“Tudo sobre nós, por nós!” reúne depoimentos de magistrados e servidores da Justiça do Trabalho com diferentes tipos de deficiência.

671Dois servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) foram selecionados para contribuir com suas histórias para o livro “Tudo sobre nós, por nós! Trajetórias e Vivências de Pessoas com Deficiência da Justiça do Trabalho”. Lançado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), a obra contém depoimentos de 36 magistrados e servidores da Justiça do Trabalho.

A servidora Lindice Cristina Prata de Oliveira, lotada no Laboratório de Inovação e ODS, e o servidor Marcelo Santos da Silva, da Seção de Servidores Ativos, tiveram suas histórias selecionadas para a obra, que faz parte do Projeto Memórias, Vivências e Experiências de Pessoas com Deficiência, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). Na última sexta (4/10) eles entregaram o livro para o presidente do TRT-11, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva.

"A importância do Livro é dar visibilidade aos servidores da Justiça do Trabalho que possuem algum tipo de deficiência, possibilitando maior integração e fortalecendo a luta anti capacitista", afirmou Lindice Oliveira. Servidora do TRT-11 desde 2015, ela possui visão monocular diagnosticada há 22 anos. No livro, ela conta um pouco dos desafios profissionais já vivenciados por ela, e as limitações enfrentadas no dia a dia.

Marcelo Santos, 30 anos, foi diagnosticado com paralisia cerebral quando tinha oito anos de idade. Há 1 ano e 8 meses ele é servidor da Justiça do Trabalho, e afirma que sua vida mudou após a posse no TRT-11. “Todo lugar deveria ter, no mínimo, as mesmas condições que o Tribunal do Trabalho proporciona, não só para o PcD, mas para todos os servidores. Até um ano atrás, eu não imaginava que teria todas as oportunidades que tenho hoje, e que eu iria conseguir realizar as atividades com facilidade". Com graduação e mestrado em biotecnologia, Marcelo tem algumas limitações na fala e na coordenação motora, mas garante que não sofre preconceito no ambiente de trabalho. Ele destaca as ações de inclusão e acolhida que recebeu no TRT-11: “sempre foram muito atenciosos comigo, eu convivo fazendo todas as recomendações medicas possíveis para ter um bom convívio social e busco contribuir com igualdade em relação às pessoas não PcD's”.

673Lindice foi para o lançamento do livro em Brasília, a convite do TST. Na foto, ela com o ministro Claudio Brandão, diretor do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Assessores e Servidores do TST.

670A obra tem depoimentos de 36 magistrados e servidores da Justiça do Trabalho com diferentes tipos de deficiência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Lançamento

O lançamento do livro ocorreu no Seminário “Ativismos para a Luta Anticapacitista no Trabalho”, na sede do TST, em Brasília, em 24/9. No evento, o presidente do TST e do CSJT, ministro Lelio Bentes Corrêa, também oficializou o lançamento da Política de Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência no âmbito da Justiça do Trabalho.

Aprovada no mês passado pelo plenário do CSJT, esta política apresenta conceitos inovadores e visa implementar práticas, iniciativas e ações efetivas para promover, proteger e garantir os direitos das pessoas com deficiência, além de combater o capacitismo.

Os relatos apresentam-se relevantes porque oferecem uma perspectiva única sobre a acessibilidade e os desafios enfrentados no exercício dos direitos das pessoas com deficiência. Ainda, as experiências auxiliam a expor a aplicação da legislação e a identificar lacunas, assim como contribuem para motivação de pessoas na mesma situação e na sensibilização e conscientização sobre as barreiras que ainda persistem.

Censo de Acessibilidade e Inclusão

Também no evento realizado no TST foi apresentado o detalhamento dos dados do 1º Censo de Acessibilidade e Inclusão da Justiça do Trabalho. A pesquisa coletou informações do público interno da instituição para traçar políticas públicas realmente efetivas destinadas ao acolhimento, à ambientação e à inclusão do público interno da instituição.

O objetivo do censo é mapear nacionalmente as condições de trabalho e acessibilidade de magistrados, magistradas, servidores e servidoras da Justiça do Trabalho que têm alguma deficiência, necessidade especial ou doença grave, e/ou dependentes com as mesmas condições. Foram disponibilizados dois formulários: um para a pessoa que é PCD, PNE e/ou tem doença grave e outro para quem tem dependente com as mesmas condições.

