cartaz de palestra sobre TDAH, com imagem simbólica de pessoa sem cabeça.

imagem 2 : Informações detalhadas da palestra sobre TDAH, com fotos dos palestrantes.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Artes: Renard Batista

Iniciativa fortalece a integração entre ações de mitigação das mudanças climáticas e a preservação ambiental

563Despertar a consciência ambiental e promover práticas sustentáveis foi o que motivou a primeira ação do Projeto Justiça Verde, realizada nesta sexta-feira (25), em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. Promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR), a iniciativa reuniu estudantes, representantes do Judiciário, empresas e moradores para o plantio das primeiras 100 mudas nativas da Amazônia.

A ação ocorreu nas imediações do conjunto habitacional “Minha Casa, Minha Vida” e marcou o início de um movimento voltado à educação ambiental e ao engajamento comunitário. Outras 400 mudas serão plantadas nas próximas semanas, ampliando o alcance do projeto. Participaram do evento o presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes; o corregedor regional, desembargador Alberto Bezerra de Melo; e os desembargadores do TRT-11: Solange Maria Santiago Morais, Audaliphal Hildebrando da Silva, Ruth Barbosa Sampaio, Joicilene Jerônimo Portela e Eulaide Maria Vilela Lins. Também estiveram na ação o prefeito de Presidente Figueiredo, Antônio Fernandes Fontes Vieira, e o superintendente da empresa agropecuária Jayoro, Waltair Prata Carvalho, ambos doadores das mudas nativas; além de magistrados e servidores do TRT-11.

Com o plantio de 500 mudas nativas da Amazônia, o projeto-piloto fortalece a integração entre ações de mitigação das mudanças climáticas e a preservação ambiental. Esse volume será também suficiente para compensar todas as emissões da Vara do Trabalho de Presidente Figueiredo nos últimos cinco anos, além de neutralizar quase 50% das emissões de carbono de todo o TRT-11, segundo estimativas do Laboratório de Inovação, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade (Liods) do Tribunal.

O presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, acompanhou o plantio das primeiras mudas ao lado dos estudantes de Presidente Figueiredo e destacou o papel transformador do projeto, reafirmando o compromisso institucional com a preservação da floresta. “Estando na Amazônia, temos o dever de dar o exemplo e mostrar que as instituições estão comprometidas com o futuro do planeta e da nossa floresta. Hoje, com o apoio das crianças que participaram do plantio das mudas, reafirmamos que o nosso tribunal está junto da sociedade, construindo um futuro melhor para todos”, enfatizou o presidente do Regional. 564

Justiça Verde

Idealizado pelo juiz do trabalho Sandro Nahmias Melo, a atividade propõe uma abordagem inédita no Judiciário: compensar os impactos ambientais causados pela tramitação dos processos judiciais. Segundo o magistrado, busca corrigir ao convidar, de forma voluntária e colaborativa, empresas que tiveram processos na Justiça do Trabalho a custearem o plantio de árvores nativas da Amazônia. “Para que, voluntária e colaborativamente, compensem as emissões de carbono geradas com o plantio de árvores nativas na Amazônia, unindo responsabilidade ambiental e compromisso social”, afirma.

Para o juiz, a ação promovida em um local com poucas árvores representa mais do que um gesto simbólico: “É uma ação concreta de restauração ambiental e educação cidadã. É a compensação ecológica gerando benefícios socioambientais para a população. Gosto de dizer que, de uma sentença, nasce o verde”, destaca.

Engajamento coletivo pela sustentabilidade

562O prefeito de Presidente Figueiredo, Fernando Vieira, destacou a parceria entre o poder público e o Judiciário no projeto Justiça Verde simbolizando o compromisso com a recuperação ambiental e o bem-estar da população. Para ele, é papel da Amazônia liderar pelo exemplo e inspirar o mundo com ações concretas de sustentabilidade frente às mudanças climáticas.

“Se o planeta continuar aquecendo nessa velocidade, a floresta deixa de existir. Sem umidade, não há vida. Precisamos de chuva, precisamos de equilíbrio. Essa consciência tem que ser global. Por isso, fico feliz em ver o Judiciário envolvido, com pessoas que entendem de ciência. Isso é uma questão científica. Parabéns ao Judiciário e parabéns ao planeta por ter gente que se comporta com responsabilidade”, disse o prefeito.

Educação que floresce

Além do impacto ambiental, a iniciativa promove o envolvimento direto de estudantes da rede pública, que participaram ativamente do plantio das mudas. Para o professor Robson da Silva Mota, do Colégio Militar Municipal Deisy Lammel Hendges, a experiência vai muito além da sala de aula e promove a educação ambiental, além de gerar memórias marcantes para toda a comunidade e, especialmente, aos estudantes que participaram ativamente do plantio das mudas. 