• O censo recebeu 1416 respostas, sendo 965 de magistrados (as) e servidores (as) com as condições estabelecidas para a pesquisa e e 451 para quem possui dependente nas mesmas condições;
• O levantamento também identificou que nem todos os órgãos da Justiça do Trabalho disponibilizam tecnologias assistivas para que o público-alvo possa realizar suas atividades profissionais, como monitor de computador maior, programa leitor de tela, mobiliário adaptado, abafador de som, mobiliário ergonômico e atendente;
• Entre as pessoas com as condições estabelecidas para o censo que responderam o levantamento, 909 são servidores (as), 38 são juízes (as), 8 são desembargadores (as) e uma pessoa é ministro ou ministra do TST; e
• Para o caso de servidores (as) ou magistrados (as) com dependentes, 431 são servidores (as), 27 são juízes e juízas e uma pessoa é desembargador ou desembargadora.

No TRT-11

No âmbito da Justiça do Trabalho do Amazonas e de Roraima há 31 servidores PcDs, o que representa 3,4% do total de servidores do Regional. Além disto, 25 servidores Pcds possuem alguma função comissionada. Para o presidente do Regional, desembargador Audaliphal Hildebrando, o TRT-11 cumpre o compromisso de incluir e acolher os PCds, apoiando e sendo exemplo contra qualquer tipo de discriminação. “Somos um Tribunal inclusivo e diverso, que não faz distinção por cor, raça, deficiência. Todos somos iguais perante a lei e a temos que fazer valer isto no dia a dia, nas relações de trabalho, no atendimento do público externo e interno, no tratamento com os nossos servidores”, disse o magistrado.

Confira o vídeo de lançamento do livro:

https://youtu.be/10dtaEMshiA

Acesse o Livro em PDF. 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda, com informações do TST/CSJT
Fotos: Carlos Andrade/ Arquivo pessoal

Servidores podem ser indicados pelos próprios colegas pela contribuição com a Justiça do Trabalho

668Servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) já podem indicar até cinco colegas para o novo Programa Areté, por meio de formulário disponível no Google Forms. A iniciativa visa a valorização dos profissionais que se destacam por suas contribuições relevantes e alinhadas aos objetivos estratégicos do órgão.

Criado pelo Ato nº 43/2024/SGP, o Programa Areté faz parte da Política de Gestão de Pessoas do TRT-11 e busca reconhecer publicamente os servidores que demonstram excelência em suas funções e contribuem para a melhoria dos resultados institucionais. Serão premiados servidores de diversas áreas e tempos de atuação, divididos em oito categorias, que contemplam tanto a área fim (Prestação Jurisdicional) quanto a área meio (Eficiência Administrativa).

 

As categorias são:

  • Revelação: menos de 5 anos de TRT-11
  • Dedicação: de 5 a 15 anos de TRT-11
  • Realização: de 15 a 25 anos de TRT-11
  • Inspiração: mais de 25 anos de TRT-11

O processo seguirá quatro etapas principais:

  1. Indicação (9 a 25/10/24): Servidores podem indicar até cinco nomes pelo formulário específico.
  2. Classificação (26 a 31/10/24): A Secretaria de Gestão de Pessoas (SGPES) verificará os critérios e classificará os indicados.
  3. Seleção (1º a 20/11/24): Um júri selecionará três finalistas por categoria, considerando as contribuições de cada servidor.
  4. Votação (21 a 30/11/24): Todos os servidores do TRT-11 poderão votar nos 24 finalistas para escolher o vencedor de cada categoria.

Premiação

A entrega dos prêmios, simbolizados por bottons, ocorrerá durante a solenidade de encerramento do ano administrativo, em data a ser confirmada, celebrando o mérito e o comprometimento de servidores que contribuem diariamente para uma Justiça do Trabalho mais eficiente. "O Programa Areté foi concebido como um reconhecimento de servidor para servidor, reforçando o senso de pertencimento e cooperação dentro do TRT11. Queremos que todos percebam que seu trabalho é valorizado e reconhecido," destacou o diretor da Coordenadoria de Desenvolvimento de Pessoas, Lucas Ribeiro Prado.

O nome Areté, inspirado na mitologia grega, remete à virtude e à excelência moral, simbolizando a busca pela realização plena do propósito. A palavra também significa "dia de festa" em Tupi-Guarani, reforçando o caráter de celebração das conquistas dos servidores. Assim, o TRT-11 destaca a importância de cada colaborador, seja nas Varas do Trabalho ou nas áreas administrativas, como peças fundamentais para a prestação de um serviço público de qualidade e excelência.

Ao premiar servidores em diferentes estágios de suas carreiras, o TRT-11 reforça seu compromisso com um ambiente motivador e focado em resultados, consolidando o Programa Areté como um marco na valorização dos profissionais que contribuem para a missão da Justiça do Trabalho na região.

 

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Coordenadoria de Comunicação Social

Texto: Emerson Medina com informações da Codep

Artes: Carlos Andrade

O evento é uma iniciativa da Ejud11 e propõe uma viagem fantástica pelo mundo dos livros

667No próximo dia 17 de outubro, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) vai promover uma manhã lúdica com contação de histórias para estudantes do ensino fundamental I. A iniciativa é da Escola Judicial (Ejud11), por meio da Seção de Biblioteca – Biblioteca Donaldo Jaña, e visa incentivar o gosto de crianças e adolescentes pela leitura.

Com o tema “Viagem Fantástica pelo Mundo dos Livros”, o evento é alusivo à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, celebrada anualmente de 23 a 29 de outubro. As atividades serão realizadas no Espaço Kids da Biblioteca Donaldo Jaña, localizada no 2º andar do Fórum Trabalhista de Manaus “Ministro Mozart Victor Russomano”, no horário das 9 às 11 horas.

Os alunos do ensino fundamental I da Escola Municipal Professora Francisca Lima da Rocha são convidados especiais. O evento também contará com a presença de magistrados, servidores, estagiários e colaboradores do Regional. A programação pensada nos leitores mais jovens inclui contação de histórias pelos professores Francisca Maria Gonçalves e Alexandre Felipe de Souza Barata, do Centro de Mídias Educacionais de Manaus, da Secretaria Municipal de Educação (Semed).


O que: “Viagem Fantástica pelo Mundo dos Livros”
Data: 17 de outubro de 2024
Local: Espaço Kids da Biblioteca Donaldo Jaña - Fórum Trabalhista de Manaus
(Rua Ferreira Pena, n° 546, Centro), 2º andar
Horário: 9h

Cartaz 17 10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Paula Monteiro
Arte Renard Batista

Vencedores receberam tablets, smartphones e certificados em solenidade que contou com a presença de ministro do TST

658Os dez melhores colocados de cada categoria receberam certificados. Alunos da rede estadual e municipal de ensino público de Manaus e de outros municípios do interior do Amazonas se reuniram, na última terça (8/10), para a cerimônia de premiação do 4º Concurso Cultural realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR). Promovido pelo Comitê de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem do TRT-11, a quarta edição do concurso teve como tema “A mudança que o Brasil quer ver: A escola como espaço de inclusão social”.

Com 2.347 trabalhos inscritos e mais de 150 escolas participantes, o 4º Concurso Cultural movimentou as escolas públicas de ensino fundamental e médio do Amazonas e de Roraima. O objetivo da ação é promover a conscientização sobre o combate ao trabalho infantil e a inclusão social por meio de temas educacionais como inclusão social, imigração e tolerância no ambiente escolar.

Os participantes competiram nas categorias: desenho, redação, vídeo e música. Os primeiros lugares das quatro categorias do Concurso foram premiados com tablets. Os alunos classificados até o 10° lugar em cada categoria recebem certificados de participação. Os professores orientadores dos alunos vencedores do 1º lugar de cada categoria também foram premiados com um aparelho celular.

O evento de premiação do contou com a presença do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Evandro Valadão, que palestrou sobre o tema “Trabalho Infantil e Questões Culturais”. Ele é coordenador da Comissão de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem. Acesse AQUI a notícia sobre a palestra

Depoimentos

659Kadrine, 13 anos, estuda e mora em Parintins. Ela teve a melhor redação do Concuso. Kadrine de Souza Miranda, 13 anos, ganhou o primeiro lugar na categoria redação. Estudante do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Jeni Bentes de Jesus, ela veio de Parintins receber o prêmio. “Eu não senti muita dificuldade porque já tínhamos trabalhado o tema em sala de aula. Mas também não foi tão fácil. Me esforcei, me dediquei e fiquei muito feliz por ter conseguido o 1º lugar”, contou. A redação dela recebeu a nota 88,33 e teve como tema "Imigração: Como a solidariedade pode transformar a dor em uma oportunidade na educação?".