“O projeto proporciona aos alunos uma aprendizagem prática, conectando o que é ensinado em sala de aula, como o plantio de árvores e a preservação ambiental, com ações concretas promovidas pelo Judiciário. Imaginar como estarão essas árvores daqui a 10 anos, e saber que eles participaram desse momento histórico ao lado de autoridades, do Judiciário, do Executivo e da comunidade, é algo marcante. Essa união fortalece o crescimento cidadão e a valorização do meio ambiente”, asseverou o professor.

O projeto está também alinhado às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a sustentabilidade no Judiciário. Além disso, contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especialmente os ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima), 15 (Vida terrestre) e 17 (Parcerias e meios de implementação).

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#ParaTodosVerem:

imagem 1: Pessoas e estudantes plantam mudas em área verde. Projeto ambiental.
imagem 2: Grupo de crianças e adultos posa sorrindo ao lado de placa de plantio.
imagem 3: Turma de estudantes posa em rua de conjunto habitacional.
imagem 4: Auditório cheio com adultos sentados, cartazes contra o trabalho infantil ao fundo.

Confira as fotos da ação em Presidente Figueiredo AQUI.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Carlos Andrade

 

São 12 Tribunais na categoria de excelência, e o TRT-11 lidera a lista com 93,48 pontos.

558O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) alcançou o 1º lugar geral entre todos os órgãos do Judiciário brasileiro no Índice de Governança, Gestão e Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário (IgovTIC-JUD), edição 2025. O resultado preliminar foi divulgado nesta quarta-feira, 23 de julho.

Elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o índice avalia a maturidade na área da tecnologia da informação e comunicação (TIC) do Poder Judiciário. São analisados aspectos como governança, gestão, infraestrutura, segurança da informação e transformação digital.

Excelência mantida

Em 2024, 58 Tribunais do País estiveram em nível excelência e superaram os 90 pontos. Neste ano, apenas 12 Tribunais estão categoria de excelência e o TRT-11 lidera como o tribunal mais bem avaliado do país. Pelo segundo ano consecutivo, o TRT da 11ª Região manteve o nível de excelência, com uma pontuação que subiu de 90,32 pontos para 93,48 pontos.

O presidente do TRT-11, desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, comentou o resultado: “Esta conquista é fruto do trabalho comprometido de toda a equipe técnica da Setic e do apoio institucional contínuo à área de tecnologia. Avançamos em maturidade e inovação, com foco na excelência dos serviços digitais oferecidos à sociedade amazonense e roraimense", destacou o magistrado.

Para o diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) do TRT-11, Evandro Video, a pontuação obtida é reflexo do trabalho técnico e estratégico realizado pela Setic e pela Divisão de Iniciativas Nacionais e Governança de TIC, coordenada pelo servidor Matheus Gibram, com o apoio da Presidência e de todas as unidades do Tribunal.

 

559Fonte: CNJ

Próximas etapas

O resultado divulgado pelo CNJ tem caráter preliminar. Os tribunais ainda poderão apresentar ajustes e recursos no chamado “Período de Ajustes pelos Órgãos”. A publicação oficial do resultado final está prevista para 10 de setembro de 2025.

Sobre o iGovTIC-JUD

O iGovTIC-JUD é aplicado anualmente pelo CNJ e baseia-se em um questionário técnico respondido por cada tribunal. A análise das respostas permite ao CNJ identificar pontos fortes e áreas de melhoria em relação à governança e infraestrutura de TIC, auxiliando na formulação de políticas públicas mais eficientes e na promoção da transformação digital no Judiciário.

Os resultados são expressos em quatro níveis de classificação: baixo, satisfatório, aprimorado e excelência. O nível de excelência, atribuído aos tribunais que obtêm pontuação igual ou superior a 90, demonstra elevado grau de maturidade e aderência à Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário (Entic-Jud), estabelecida pela Resolução CNJ nº 370/2021.

O desempenho de excelência no iGovTIC-JUD demonstra que o TRT-11 está investindo em tecnologia ao:
• Agilizar processos – tornando a Justiça mais rápida e eficiente;
• Garantir a segurança dos dados – protegendo as informações de cidadãos;
• Promover a transparência – facilitando o acesso às informações sobre o Judiciário;
• Melhorar o atendimento prestado – oferecendo serviços digitais mais acessíveis e práticos.

Para mais informações sobre o iGovTIC-JUD acesse: https://www.cnj.jus.br/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao/indice-de-governanca-gestao-e-infraestrutura-de-tecnologia-da-informacao-e-comunicacao-do-poder-judiciario-igovtic-jud/

Confira o resultado AQUI. 

 

#ParaTodosVerem: 

Imagem: Pessoa programando no notebook em ambiente escuro, com código na tela.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Dipin, com edições da Coordcoom
Foto: Banco de Imagens

 

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