A professora orientadora da Kadrine, Cleomara Cruz Gomes, também veio de Parintins para a premiação. Mestre em língua portuguesa, ela elogiou o desempenho da aluna. “Sou professora dela desde o ano passado. Ela sempre gostou de escrever, sempre teve facilidade e uma boa escrita. O resultado nos trouxe muita alegria pois ganhamos o primeiro lugar entre todas as redações inscritas, do Amazonas e de Roraima. É muito significativa a realização deste tipo de concurso para estimular alunos em relação a produção de textos, que é muito importante em qualquer área do conhecimento. Agradeço ao TRT-11 pela oportunidade”, declarou.

O vencedor da categoria desenho tem apenas sete anos: Henry Miguel Castro da Silva. Ele é aluno da Escola Estadual Integral Irmã Adonai Politi, de Manaus. A professora Zila Reis de Oliveira contou que o desenho foi totalmente produzido por ele, com a ajuda dela e da família. “Foi uma experiência muito boa. O Henry tem um grau leve de autismo, e é uma criança muito esforçada. Ele colocou a determinação que queria participar do concurso e foi em frente. O desenho foi feito ao longo de duas semanas, todo dia ele fazia alguma coisa, colocava um novo elemento. Juntamos a idéia e o resultado foi o desenho vencedor. Foi muito importante essa conquista, tanto pra ele quanto pra mim, que sou professora de ensino especial. Fiquei muito feliz com a participação e com o primeiro lugar”, comemorou.

665Henry, 7 anos, ganhou categoria desenho.

661Daniela, de Manacapuru (AM), ficou em 2o lugar ano passado e desta vez conquistou a melhor música do 4° Concurso Cultural.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A escola não é apenas um lugar

Participante do Concurso Cultural pelo segundo ano consecutivo na categoria música, Daniela Sâmila de Souza Lopes Ferreira alcançou o primeiro lugar com a nota 99,33. A letra e melodia são de autoria dela, que tem 18 anos e cursa o 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré, no município de Manacapuru, no interior do Amazonas.

Ela explicou como surgiu a inspiração para compor a música de nome ‘A escola não é apenas um lugar’: “eu me inspirei nos meus amigos, pois muitos são descendentes de indígenas, africanos e também são ribeirinhos. Quando vi o título da categoria – A escola como ambiente de integração cultural no contexto amazônico – eu pensei logo neles e já comecei a rascunhar um poema, e do poema veio a música. A escola é um ambiente de diversas culturas e de inclusão, e foi isso que eu pensei ao compor a letra e música. Eu não acreditei quando meu gestor me avisou do resultado, pois não tinha noção que a minha música iria impactar tanto assim. Estou muito feliz por ter conseguido e espero que todos sejam tocados com a música como aconteceu com meu gestor, amigos e familiares”, disse. Ela apresentou a música vencedora aos presentes no evento.

Diferentes, porém iguais

Do município de Novo Airão vieram os vencedores da categoria vídeo. Alunos da Escola Estadual de Tempo Integral Danilo Matos Areosa receberam nota máxima pelo curta metragem de tema “Diferente, porém iguais – o desenvolvimento da cultura da tolerância no ambiente escolar”.

Danton Oliveira da Cruz, 17 anos, falou em nome da equipe vencedora. “Fizemos um grupo e cada um foi dando ideia sobre tópicos relacionados ao tema. Dividimos os trabalhos e depois montamos o roteiro, focando em como desenvolver a tolerância nas escolas, dando propostas de como acabar com o bullying, o racismo, a zoação, para melhorar o convívio entre os alunos”, explicou. Sobre o primeiro lugar ele disse: “foi uma sensação de muita alegria, pois nossa expectativa era de ganhar pelo menos um certificado, não esperávamos ganhar o primeiro lugar, quanto mais de gabaritar, conseguir a nota máxima. Quando saiu o resultado, comemoramos muito. A gente estava recebendo muitos elogios dos professores da nossa escola, mas ganhar entre todos os vídeos enviados foi uma sensação muito boa. Tiramos a nota 100, nunca alcançada nas outras edições do evento. Demos o nosso melhor e conseguimos, estamos muito orgulhosos”. O vídeo foi apresentado na cerimônia de premiação.

662Equipe de Novo Airão ganhou na categoria vídeo.

663Os professores que orientaram os trabalhos premiados com o 1o lugar ganharam aparelhos celulares.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheça todos os vencedores. 

Acesse o vídeo da cerimônia completa de premiação do 4º Concurso Cultural.

Confira a galeria de imagens.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Martha Arruda

Fotos: Renard Batista

Evento reúne líderes indígenas e autoridades para discussões sobre os direitos trabalhistas e a proteção dos povos originários

656Diversidade é uma das mais marcantes características da Amazônia e sendo o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) um Tribunal amazônico, suas ações buscam cada vez mais refletir essa diversidade. Por isso, o TRT-11 produziu o ‘Manual do Trabalhador Amazônico’ em formato de história em quadrinhos e em três línguas: português, espanhol e nheengatu (para os povos indígenas). O lançamento será nesta sexta-feira, 11/10, no Fórum Trabalhista de Manaus, na Rua Ferreira Pena, n° 546, Centro, a partir das 10h.

Para o presidente do Tribunal, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva, o lançamento do ‘Manual do Trabalhador Amazônico’ é mais uma ação inclusiva que atende desde o trabalhador residente nos centros urbanos e nas capitais de Roraima e Amazonas até os refugiados venezuelanos e os povos indígenas. “A Justiça do Trabalho é de todos. O TRT-11 está sempre de portas abertas para todos. Ninguém é tratado diferente aqui. Todos merecem um tratamento digno, respeitoso, que permita o acesso aos seus direitos. Por isso fizemos esse Manual”, comemora.

Rodas de conversa

Representantes de várias etnias foram convidados a participar do evento e integrar as rodas de conversa, promovendo uma troca de saberes que abrange tanto os aspectos legais quanto os culturais dos direitos indígenas. A primeira mesa contará com a presença de líderes como Ismael Munduruku Franklin Gonçalves, cacique geral do Parque das Tribos, e Fábio Cardoso Munduruku, coordenador regional substituto da Fundação Nacional do Indígena (Funai), com mediação da juíza auxiliar da presidência do TRT-11, Carolina de Souza Lacerda Aires França.

Já a segunda mesa trará palestras de Luzineide Andrade dos Santos, estudante de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e indígena da etnia baré, além do antropólogo Jaime Diakara, da etnia desana. A mediação será feita pela procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região, Alzira Melo Costa.

Sobre o Manual

A publicação do Manual do Trabalhador Amazônico faz parte de um esforço coletivo. Idealizado pelo desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva, a edição tem roteiro da juíza Carolina França e foi confeccionado por artistas do coletivo de ilustradoras de Manaus, o “Má Tinta”. A diagramação é de Lílian dos Reis e Silva e colaboração de Lorena Souza de Souza (layout e storyboard), Viviane Feitoza Cavalcanti (ilustrações e capa), Hirlaine Vasconcelos de Lima (ilustrações) e Aivlis Nicole Matos de Souza (colorização). A servidora Laís Reis coordenou o trabalho do coletivo e fez a revisão final.

O manual reconhece a diversidade da força de trabalho na Amazônia, incluindo os povos originários e imigrantes venezuelanos, e busca oferecer orientações para a proteção de grupos vulneráveis. Com versões em português, espanhol e nheengatu, a obra estará disponível tanto de forma impressa quanto digital, acessível por QR code, promovendo a inclusão e o fácil acesso à informação.

Questões como trabalho noturno, intervalos inter e intrajornada e orientações sobre o que fazer em caso de acidente de trabalho, integram o manual que também fala sobre normas de saúde e segurança no trabalho, como o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), adicional de periculosidade e insalubridade. O guia também fala sobre a proibição do trabalho infantil e sobre a aprendizagem. Na revista são disponibilizados os contatos de órgãos trabalhistas competentes para obter mais informações.

Entrega de moedas e exposição

O evento também contará com a entrega de moedas de reconhecimento da Presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região aos palestrantes e outros agraciados, além de uma exposição de estandes de artesanato indígena, promovendo a valorização da cultura originária.

A expectativa é que este lançamento contribua de forma significativa para a conscientização e defesa dos direitos dos trabalhadores amazônicos, reforçando a importância de uma sociedade mais justa e equitativa.

O Lançamento terá transmissão no canal do TRT-11 no Youtube.

 

 

 

 

Confira a programação completa do evento. 

O que: Lançamento do Manual do Trabalhador Amazônico em português, espanhol e nheengatu
Data: 11 de outubro de 2024
Local: Fórum Trabalhista de Manaus, na Rua Ferreira Pena, n° 546, Centro
Hora: 10h

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Emerson Medina
Imagem: Rennard Silva 

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